“A postura do meu filho em relação aos estudos é sempre de protesto. Os argumentos sobre a falta de utilidade das matérias que ele tem que estudar são muito bons”.

A dinâmica de vida que essa geração vive a torna mais descrente em relação aos benefícios que o conhecimento pode trazer e um tanto mais resistente ao esforço que cada um precisa colocar para desenvolver todo seu potencial. Sim, a escola pode e precisa tornar os conteúdos mais atraentes para o aluno.

É esse o maior desafio que precisa ser vencido do lado de quem se propõe a ensinar. Mas só a escola não tem a chave para realmente mudar a postura do seu filho em relação aos estudos. E nós, pais, não podemos cair na tentação de misturar a admiração pela capacidade de argumentar que nossos filhos têm quando não querem estudar  com a responsabilidade que temos em educá-los.

A forma de socorrer seu filho dessa armadilha disfarçada de “ótima capacidade de argumentação” é pensar que diante da enorme velocidade de mudanças que vivemos, realmente não sabemos do que eles precisarão no futuro. A única certeza que podemos ter é de que nosso filho está sendo (ou não está sendo) preparado para o incerto, o novo, o faça-você-mesmo. E a pergunta é: quais são as ferramentas que ele precisa ter em sua caixa de recursos para se garantir, poder se realizar e ser feliz pessoal e profissionalmente. Não sabemos exatamente do que ele precisará. Mas há uma certeza. Se ele estiver equipado de habilidades de convívio social e auto conhecimento, tudo o que ele levar para o futuro de conhecimento formal será útil. Não se abale diante dos ótimos argumentos.

Organize a rotina de estudos, não seja flexível quanto aos combinados de horário de tarefa e responsabilidades que são do aluno e do filho. Caso dê aquela necessidade enorme de ter a resposta, simplesmente admita que os argumentos dele são ótimos, mas que você não faz a mínima ideia de como ele vai aplicar tudo isso. E diga que você tem uma única certeza, a de que ele só vai poder contar com aquilo que tiver de fato aprendido para então poder construir o que sonhar para a vida dele!

            

A postura do seu filho em relação aos estudos é sempre de protesto?

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