Você conversa com seu bebê?
A resposta para esta pergunta varia de acordo com o contexto em que está inserida cada família.f2f2cd_9e06c6b65c5146178278bceba1c08971
Bebês de diferentes países tiveram seu crescimento acompanhado desde o nascimento até a idade escolar. E a diferença no desenvolvimento das funções cognitivas torna-se mais gritante na fase entre 9 e 21 meses de idade.
Dois fatores se destacaram como principais causadores dessas diferenças: a interação com os bebês e o nível de stress a que são expostos. A boa notícia: ambos estão totalmente sob nosso controle, enquanto pais e responsáveis.
Estudos mostram que filhos de pais com maior grau de instrução possuem um vocabulário muito maior do que crianças de lares em que os pais não seguiram com seus estudos. A escolaridade média do brasileiro acima de 25 anos de idade é de 7,7 anos*. Temos ainda muito a melhorar, mas podemos  minimizar o impacto negativo da baixa escolaridade dos pais com a conscientização sobre a importância da conversa com os filhos.
Além do vocabulário, há enormes diferenças também nas habilidades de comunicação e na capacidade da memória.
Quanto mais conversamos com nossas crianças durante os primeiros 24 meses de vida, mais ajudamos para que enriqueçam a memória de longo prazo, desenvolvam capacidade de comunicação, variedade de vocabulário, senso de pertencimento, enriquecendo assim as conexões cerebrais.
As conversas com as crianças só conseguem surtir essa avalanche de efeitos positivos quando acontecem em tom que transmite calma e carinho. Isso vale não somente para os momentos em que os pais interagem com a própria criança, mas também quando falam entre si ou com outros membros da família.
Ou seja, a convivência dentro dos lares tem total impacto no desenvolvimento cognitivo – na capacidade de aprendizagem – que as crianças conseguem atingir sem necessidade de intervenções.
Ambientes de total silêncio ou de gritos e alto nível de estresse colocam o cérebro em constante estado de alerta. A sensação de perigo permanente inibe as funções cognitivas e a memória não armazena informações suficientes para fazer as conexões necessárias para o aprendizado formal, anos mais tarde.
E o nível de estudo dos pais, o que tem a ver com tudo isso? Em geral, quanto menor o grau de instrução, menor o vocabulário e maior a crença de que um bebê ainda não entende nada. Isso gera a ideia errônea de que seria perda de tempo conversar com um recém nascido ou com uma criança. Mais que isso, empregos com alto grau de cansaço físico, níveis salariais mais baixos, maior número de filhos, condições precárias de saúde ou moradia e pronto, eis a receita para um lar com alto nível de estresse.
Ainda assim, se conseguirmos conscientizar os pais, não importando o nível de estudo ou sócio econômico, sobre a importância de conversar com seus filhos desde o nascimento, estaremos todos colaborando para uma vida melhor para nossas crianças e para uma relação mais tranquila com os estudos.
Pesquisas recentes mostram que nunca é tarde para reverter o quadro negativo gerado por uma infância sem estímulos, mas a prevenção será sempre o melhor caminho!
Conversar ainda é o melhor remédio, não importa a idade que tenha seu ouvinte!

A conversa com seu bebê pode gerar ótimas notas na escola!

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