Estratégias para o segundo dia de prova do ENEM

Descobrir que foi mal no primeiro dia e prova ou ficar ansioso atrás de gabaritos e supostos caminhos que teriam sido ideais para conduzir a redação, pode atrapalhar no rendimento do aluno no segundo dia de prova.

Existe um nível adequado de estresse que acaba ajudando para que o movimento necessário ao sucesso seja feito. É positiva a preocupação em se organizar para não perder a hora, preparar a roupa de acordo com a previsão do tempo, garantir que documentos e materiais necessários estejam todos reunidos na noite anterior.  O nível de confiança e o estado emocional é que não podem ser afetados a ponto de prejudicar o desempenho.

Preparamos um vídeo com quatro dicas de preparação para esse segundo dia de prova. Para assistir, clique no play:

              

Demonstrar pena pelos momentos de estudos dos filhos é prejudicial

Para ajudar seu filho no momento da tarefa, não demonstre pena pelos momentos dedicados aos estudos.

Alguns pais acham que é cedo para o filho ter que deixar o brinquedo para fazer a lição de casa. Outros ficam com dó pela quantidade de tarefa ou tempo necessário para concluir as atividades. A verdade é que nenhuma dessas posturas traz benefícios para as crianças ou adolescentes. Caso você considere que o tipo de atividade ou a quantidade de tarefa está fora do adequado para a série ou faixa etária de seu filho, converse com a coordenação da escola. Não deixe que seu filho perceba ou participe desse momento. É importante que os pais reforcem a importância de retomar o conteúdo estudado na escola e que ajudem a criar o ambiente favorável em casa. O ideal é dar ao momento da lição uma formalidade e importância que o tornem visivelmente marcante. Isso significa gerar um clima em que toda a família valorize a hora da tarefa assim como a hora da refeição, por exemplo. Uma forma para fazer isso é começar a descrever alguns momentos como “antes” ou “depois da tarefa”.

Por exemplo, você pode contar para um parente ou amigo que seu filho vai para a natação às terças e quintas, logo depois de terminar a tarefa. O importante é incorporar esse momento à rotina da família, de forma que se torne tão parte do dia a dia como outros hábitos saudáveis. Isso já ajuda muito a eliminar o estresse ou tentativa de negociação para fazer o dever, que é responsabilidade do aluno! Elogie sempre o esforço e dedicação, mas nunca comente que a escola manda muita coisa ou que tem pena de seu filho ter que deixar algo que estava gostando de fazer porque tem lição de casa. A partir de uma postura diferente e positiva de todos os membros da família, seu filho consegue se dedicar e assumir a tarefa como responsabilidade que não pode ser transferida, mesmo que alguns dias sejam mais pesados. Os benefícios ficarão para sempre, na relação mais tranquila com a aprendizagem ao longo de toda a vida!

              

Se tiver briga para fazer a tarefa, o resultado já ficou prejudicado!

O estado emocional tem um alto impacto na aprendizagem. Sentar para estudar depois de brigas ou de estresse só traz resultados negativos para a relação com os estudos. Eis um dos papéis fundamentais da família: ajudar para que o filho sente para estudar, ler ou fazer a tarefa com sensações boas, emoções positivas. Para conseguir isso, porém, é preciso quebrar uma série de pressupostos que já estão arraigados na cultura de toda a família. Por exemplo, a ideia de que estudar é chato ou de que cabe somente à escola fazer com que o aluno se interesse pelos estudos. Muito mais do que saber qualquer conteúdo ou a matéria que seu filho tem que estudar, você pode ajudar criando uma atmosfera positiva nos momentos que antecedem a hora da tarefa.

Ouvir música é uma ótima maneira de criar um clima positivo. Mesmo que seu filho esteja brincando ou fazendo alguma outra atividade, coloque para tocar músicas que ele gosta. Deixe que o ritmo da música invada a casa e entre no clima também, deixando-se levar pelas boas sensações que a música pode trazer para nosso corpo e mente. Além da música, outras dicas são conversar sobre lembranças boas ou planos para o final de semana, férias, aniversário. Ver fotos, desenhar e pintar também são ótimas maneiras para relaxar e entrar em estado positivo. Fazer alguma atividade junto com seu filho, demonstrando admiração e gratidão pela ajuda é uma outra excelente maneira de anteceder o momento da tarefa. Deixe para depois qualquer assunto mais tenso que precisa ser conversado. E lembre-se que o clima entre todos os membros da família é contagiante. E não é que a hora da tarefa pode até ser o motivo para que toda a família fique atenta para ter sempre um clima mais leve e de paz dentro de casa? Não é só o processo de aprendizagem que vai melhorar, mas a vida em família, pode apostar!

              

A “hora da tarefa” deve ser parte da rotina da família, mesmo que a escola não envie tarefa!

Não importa se o filho está na educação infantil ou no Ensino Médio. A hora da lição de casa é um estresse para a família. Oportunidade de aprendizagem, de suporte, de envolvimento com a escola e de aproximação entre pais e filhos. A primeira dica, que servirá de base para todas as outras, é para você, pai/mãe. Sua postura em relação ao dever de casa afeta imensamente a forma como seu filho vai encarar esse momento. O primeiro passo é ensinar ao seu filho que a lição de casa é responsabilidade dele. Você apoia, ajuda, incentiva, participa, colabora. Mas a responsabilidade é do seu filho. Explicar isso, porém, só traz efeito contrário. É preciso demonstrar, na prática, para que seu filho possa entender de forma simples, sem brigas ou longos sermões que só estressam os próprios pais. Uma pequena mudança que vai gerar um grande impacto é não criticar o professor ou a escola na frente do filho. Caso você ache que a tarefa não está adequada para a faixa etária ou série do seu filho, seja em complexidade ou quantidade, não comente com ele. Converse com a coordenação da escola sem que seu filho participe da conversa. Pais que são parceiros da escola e do professor ajudam o aluno a enfrentar suas dificuldades e assumir a responsabilidade que a aprendizagem requer ao longo da vida.

