Última semana de férias ou primeira semana de um semestre letivo de sucesso?

A tendência dos filhos é querer aproveitar a última semana de férias como se não houvesse amanhã. Os dias que antecedem o volta às aulas, porém, precisam ser vistos de outra forma pelos pais e responsáveis. Esta semana é a oportunidade para ajustar a rotina de forma que o retorno à escola seja tranquilo. Mais que isso, a última semana de férias pode ser o diferencial que vai garantir um final de ano sem estresse e desespero. Se a família toda começar os ajustes aos poucos, cada dia desta semana pode se transformar no diferencial cujos resultados serão sentidos ao longo dos próximos meses. São pequenas mudanças que podem também evitar que os estudos e a escola pareçam vilões a partir da próxima semana.

Se os filhos conseguirem começar o semestre tendo uma relação saudável com os estudos, os desafios serão vencidos mais facilmente. Estudar não é um problema, é a solução para diversas situações que nossos filhos enfrentarão ao longo da vida. Se a rotina permanecer inalterada essa semana, duas consequências negativas certamente virão: 1 – a impressão de que a escola é responsável por quebrar o período livre de responsabilidades a cumprir e 2 – dificuldade em conseguir entrar no ritmo necessário para que a aprendizagem ocorra de forma tranquila. Nosso organismo precisa de um tempo para se adaptar novamente a uma rotina que favoreça o aprendizado. É possível se preparar para que o cérebro e corpo estejam predispostos e prontos a prestar atenção, aumentar a capacidade de concentração e esforço necessários para que a aprendizagem ocorra. Confira:

 

1. O momento do sono é mais importante para a aprendizagem do que se imaginava. Durante a noite de sono nosso cérebro armazena e organiza tudo aquilo que estudamos. Isso significa que, mesmo que seu filho preste atenção na aula e faça o dever de casa, ele completará o processo de assimilação do conteúdo durante as próximas noites de sono. É também durante a noite que o cérebro faz uma auto lavagem, eliminando o excesso de informações e abrindo espaço para novos e aprendizados. Para que tudo isso ocorra, nossos filhos precisam dormir uma noite completa, tranquila, garantindo que todo o ciclo de sono possa ser cumprido. Um aluno que dorme as horas de sono necessárias chega na escola com maior capacidade de foco e concentração, maior estabilidade emocional e pronto para lidar de forma mais tranquila com desafios e resolução de problemas. Segundo a organização National Sleep Foundation (https://sleepfoundation.org), uma criança em idade escolar precisa ter de 9 a 11 horas de sono e para adolescentes, o recomendado é entre 8 e 10 horas. Nosso organismo precisa de algumas noites para criar uma rotina de sono com o mínimo de horas recomendadas. São seis noites de hoje até o retorno às aulas. Tempo suficiente para criar o hábito saudável necessário. Faça junto com seu filho o cálculo. Se ele tem que se levantar às 6:30 a partir da próxima semana, ele teria que ir dormir às 21:30 para ter 9 horas de sono. Combine que a cada dia, a partir de hoje, ele vai para a cama 15 minutos ou meia hora mais cedo, dependendo do horário em que está indo dormir durante as férias. O segredo é ir para a cama mesmo sem sono e intercalar a cada dia alguma atividade relaxante. Ler um livro, ouvir música suave ou mesmo assistir a um filme ou desenho repetido. Celular e tablet desligados deve ser uma regra. Boa noite, família!

 

2. Praticar uma atividade física é fundamental para que seu filho consiga se relacionar de maneira positiva com os estudos. Além dos benefícios para manter o corpo saudável, a atividade física é comprovadamente uma aliada indispensável para que a aprendizagem ocorra de forma tranquila e eficaz. Pense na vida que levava quando tinha a idade do seu filho e vai perceber o quanto você era mais ativo fisicamente. Caminhar para a escola, brincar na rua, andar de bicicleta, de skate e jogar bola na rua eram atividades rotineiras que não representavam perigo algum. Essas atividades se tornaram um evento esporádico, quando acontecem! Além da mudança na rotina das famílias e na vida em sociedade, cada vez mais a tecnologia acaba por envolver crianças e adolescentes e, sem que se deem conta, passam grande parte do dia sentados diante de uma telinha, levando uma vida mais sedentária. A dica é aproveitar esses últimos dias de férias para escolher, junto com seu filho, qual será a atividade física que ele vai praticar ao longo do próximo semestre. Seja qual for o esporte ou atividade escolhida, ela deve fazer parte da rotina semanal da criança ou adolescente. É fundamental que seu filho tenha tempo para a prática de um esporte, mas que também tenha tempo para ficar em casa, seja para brincar, para descansar ou fazer nada. Além da disciplina, capacidade de lidar com a frustração, trabalho em equipe, uma atividade física frequente ajuda também no desenvolvimento de novos neurônios. Não importa a série ou idade de seu filho, a atividade física pode ser o ponto de equilíbrio necessário para manter a força e energia na reta de chegada ao objetivo final. Partiu retomar ou definir a atividade que seu filho vai ter como aliada para garantir um bom desempenho na escola ao longo do segundo semestre!

