Checklist Pré ENEM – além da caneta e do RG

5 dicas, cientificamente comprovadas, para garantir uma nota melhor no ENEM. 

  1. Ansiedade – Você sabia que o nervosismo e a ansiedade podem sim atrapalhar no resultado final de uma prova? Sim, estudos seríssimos já mostraram que mesmo que um aluno estude e se prepare bem para uma prova, ele precisa aprender a lidar com a ansiedade e com o nervosismo que podem causar famoso o “branco”. Esses estudos mostraram uma dica infalível para contornar a ansiedade minutos antes de provas importantes. Clique no play abaixo para conferir:

2. Auto sugestão – Não é nenhuma teoria de conspiração como “O Segredo” não, mas quanto mais você convencer seu cérebro de que ele não está preparado para o desafio da prova, menos colaboração vai conseguir dele. Isso acontece porque nosso cérebro entra em um modo de descanso todas as vezes que precisa enfrentar um desafio que acredita ser maior do que consegue executar. É como se fosse um mecanismo de defesa, para não gastar muita energia e acabar se frustando, ele vai se desligando. É como se ele falasse “já que não vou conseguir mesmo não vou nem tentar…”. A dica para evitar esse modo de descanso do cérebro é parar de ficar falando que não está pronto ou que deveria ter estudado mais. Mesmo que estiver inseguro, tente ouvir músicas positivas e passar momentos com pessoas que você gosta para evitar esses pensamentos.

3. Ordem das questões: a ordem em que você faz as questões da prova também podem colaborar para um melhor desempenho na prova. No vídeo abaixo falamos sobre isso: por qual matéria começar? E a redação? Fazer no começo ou no final?  É só clicar no Play =)

4.  Local da prova: Em um mundo perfeito para o funcionamento do nosso cérebro, o ideal seria fazer a prova no mesmo lugar em que você teve aulas e estudou. Isso porque enquanto estudamos, nosso cérebro guarda vários elementos do ambiente em que estamos para usar como referência quando precisamos nos lembrar de algum conteúdo estudado. Como não é isso que acontece no dia do ENEM, você precisa colaborar ao máximo para que seu cérebro consiga trabalhar bem, mesmo com essa pegadinha de mudança de ambiente. Qual é a dica para isso? Chegue com antecedência. Ter que achar a escola, a sala de aula e sua carteira no meio da correria gera um estress desnecessário que atrapalha no rendimento que seu cérebro terá durante a prova. Outra dica é não esquecer de levar um lanchinho e fazer sim uma mini pausa para água e um lanche antes que você esteja completamente esgotado. Isso ajuda também a evitar que seu cérebro perca tanta energia e não consiga se recuperar para o restante da prova.

5. Para fechar, nossa homenagem a todos os estudantes que prestarão o ENEM depois de amanhã. É só clicar no PLAY:

Como ajudar seu filho nos dias que antecedem o ENEM?

Sim, estamos às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio. Milhares de jovens sentem a pressão da reta final e já começam a demonstrar diversos sinais de estresse, o que pode prejudicar o desempenho mesmo no caso de quem se dedicou muito à preparação para o exame.

Com o foco todo voltado aos estudantes, muitas vezes os pais se veem ansiosos também, sofrendo a pressão de acompanhar o filho, mas sem saber exatamente como ajudar.

É comum ler notícias de pais que fazem o trajeto até o local da prova durante a semana, na tentativa de evitar atraso. Outros já nem dormem há algumas semanas, pensando em como o resultado do exame pode mudar o futuro desse adolescente.

Em todos os casos, porém, é bem complicado de evitar que a ansiedade dos pais acabe se somando à pressão que o próprio aluno se impõem. E assim, muitos jovens que estão preparados para tirar uma boa nota acabam por ter o resultado prejudicado simplesmente pelo receio de decepcionar a família.

Existe um nível adequado de estresse que acaba ajudando para que o movimento necessário ao sucesso seja feito. É positiva a preocupação em se organizar apra não perder a hora, preparar a roupa de acordo com a previsão do tempo, garantir que documentos e materiais necessários estejam todos reunidos na noite anterior.  O nível de confiança e o estado emocional é que não podem ser afetados a ponto de prejudicar o desempenho.

