Dizer para o filho que ele precisa estudar para ter uma boa profissão ou ganhar dinheiro no futuro  não gera interesse pelos estudos! Nós adultos temos essa tendência de tentar convencer crianças e adolescentes sobre a importância dos estudos a partir da nossa realidade e não da deles. A intenção é sempre a melhor em relação aos filhos: o desejo de que não precisem passar os sufocos que os pais passaram.

Contudo, sua visão sobre a importância dos estudos é resultado da sua experiência de vida. É necessário adequar nossa fala para o ponto de maturidade que nossos filhos têm hoje. Como a ideia de ser um profissional realizado pode mudar a postura de aluno de uma criança de 8, 10 anos? Mesmo para os adolescentes, pensar que têm que estudar para ganhar dinheiro não traz estímulo algum. Para as novas gerações, ganhar dinheiro não é o ponto essencial.

Sustentabilidade, qualidade de vida, realização pessoal vêm antes, bem antes da preocupação financeira. A dica é colocar os benefícios do estudo o mais próximo possível daquilo que desperta o interesse dele, que ele sente como realização de um sonho. Isso é um grande desafio porque ouvimos pouco nossos filhos. Estamos sempre com muita pressa, pouco tempo, sem paciência. Somos uma geração de pais cheios de insegurança e traumas mal resolvidos, sem coragem de assumir nosso papel de responsável de ir lá e derrubar a internet, caso o filho não desligue o equipamento no horário combinado.

O argumento para estudar só funciona se for diferente para cada filho. E muda conforme seu filho cresce. A resposta perfeita é: “meu filho, você precisa estudar porque nos estudos está a chave para você ………..”. Esses pontinhos devem sempre ser preenchidos com o que seu filho sonha para os próximos anos da vida dele. Seja o que for, o estudo abre portas. Não questione o que ele tem como sonho. Só mostre como estudar vai ajudar para que ele consiga realizar o que deseja. Entendeu qual seu desafio? Eu explico: responda agora, rápido: qual é o sonho do seu filho?

               

“Uma boa profissão no futuro” não gera interesse dos filhos pelos estudos!

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