Pesquisas recentes confirmam que retomar conteúdos que estamos tentando aprender é uma forma de “sinalizar para o cérebro” que aquela informação é importante e deve ser assimilada. Isso significa que fazer alguma atividade em casa, depois da aula, é uma excelente forma de tornar o aprendizado um processo tranquilo. Não, a tarefa não é para a escola, para o professor ou para passar de ano. A lição de casa serve para que o próprio aluno seja capaz de entender e assimilar os conteúdos que estão sendo estudados. E toda vez que esses conteúdos são retomamos, as chances são maiores de que eles se tornem mais uma camada do alicerce para que aprendizados mais complexos possam acontecer.

Combine com seu filho um horário para que ele estude todos todos os dias, em casa. Tenham um relógio escolhido como ponto de referência para que ele mesmo pegue seu material e sente para estudar quando o horário combinado chegar. Ao tornar o momento da tarefa ou dos estudos uma rotina programada e previsível, o aluno assimila melhor esse momento como uma responsabilidade que não pode ser transferida. Deixe que seu filho participe da decisão sobre o horário que passará a ser oficialmente a “hora do estudo”.

E tem um motivo para esse nome não ser a “hora da tarefa”: de segunda à sexta, nesse horário ele vai fazer a lição de casa, ler algumas paginas de um livro, fazer um pequeno resumo das matérias que teve na escola ou até mesmo desenhar ou pintar, caso não haja tarefa vinda da escola. Estabelecida a rotina, entendida a responsabilidade, elogie e reconheça os esforço que seu filho colocar em cumprir o que vocês combinaram. Dias mais leves virão juntamente com melhores resultados na escola!

 

              

Não se culpe tanto! O tempo que você passa com seu filho é o que realmente conta.

Apesar de todas as facilidades que a tecnologia trouxe para a rotina dentro de casa, temos cada vez menos tempo. Onde foi parar o tempo que usávamos para fazer café, lavar roupa, lavar louça, se hoje apertamos um botão e essas tarefas são executadas de forma automática?

A verdade é que cada pessoa exercia um papel na sociedade. Quando tínhamos que pagar uma conta, o caixa do banco fazia isso. Se planejávamos uma viagem, a agência de turismo cuidava de tudo. Para alugar ou comprar uma casa, era só passar para a imobiliária encontrar o imóvel no perfil desejado. Se precisávamos de um táxi, era ligar e esperar. Para falar com um amigo, parente ou cliente, só parado, totalmente disponível para a conversa no telefone fixo. Essas tarefas são hoje executadas simultaneamente. Temos mais comodidade, mas perdemos o controle sobre nosso próprio tempo.

Tentando dar conta de tudo, deixamos para achar que estamos sobrecarregados exatamente na hora da tarefa dos filhos, na hora de buscar na aula, no momento da reunião da escola. Então sentimos a culpa pela falta de tempo e paciência pesar em nosso ombro. Extremamente cansados por tentar exercer com perfeição o papel de agente de viagens, telefonista, caixa de banco entre outros, ficamos sem energia para o que mais importa – os filhos.

A lição de casa, as provas na escola, o vestibular não são mais uma atividade que os sobrecarrega. Os estudos são a obrigação e a oportunidade para que eles cresçam. Eles vão sempre reclamar, ainda mais quando percebem o efeito que isso surte nos pais. E não tem problema que reclamem, desde que cumpram com a responsabilidade que é deles. Ajude seu filho a ver a tarefa e os estudos como momentos dos quais vocês, pais, se orgulham muito. O botão de pausa está logo ali, juntinho do play nos eletrônicos. Dentro de nós também: a opção do que pausar é sempre sua e de ninguém mais!

Grande parte das situações em que crianças ou adolescentes têm relacionamento negativo com os estudos poderiam mudar para melhor a partir de pequenos ajustes na rotina da família. Embora as mudanças necessárias sejam simples, elas não são fáceis de serem estabelecidas porque vão requerer mudança de postura dos pais e de hábito dos filhos. Mudar nunca é fácil, mas é possível e o esforço sempre compensa, pois acaba sendo um investimento com retorno garantido, quando se trata do bem estar de nosso filhos. Deixe de lado a culpa pelo tempo que você passa longe do seu filho. O que realmente afeta a vida de nossas crianças é o que fazemos no tempo em que estamos com elas.

Esqueça momentos que não pode aproveitar e foque em curtir ao máximo o que vier pela frente. Não tenha remorso pelos momentos em que precisar dizer um não ou colocar limites. Essas responsabilidades são suas. Desde que você mantenha um ambiente de respeito, não despreze ou desvalorize os sentimentos do seu filho, sua firmeza trará a segurança de que ele necessita, nos momentos mais difíceis. Busque ajuda sempre que necessário. Você não tem que lidar sozinha com tantas tarefas, dúvidas e incertezas que sobrecarregam a vida dos pais nos dias atuais. Deixe seu filho crescer. Lamentar o tempo perdido e desejar que o filho não cresça tão depressa só faz com que seu filho tenha atitudes infantis demais para a idade, na tentativa de atender suas expectativas!

Acima de tudo, acredite na capacidade do seu filho em lidar com os desafios da aprendizagem e do convívio social. Isso fará toda a diferença para que ele seja uma criança ou adolescente bem resolvido e capaz de se relacionar bem com a família, amigos e com a aprendizagem. Sem carregar culpa, remorso ou medo do que vier pela frente!