 

3. Quer ajudar seu filho a tomar melhores decisões e lidar com os desafios da aprendizagem com mais tranquilidade? Aproveite os últimos dias de férias para organizarem juntos o quarto e os ambientes da casa em que vocês mais convivem diariamente. As crianças, hoje em dia, têm mais roupas, calçados e brinquedos do que nós possuíamos. Seja qual for sua classe social, você tem mais utensílios do que seus antepassados possuíam dentro de casa. Nosso cérebro está sobrecarregado com a quantidade enorme de informações e pertences aos quais temos acesso o tempo todo. Esquecer compromissos e perder objetos de uso pessoal são mais comuns do que eram no passado, exatamente pela dificuldade que é para nossa mente lidar com tanto estímulo simultaneamente. Um ambiente organizado agiliza a tomada de decisão, ajuda na concentração e deixa nossa memória operacional com mais espaço livre. Como nossos filhos nasceram e crescem no meio dessa avalanche que é a vida moderna, isso se reflete cada vez mais na relação que eles desenvolvem com os estudos. A falta de paciência e baixíssima capacidade de concentração podem ser amenizadas com uma nova organização dentro de casa. Uma quantidade menor objetos que não são utilizados à vista ajuda a manter o cérebro focado e pronto para se concentrar. Roupas e material escolar organizados geram menos necessidade de gasto de energia e deixam a capacidade da memória operacional livre para ser usada nos estudos. É este o momento para tirar tudo o que não é utilizado do campo de visão diária dos filhos. Aproveite para reorganizar uniforme e peças íntimas, garantindo que fiquem em gavetas ou prateleiras que estejam ao alcance mesmo para seus filhos menores. Assim cada um pode se arrumar sozinho para a escola a partir de segunda feira e começar bem a caminhada para um final de ano letivo pleno de sucesso!

 

4. Com maior flexibilidade de horários durante o período de férias, é normal que os filhos tenham passado muito tempo fazendo suas atividades prediletas. Certamente houve uma dose extra de horas na frente de uma telinha. Ou intercalando atividades, sem preocupação em relação ao tempo dedicado a cada uma. As horas de sono diminuíram, já que ir dormir tarde não era problema, ou se tornaram irregulares, já que acordar tarde é um dos benefícios das férias. Tudo bem, enquanto durou. O desafio agora é conseguir retomar a capacidade de foco e concentração necessária ao aprendizado formal, na escola. Não importa o quanto os professores do seu filho estejam preparados para receber os alunos de volta para o segundo semestre. Eles não conseguirão fazer com que seu filho atinja o potencial que tem sem sua ajuda. Alunos que retornam para a escola ainda no ritmo das férias acabam por acumular uma série de dificuldades que vão eclodir nos últimos meses de aula. Evitar isso agora é simples. Pequenas ações sugeridas nos posts ao longo dessa semana fazem toda diferença para um semestre tranquilo. Para este final de semana, a dica é aproveitar juntos o tempo. Sair de casa. Fazer um ou alguns passeios em família. Ir a um parque, ao cinema ou só caminhar e conversar, sem interferências. Vale assistir a um filme juntos na Tv, desde que todos desliguem seus celulares. Pode também fazer um almoço a quatro ou seis mãos. O objetivo é conseguir que seu filho tenha que se concentrar em uma atividade até que ela esteja completa. Outra ideia, que complementa todas as anteriores, é jogar em família. Pode ser baralho, dominó, jogos de tabuleiro. Tudo isso ajuda, e muito, a colocar o cérebro em forma novamente, para que seu filho consiga se concentrar na aula a partir da próxima semana. Desafio aceito? Um ótimo segundo semestre aguarda seu filho na escola!

