Seu filho gosta de estudar? Como é a relação dele com os estudos?
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Diante da simples pergunta “onde seu filho estuda?” ou “ele gosta de estudar?”, os pais geralmente disparam a explicar o porquê seus filhos não são os melhores da classe.
Seja por ansiedade, por necessidade de um desabafo ou por pura falta de prática, a tendência dos pais é imediatamente começar a falar sobre aspectos negativos da relação dos filhos com os estudos.
Pare um pouquinho e pense na resposta que você daria ou que geralmente dá quando alguém pergunta sobre seu filho e os estudos. É tão automático que muitas vezes os responsáveis nem se dão conta de que a maneira como falam expressa total falta de esperança ou uma expectativa totalmente negativa em relação às possibilidades do filho com os estudos.
Você pode estar se perguntando o que fazer se realmente seu filho está com baixo desempenho na escola e a hora da tarefa é um daqueles dramas que gera um enorme estresse todos os dias em casa. Não dá para fingir que está tudo maravilhoso.
Verdade. Não enxergar a realidade é ainda pior do que disparar a contar os aspectos negativos. Mas há sim uma terceira opção aí no meio e que pode ser um elemento de grande ajuda para mudar essa situação.
A expectativa dos pais em relação ao envolvimento dos filhos com os estudos tem uma enorme influência no desempenho escolar de crianças e adolescentes.
Uma dica é manter seu filho ciente de que você acredita que ele é capaz. Ajudá-lo a reconhecer os próprios pontos fortes e fracos faz com que ele seja capaz de conduzir seu processo de aprendizagem de forma mais tranquila e positiva.
Na prática, você, pai ou responsável pode:
  • Ajudar seu filho a reconhecer as próprias qualidades e defeitos. No caso de filhos ainda crianças, isso pode ser feito através de brincadeiras ou jogos. Com adolescentes, você vai precisar se aproximar e, algumas vezes, quando a relação está distante, primeiro construir o caminho para poder se aproximar. Mas a pergunta simples é: o que você mais gosta em você e o que gostaria de mudar. Lembrando que não vale ficar nos aspectos físicos. Caso a resposta seja “gostaria de mudar meu cabelo, ou meu nariz”, demonstre que ouviu e parta imediatamente para o ponto com uma nova pergunta. Pode ser direta, “e na sua personalidade?” ou “das coisas que você faz ou fala, o que gostaria de mudar?”. Na maioria das vezes, entender a si próprio é algo tão pouco praticado que nossas crianças e adolescentes realmente não sabem por onde começar. Uma dica que pode ajudar é você falar sobre si mesma. Depois deixar que ele fale sobre ele.
  • Começar a falar sobre seu filho a partir de pontos positivos que ele reconhece e que certamente gostaria que fossem valorizados. De forma inconsciente, nossos filhos querem sempre atender nossas expectativas. Quando percebem, por palavras ou atitudes dos pais, que não há grande esperança ou crença na capacidade de melhora, assumem o papel de maus alunos ou de incapazes de mudar para melhor a relação com os estudos.
  • Perguntar como podem mudar as características que eles mesmos veem como negativas. E nesse caso, nem precisa que eles respondam. Esse papo vai ajudar para que você descubra que seu filho também está insatisfeito com algumas de suas próprias atitudes ou com os resultados obtidos. Além disso, o auto conhecimento é um dos fatores que mais podem ajudar para que o próprio aluno sinta-se capaz de assumir a responsabilidade que lhe cabe nos estudos.
Conhecendo as características que seu filho valoriza nele mesmo você pode mudar o padrão de resposta sobre a relação  dele com os estudos. A partir do momento que sabe o que ele considera valioso, pode começar suas respostas por aí. E caso ainda esteja esperando que ele traga uma resposta positiva sobre ele mesmo, pode ajudar descrevendo inicialmente o que ele faz bem. Este pode ser o ponto de apoio que ele precisa para enfrentar o desafio da aprendizagem.
Então, pronta para tentarmos novamente?
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Sobre virtudes e defeitos de nossos filhos

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