Preparamos um vídeo com algumas dicas de como os pais podem ajudar para que os dois finais de semana de prova corram de forma tranquila. Para assistir, clique no play:

4 benefícios da hora do recreio para a aprendizagem 

Infelizmente ainda há escolas que consideram o intervalo como tempo a ser aproveitado para atividades formais de aprendizagem. Pesquisas comprovam, porém, que o recreio traz enormes benefícios para a aprendizagem e oferece oportunidade para que os alunos desenvolvam habilidades essenciais para seu pleno desenvolvimento.  

Se ao assistir a uma aula conseguimos identificar o perfil de um professor, observando o recreio podemos identificar o clima e cultura de uma escola! Em geral, os pais gostam de conhecer a sala de aula e ouvir sobre a proposta pedagógica de uma escola quando estão definindo onde os filhos irão estudar. Não há dúvida, porém, de que o recreio diz muito mais sobre aquele espaço do que qualquer palavra poderia definir.

O que parece somente um tempo livre para relaxar e se alimentar é uma excelente oportunidade de crescimento e aprendizagem para crianças e adolescentes.

Dentre os inúmeros benefícios do recreio, listamos quatro pontos que confirmam o valor que esse intervalo tem na vida de cada aluno. 

1.    A interação com os colegas: relações sociais saudáveis são um excelente complemento para a aprendizagem. Sentir-se seguro no ambiente escolar e ser aceito socialmente são fatores que impactam diretamente a capacidade de compreender e assimilar os conteúdo acadêmicos ensinados na sala de aula. 

2.    Durante o recreio os alunos desenvolvem habilidades essenciais para a vida fora da escola: estratégias de negociação, comunicação, cooperação, resolução de problemas, tomada de decisão.

3     A capacidade de concentração de um aluno precisa ser renovada – líquido, alimento e movimento são os três elementos que funcionam como combustível para o cérebro e permitem que ele mantenha o foco durante a aula.

4    Pesquisas recentes confirmam que, depois de um período concentrado na aprendizagem de um conteúdo, o cérebro precisa de um intervalo para espairecer. Durante esse período, ele continua a trabalhar em segundo plano, organizando o conteúdo no qual esteve focado por algum tempo e buscando memórias que deem sentido ao que está tentando aprender. O período de recreio serve também como um intervalo que ajuda neste processo.

 

Esse é também o momento ideal para que a escola possa observar alunos que precisam de algum tipo de apoio, prevenindo e oferecendo intervenções em parceria com a família em casos de bullying, isolamento social ou qualquer tipo de comportamento que sinalize necessidade de ajuda.

Alguém mais aí ouviu a campainha do recreio tocar? #partiurecreio

A escola do seu filho não trabalha bem com a inclusão? Pobres crianças normais!