 

               

Como preparar seu filho para o volta às aulas?

No período de férias, as conexões não utilizadas são enfraquecidas. A consequência é uma perda em diversos conteúdos que estavam em fase de assimilação. Estudos recentes apontam para uma média de:

  • 2 meses de atraso nas habilidades de leitura e interpretação de texto
  • 2,6 meses de retrocesso nas habilidades de matemática e raciocínio lógico

Na reta final das férias, ainda há tempo para ajudar seu filho a retornar às aulas com prejuízos menores ao processo de aprendizagem.

Preparamos um vídeo com 3 dicas que representam um aquecimento para o cérebro voltar às aulas em plena forma:

5 dicas sobre como tecnologia e férias podem formar uma parceria de sucesso!

1. Será que a TV é um vilão ou pode ser um aliado no período de férias escolares? A boa notícia é que a TV pode ser um aliado, quando usada sem excesso. O alerta que fica é: assim como na relação com alimentação e higiene, sem a participação ativa dos pais, as crianças e adolescentes dificilmente criarão hábitos saudáveis na relação com este recurso. Pesquisas recentes revelam que desenhos e programas que propõem algum tipo de interação ou participação da criança favorecem a aprendizagem do conteúdo apresentado. A capacidade de transferir para a realidade o que aprendeu naquele capítulo depende da familiaridade que a criança tem com o programa. Isso significa que aproveitar as férias para conhecer as opções de programação que oferecem conteúdo educativo de forma mais interativa pode beneficiar a criança, que deve ter menos tempo de tv ao longo do período de aula. Um exemplo de programa que fez parte das pesquisas, com resultados positivos é a série Dora Aventureira. No caso de filhos mais velhos, o que faz diferença é a conversa sobre o que assistiram. Um filme, documentário, desenho ou série pode ser a porta de abertura para o que se passa na mente e no coração de seu filho. A dificuldade em abordar um assunto que ainda é tabu para o jovem pode ser superada quando o foco da conversa são personagens de um programa. Um bate papo com seu filho sobre as impressões de um filme pode ser reveladora para os pais. Essa pode ser a chave que abre o canal de comunicação entre vocês e reforça os laços de família. Comentar sobre o conteúdo que assistiram, aprofundando a discussão para temas que envolvem questão de ética e valores, de acordo com a idade, pode aproximar você e seu filho, além de torná-lo mais seguro e consciente de que os pais também têm dúvidas e medos. Sim, TV e férias combinam, desde que entre eles esteja a palavra “família”!

 

2. A tendência dos pais é comparar as músicas que os filhos ouvem com aquelas que ouviam quando eram mais jovens. E assim criam uma barreira onde poderiam construir uma ponte. O gosto musical não é excludente. Seu filho pode adorar um ritmo que é sucesso atualmente e, ainda assim, ficar encantado com a bossa nova ou as “disco music” dos anos 70 e 80. A música continua a ser um excelente canal de comunicação, capaz de aproximar pessoas, gerar sensações de bem estar e ajuda a formar memórias que ficarão registradas para sempre. Quando as crianças têm acesso a diferentes estilos de música desde pequenas, tornam-se mais abertas a aceitar e respeitar as diferenças. Experiências com diferentes faixas etárias confirmam que crianças e adolescentes apreciam e sentem-se tocados pela música clássica. Infelizmente são poucas as que têm oportunidade de conhecer esse estilo musical ainda na infância. O fato é que a música é uma das melhores formas para acalmar um ambiente, gerar sensações de bem estar e despertar a motivação para estudar e se concentrar em uma atividade. Aproveite os momentos de férias para fazer com seu filho uma lista de música para todos ouvirem juntos. O desafio é intercalar uma música escolhida por cada membro da família. Sem julgamentos ou comentários pejorativos, todos ouvem as músicas escolhidas por cada um. Comente o porquê da escolha de cada música e pergunte ao seu filho sobre as escolhas dele. O que tem naquela música que a faz especial. Prepare-se para a surpresa de pegar seu filho cantarolando aquela música que faz parte da sua juventude, pai e mãe. Seja qual for o gosto musical do seu filho hoje, ele vai mudar e ser enriquecido quanto mais músicas e ritmos variados ele tiver oportunidade de curtir em família!

