Uma criança que usa a birra e consegue atingir seu objetivo torna-se um forte candidato a ter uma relação conflituosa com os estudos.

Mesmo que nossos pais não tivessem consciência, nós, adultos de hoje, desenvolvíamos paciência, empatia, capacidade de concentração na rotina dentro de casa.

Hoje em dia, ou os pais ensinam – de forma planejada e consciente – essas e outras habilidades, ou seus filhos terão uma relação muito turbulenta com a escola e os estudos.

Algumas das mais recentes descobertas sobre como o cérebro funciona no momento da aprendizagem mostram ser essencial para este processo uma habilidade a que chamamos “senso de responsabilidade”. Confirmam também que o relacionamento que as crianças e adolescentes têm com colegas da sala de aula impacta fortemente a capacidade de assimilar os conteúdos. Mais que isso, as pesquisas revelam que baixa auto estima está diretamente relacionada ao baixo desempenho escolar.

 Uma criança que cresce usando a birra para conseguir o que deseja não desenvolve senso de responsabilidade. Este comportamento pode levar a um número reduzido de amigos ou dificuldade em aceitar crianças compartilhando o ambiente e pertences. E, acima de tudo, uma criança que cresce conseguindo no grito o objeto de desejo e a pena dos pais não desenvolve auto confiança. Ela não se vê como capaz de vencer obstáculos, enfrentar desafios ou frustrações. 

Confirmando as expectativas, felizmente, a fase da birra passa. A consequência para a criança, entretanto, permanece. Este é o ponto que gostaríamos de trazer para os pais, que com tanto carinho fazem de tudo para ver seus filhos felizes.

O processo de aprendizagem formal é repleto de desafios. Os pais terão papel fundamental, mas é o filho o protagonista. Quanto mais recursos levar da infância, mais cara de aventura do que de batalha ela enxergará em sua vida de aluno.

Uma criança que desenvolve habilidades de convivência social, paciência e capacidade de lidar com frustrações durante a primeira infância chega na escola com o alicerce preparado para construir seu conhecimento formal. Quando a base que servirá de apoio não é sólida, o aluno, a escola e família pagam juntos o preço do tempo perdido.

Uma dica para evitar a birra é distrair a atenção da criança, desviando totalmente o assunto antes que a birra ecloda. Passado o momento de tensão, enquanto brinca com seu filho, converse sobre o que o frustrou e que outras opções ele teria para o momento. Sim, ele vai ouvir e registrar esses momentos para os desafios futuros!  

Birra e a atribulada relação com os estudos 

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