Ser a favor da inclusão virou moda. Isso traz tanto benefícios quanto prejuízos para um assunto tão importante.
O lado bom é que o assunto segue comentado. Ainda que melhor discutido do que colocado em prática, mas ainda assim a discussão abre portas que antes nem eram vistas como possibilidade.
A parte negativa é que, sendo visto como um assunto da moda, é possível sentir em muitas rodas a ideia de que “daqui a pouco tudo se acomoda e passa”. E assim sendo, os esforços que deveriam ser semelhantes ao de uma maratona acabam por se transformar em uma corrida de fundo. Com pouca energia para continuar o percurso, interminável, diga-se de passagem, os educadores responsáveis pelo processo vão desistindo no caminho.
A inclusão é um processo infinito. Sempre haverá adequação a ser feita. Para olhos atentos, haverá sempre novos aprendizados sobre cada criança, e este gerará mudanças na proposta pedagógica da escola.
“Peraí”… você disse “da escola”, Roberta?
Sim, quando a escola assume de fato seu papel no processo de inclusão, a mudança para melhor acontece em todos os aspectos, alunos, professores e pessoas envolvidas.
Adaptar uma aula ou um conteúdo para alunos com diferentes necessidades é uma arte que se aprende. É uma habilidade que se desenvolve e na qual a pessoa se torna expert quanto mais a pratica.
E a luz vem quando a visão sobre o processo já foi ampliada o suficiente para que o professor entenda que todos, absolutamente todos os alunos têm necessidades especiais. Isso é mais verdadeiro quanto mais nossos filhos vão perdendo a capacidade de foco, de concentração, já não desenvolvem habilidades que desenvolvíamos quando crianças, lá nos antigamente, no convívio com a família.
Pais sem preconceito sabem o quanto ambientes que valorizam a diversidade podem beneficiar o crescimento cognitivo e emocional de seus filhos. “Pais de filhos com alguma necessidade especial?” Não, pais de filhos e ponto final.
O grande desafio está em encontrar escolas que não estão preocupadas em atender leis que impõem a inclusão. Mas elas existem, felizmente. Existem escolas que fazem um trabalho sério, lindo de se ver e que, pasmem, acabaram por descobrir que os grandes beneficiados são os alunos que, a princípio, não precisariam de adaptação do material ou plano de aula.
Pode soar utópico, mas é real. Afirmo porque me transformei na profissional e na mãe que sou porque a escola soube me incluir – 50 anos atrás, quando ainda não se discutia a inclusão. E isso fez toda a diferença na pessoa que sou, nos obstáculos que venci, na crença que tenho na capacidade de aprendizagem de todo e qualquer aluno.
Aos poucos vamos contando para vocês onde estão e quais são essas escolas que não descansam jamais: seguem na busca de caminhos para cumprir seu papel de ensinar, educar, transformar. Um ponto comum entre elas: não fazem o trabalho sem a participação dos pais, das famílias.
“Das famílias de filhos de inclusão, Roberta?” Não, das famílias! Não importa quem seja seu filho, ela será beneficiado se a escola estiver fazendo um bom trabalho e se vocês, responsáveis, estiverem plenamente envolvidos.
Nosso primeiro caso de orgulho, amor, gratidão por termos conhecido essa proposta e as pessoas que a pensam, executam e aperfeiçoam é a Escola Internacional de São Paulo.
A Denise Lam, Diretora da escola, gentilmente atendeu nosso pedido para um depoimento sobre o trabalho que faz.
“Com o tempo, vimos que todas as adaptações curriculares e todas as orientações dadas aos professores no sentido de incluir crianças com autismo acabavam sendo benéficas para todas as crianças. As práticas baseadas em estudos e evidências na área da educação beneficiavam a todos, sem exceção. Além disso, acreditamos que todos os alunos irão precisar de apoio em algum momento de sua vida acadêmica, seja porque tem um diagnóstico de alguma condição como TEA, TDAH, DISLEXIA, DÉFICIT COGNITIVO, seja porque cada criança é única e, como tal, passa por dificuldades em determinados anos de suas vida acadêmica.”
 Apesar de notícias tristes, do descaso que muitas vezes vem de quem deveria propor políticas de apoio, recursos financeiros que viabilizem a formação continuada necessária aos professores, não deixo de acreditar que é possível.
Você conhece alguma escola que entende e faz com profissionalismo, competência e amor seu papel no que se refere à inclusão? Conte para nós. Será um prazer conhecer e compartilhar casos de sucesso!
O texto completo da Denise você pode ler aqui.

A Escola Internacional de São Paulo e a Inclusão… uma história de amor, carinho acolhimento e respeito!

Quando a escola assume de fato seu papel no processo de inclusão, a mudança para melhor acontece em todos os aspectos, alunos, professores e pessoas envolvidas.
Adaptar uma aula ou um conteúdo para alunos com diferentes necessidades é uma arte que se aprende. É uma habilidade que se desenvolve e na qual a pessoa se torna expert quanto mais a pratica.
Nosso primeiro caso de orgulho, amor, gratidão por termos conhecido a proposta e as pessoas que a pensam, executam e aperfeiçoam é a Escola Internacional de São Paulo.
A Denise Lam, Diretora da escola, gentilmente atendeu nosso pedido para um depoimento sobre o trabalho que faz:

“Quando começamos a trabalhar com inclusão há alguns anos atrás, tínhamos como objetivo acolher as crianças com TEA (Trastorno do Espectro do Autismo) que tínhamos na escola.