 

3. Quanto mais seu filho cresce e passa a acessar sozinho os canais de Youtube prediletos, mais você precisa se aproximar. Se tem conteúdo ruim? Tem, e muito! Mas tem também uma infinidade de vídeo de qualidade, de pessoas sérias produzindo conteúdo bom. Pense no mundo virtual como uma realidade paralela, na qual seu papel como responsável é o mesmo do mundo real. A ideia não é que você siga ou censure seu filho o tempo todo. Você só precisa tornar esse mundo parte da sua vida também. Há muita informação valiosa ali. Assim como sempre teve na banca de jornal da esquina. E, na mesma banca, sempre teve revista com pornografia, jornais que só focavam em violência e materiais sobre cultura e valores que não faziam parte da crença de sua família. Qual a garantia de que você não iria na banca buscar conteúdo com os quais seus pais não concordavam ou que fossem impróprios para sua idade? Nenhuma. A certeza de que você não estava correndo riscos nunca existiu para seus pais também. O que manteve você firme e forte, apesar de todas as tentações e aventuras que você viveu sem que seus pais soubessem, foram os limites e o respeito aprendidos na relação em família. Este continua a ser o segredo. Conheça seu filho. Isso significava conhecer com quem ele “conversa”. Hoje, equivale a saber quem ele segue. Esteja aberto a ouvir o que tem de interessante nos canais que ele mais gosta. Não coloque tanto foco no vocabulário que aquele Youtuber usa, mas sim no que seu filho diz quando conversa com vocês, pais. Acompanhe de longe. Distante o suficiente para não sufocar e nem tornar o proibido mais instigante. Esteja sempre por perto. Próximo o suficiente para perceber quando estiver na hora de puxar o fio da tomada e se fazer presente. Quando o mundo virtual estiver influenciando seu filho mais do que você, pai, alguma coisa não está indo bem por aí. E não é o Youtube!

 

4. O vídeo game está para as crianças e adolescentes de hoje assim como a bicicleta estava para a geração de seus pais. A bicicleta era o sonho da criança para o Natal ou aniversário. E durante as férias escolares o grande barato era passar o dia andando de bicicleta com os amigos. Opa, aqui se vai a semelhança entre esses dois objetos do desejo de diferentes gerações, podem estar pensando vocês, pais. Mas não é bem assim. Há muitos pontos positivos para o vídeo game. Esses aspectos acabam ficando escondidos atrás dos prejuízos gerados pelo excesso de tempo ou falta de habilidade para priorizar atividades e colocar, assim, os jogos no tempo e momento adequados. Férias e vídeo game formam uma excelente parceria! Alguns dos benefícios que o vídeo game pode trazer para o desenvolvimento cognitivo são: melhora da coordenação motora, desenvolvimento de habilidades para resolução de problemas, melhora da memória, maior capacidade de foco e concentração. Além disso, muitos jogos ajudam também na aprendizagem de história e geografia. E, prepare-se para se surpreender: o vídeo game também pode ajudar a evitar que seu filho faça bullying com outras crianças ou jovens. Muitas pesquisas mostram que assumir diferentes papeis nos jogos ajuda a desenvolver a empatia. Levanta a mão quem achou esse post uma ótima notícia e ficou aliviado. E agora abaixa a mão para ler qual o antídoto que elimina todos os benefícios que o vídeo game pode trazer e ainda gera uma série de prejuízos para os relacionamentos e aprendizagem. O que pode transformar o vídeo game em vilão? Excesso e falta! Excesso de tempo jogando, falta de equilíbrio na rotina com outras atividades ao ar livre, envolvendo movimento e encontros com amigos no mundo real. Ou seja, o vídeo game nunca é o culpado. A falta de controle e disciplina é que prejudicam! Partiu liberar os filhos para se divertirem então?!

 

5. Nenhuma tecnologia, por si só, pode fazer bem ou mal para seus filhos. O uso que se faz das telinhas é que as torna mocinhas ou vilãs da vida moderna. Deixar o tempo de uso da tecnologia mais flexível durante as férias não representa problema. O que vai prejudicar o retorno do seu filho na volta às aulas vai ser a falta de equilíbrio, caso a tecnologia consuma todo o tempo ocioso. Pesquisas confirmam que o sistema de recompensa do nosso cérebro é estimulado conforme recebemos respostas no uso de redes sociais e games. Na prática, isso quer dizer que tecnologia demais vicia sim. Mas não é o caso de tirar esses equipamentos do seu filho. A dose é que faz a diferença. Flexibilizar o tempo que seu filho passa online durante as férias não vai gerar problemas, se isso significar que ele pode usar essas ferramentas em horários diferentes do que faz durante as aulas. Se na sua casa o período de férias significa todo mundo conectado o dia todo, a noite toda, isso vai acabar mal. Mesmo que a partir de agosto seu filho volte à rotina de horário equilibrada, vai ser muito difícil para ele conseguir se concentrar em outras atividades. O cérebro vai sentir falta dos estímulos da tecnologia, já que vieram em excesso ao longo de um mês inteiro. A dica é combinar que quando estiverem em família, a tecnologia só pode fazer parte se representar uma atividade que envolve a todos. Ouvir música, sem fone. Assistir séries, filmes ou desenhos juntos, todos sentados, sem fazer outra atividade. Divida o tempo que tem com os filhos entre compartilhar algo de que eles gostam na tecnologia e fazer outras atividades juntos. Receita simples para que a tecnologia possa ser aproveitada em todo o potencial que tem para tornar as férias divertidas e cheias de memórias que ajudarão para um segundo semestre escolar sem problemas, repleto de bons resultados.

 

 

               

Arrumar o quarto traz benefícios para o rendimento no trabalho e nos estudos !

Você já parou para pensar na diferença enorme que existe em relação ao número de objetos que temos em casa nos dias atuais se comparado com nossos avós? Nem precisa ir tão longe no passado. Pense na cozinha de sua casa quando você era criança. Ou na sala, no seu quarto também. Seja qual for a classe social a que você pertence, você tem mais do que seus antepassados possuíam dentro de casa.

Nosso cérebro está sobrecarregado com a quantidade enorme de informações às quais temos acesso o tempo todo.  Esquecer compromissos e perder objetos de uso pessoal são mais comuns do que eram no passado, exatamente pela dificuldade que é para nossa mente lidar com tanto estímulo simultaneamente.

Um ambiente organizado agiliza a tomada de decisão, ajuda na concentração e acaba por deixar nossa memória operacional com mais espaço livre. No video abaixo damos 3 dicas para aproveitar as férias e organizar o quarto de uma forma que contribua para um funcionamento mais produtivo do cérebro.

               

Momentos de ócio durante as férias trazem benefícios para o aprendizado

A grande preocupação dos pais desde o começo das férias é como vão preencher o tempo dos filhos, garantindo diversão e atividades o tempo todo. Isso, porém, além de ser estressante, é totalmente prejudicial, seja qual for a idade do seu filho. Nossas crianças e adolescentes já vivem em um mundo sobrecarregado de estímulos. Acabam não tendo oportunidade para explorar – tanto o mundo ao seu redor quanto a si próprio. Imaginação e criatividade, que deveriam fazer parte do dia a dia de uma infância e adolescência saudáveis, tornam-se cada vez mais raros ou escondidos em algum lugar, lá embaixo da pilha de estímulos pré fabricados.

Pais e responsáveis por colônias de férias acabam errando também ao tentarem planejar cada minuto do tempo, encaixando atividades para todos os momentos do dia ao longo das férias. E, no retorno às aulas, retomam as reclamações pela falta de iniciativa e preguiça de estudar ou pensar que os filhos apresentam. Que tal deixar que seu filho encontre o que fazer em alguns dias das férias? O ócio deveria fazer parte da vida de nossos filhos, assim como fez da nossa vida. Pare por alguns minutos e pense nas brincadeiras que você inventou junto com seus primos ou irmãos durante suas férias escolares.

Se um sorriso surgiu na sua face, está aí a prova de que seu filho lembrará para sempre dos momentos divertidos que ele criou, sem que nenhum adulto planejasse o passo a passo de cada dia das suas férias. Em alguns dias, televisão e internet podem fazer parte da diversão. Em outros, sem alarde, derrube a Internet da sua casa e deixe o ambiente off-line o dia todo. Em nome do amor pelos seus filhos e da oportunidade que eles precisam para descobrir o quanto são capazes de ter iniciativa e criatividade, deixe alguns dias das férias sem absolutamente nada para vocês fazerem juntos!

Veja aqui mais 4 dicas do que não pode faltar nas férias escolares para um bom segundo semestre letivo.