Com o tempo, vimos que todas as adaptações curriculares e todas as orientações dadas aos professores no sentido de incluir crianças com autismo acabavam sendo benéficas para todas as crianças. As práticas baseadas em estudos e evidências na área da educação beneficiavam a todos, sem exceção. Além disso, acreditamos que todos os alunos irão precisar de apoio em algum momento de sua vida acadêmica, seja porque tem um diagnóstico de alguma condição como TEA, TDAH, DISLEXIA, DÉFICIT COGNITIVO, seja porque cada criança é única e,como tal, passa por dificuldades em determinados anos de suas vida acadêmica.

Aprendemos as melhores práticas na educação com equipes nos EUA que já fazem isto há muito tempo. Adaptações de materiais, estímulos diferenciados, um Plano Individual de Estudos para cada aluno, participação ativa dos pais nas decisões curriculares, e fazeres pedagógicos mais apropriados foram instituídos em nossa escola.

Não foi fácil! Nem todos entendem que inclusão é oferecer a todos possibilidades iguais de desenvolvimento, respeitando as capacidades de cada um, porém estimulando e desafiando o aprendizado. Dá muito mais trabalho para a escola, para o professor e para a família, uma vez que todos são parte deste processo.

Para cada aula planejada pelo professor, fazemos adaptações considerando quem estuda naquela sala. Adaptamos a mesma atividade para uma criança autista, uma criança com superdotação, uma criança com Déficit de atenção e para todos os outros.

O melhor de tudo isto é que nenhum dos alunos percebe que aquela adaptação é para ele, ou mesmo que aquela prática seja uma adaptação. Nós educadores fazemos os ajustes necessários, os alunos apenas vivenciam as aulas sem notar grandes diferenças entre o que é desafio para ele ou para seu colega. Se acaso notam a diferença, apenas respondemos que aquele amigo precisa disto neste momento. “Um dia você pode precisar também, então vamos ajuda-lo?”

Os alunos com currículo adaptado nunca se sentirão diferentes, incapazes, espertos demais ou nada disso. As adaptações se camuflam no preparo das atividades e somente os professores, terapeutas e coordenação pedagógica conseguem dizer quais são.

Para adaptações mais intrusivas, mais aparentes, temos a ajuda dos próprios alunos da sala que sempre foram capazes de respeitar as sugestões necessárias para ajudar um amigo. Fazem parte disto e sentem-se também responsáveis por inclui-lo na aula.

A verdade é que pensar em atividades que incluam todos os tipos de aprendizes deveriam acontecer em qualquer sala de aula. Todos os alunos são diferentes, cada aluno aprende de um jeito e o professor deve criar oportunidades para que todos acessem o conhecimento.

A equipe de coordenação e direção da Escola Internacional atenta muito para isso. Costumo dizer que (Denise Lam, diretora pedagógica e responsável pela Inclusão na Escola Internacional de São Paulo): “Ao lermos os planejamentos de professores, estamos sempre atentos para as estratégias criadas para a aprendizagem de todos. Quando os professores tem dúvida do que fazer, sugerimos, ajudamos e vamos para a sala de aula para ver acontecer!”.

No mês de conscientização do Autismo, trouxemos uma profissional de referência dos EUA , Erin Lozott, diretora clinica do instituto Els for Autism com o qual a escola estabeleceu uma parceria desde 2016,  para dar treinamento para toda a equipe pedagógica de nossa escola e dar suporte para casos mais desafiadores. Além dos professores e coordenadores da escola, recebemos alguns pediatras e membros das equipes multidisciplinares que cuidam de nossos alunos como psicólogos do comportamento, fonoaudiólogos, terapeutas comportamentais e acompanhantes terapêuticos para participar do treinamento feito pela Erin em nossa escola.

Temos muito orgulho em nos preocupar com o outro, em aprender a respeitar e admirar as diferenças e em aprendermos desde sempre que inclusão é para todos.”