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As aulas começaram há mais de um mês. Muitos pais já respiravam aliviados e partiam tranquilos para o trabalho quando foram surpreendidos por uma reação inesperada de algumas crianças: o choro na hora de ir para a escola.

Cheios de culpa, pais se veem perdidos diante da situação inusitada, visto que a adaptação do filho na escola parecia ter corrido sem sustos.

A primeira boa notícia é: você não está sozinho. A segunda: temos algumas dicas para ajudar a retomada da rotina feliz de quem deixa o filho sorrindo na escola e pode seguir sem remorso para o trabalho.

É importante, no entanto, entender um pouquinho do que pode estar acontecendo, antes de partir para as dicas. Vamos considerar que você, responsável, tenha feito o “dever de casa” já no ano passado, visitando e conhecendo bem a escola escolhida para seu filho. Assim, partimos do pressuposto de que você confia na escolha que fez e sabe que tem uma equipe que está pronta para fazer um ótimo trabalho com seu filho.

O que pode ter mudado então a predisposição da criança ir e ficar na escola?

A novidade passou! A descoberta do prédio, o encontro com novos amiguinhos, a alegria da mochila e da lancheira nova, a sensação de vestir o uniforme e posar para as fotos que foram enviadas para a vovó e titios, tudo isso, passou. Diante da novidade toda, aquelas horas na escola que antes passavam voando, até pela falta de experiência de quanto tempo levaria para voltar para casa, já não é mais realidade. Agora a criança tem noção de que vai ficar uma boa parte do dia fora de casa.

Os pais, já tranquilos e considerando a nova rotina já o novo “normal” para a família, deixam, aos poucos, de usar o tempo de preparar a saída para dar total atenção à criança. Voltam ao hábito de começar a trabalhar ou pensar no que farão durante o dia já durante o café da manhã.

Aquele sorriso de admiração ao ver a criança vestida para a escola, o ritual de pegar juntos a mochila, preparar a lancheira como que em um ritual de família, descrever cada passo como a reta final para uma aventura maravilhosa, tudo isso, vai ficando esquecido.

Deixar um filho na creche, levar o outro para a escola passa, sem que se perceba, a ser tão automático que a criança começa a desconfiar de que talvez os pais estejam curtindo muito o tempo sem ela, depois de deixá-la na escola. O inverso também é verdadeiro: se o assunto antes de sair de casa para a escola é somente trabalho, será que a criança será esquecida enquanto ficar por lá?

Vamos então às dicas para retomar aquela sensação deliciosa de poder deixar o filho sorrindo na escola e poder chegar ao trabalho sem deixar a alma no caminho até a empresa!

Prepare na noite anterior tudo o que puder deixar adiantado para ter mais tempo com atenção dedicada para aquela preparação de quem vai para uma aventura deliciosa. O segredo é poder colocar o foco em cada ação: elogiar o uniforme e imaginar junto o que será legal na escola aquele dia.

Evite falar com outras pessoas sobre o acontecido no dia anterior. Se a criança percebe que o choro ou escândalo para não ficar na escola virou o assunto favorito da família, conclui que está fazendo sucesso. Vai continuar a usar essa tática para chamar a atenção.

Para saber se tem alguma coisa errada acontecendo na sala de aula, converse com a coordenação da escola sem a presença do seu filho. Peça que ajudem a observar e acompanhe sem comentar perto da criança.

Quer confirmar se o problema é na escola? Reserve uma hora com atenção total ao seu filho e sugira brincar de escolinha. Você é o aluno. Ele faz o papel da professora. Deixe que ele guie a aula. Chore e peça para ir embora para casa. A maneira como seu filho responderá, dirá a você tanto o que acontece na escola como também o sentimento que ele tem quando está na aula. É aqui o ponto em que você reencontrará sua paz: geralmente a explicação deles para consolar os pais, que estão neste momento no papel de alunos, fica sempre entre o comovente e uma maturidade que você jamais imaginou que seu filho tivesse.

Caso você tenha voltado com seu filho para casa depois de uma crise de “não vou entrar na escola”, o dia não pode ser um paraíso de diversão. Nada de TV, vídeo game ou parquinho. Deixe que a criança encontre o que fazer e sozinha perceba que pode ser um tédio ficar em casa ao invés de estar na escola com os amiguinhos.

Em caso de mais de um filho, reserve algum tempo sozinha com cada um nos finais de semana. Pode ser meia hora, desde que seja dedicado a dar atenção a ele. Divida com o pai ou avós o cuidado com o outro filho enquanto dá atenção total a um deles.

E, por último, mas que deve ficar como número 1 na sua lista: nunca, em hipótese alguma, demonstre sofrimento no momento de deixar seu filho na escola. Chorar junto, voltar para buscar se remoendo e tentando se desculpar, só reforça a ideia de que ele não deve ficar na escola!

A imagem desse post foi tirada do nosso clipe de volta às aulas. Clique abaixo para assistir.


A felicidade da Laura e da Ana Clara está estampada no sorriso e no olhar de cada uma. E  elas têm toda razão em estar radiantes.

Mas será que o incentivo à competição no esporte pode prejudicar de alguma maneira seu filho? Como a competição nos esportes impacta os estudos e a aprendizagem?

O incentivo à prática de um esporte, por si só, é um dos maiores presentes que um pai poderia dar a um filho. A prática esportiva tem alto impacto positivo no envolvimento do aluno com os estudos. (leia mais sobre isso aqui)

Muitos pais, porém, ficam com receio de que seus filhos sintam-se frustrados quando não vencem e também preocupados em deixar que o foco em vencer sempre acabe prejudicando a criança.

Nossa dica aos pais é que relaxem e aproveitem cada fase do desenvolvimento que vem com a prática de um esporte. O que não pode faltar é o incentivo para que seu filho busque ser melhor do que ele mesmo, ensinando assim o conceito de persistência e superação.

O grande desafio é colocar as competições como oportunidade para o filho mostrar a si próprio o quanto se desenvolveu ou o que ainda tem a melhorar.

A competição no esporte deve ser encarada como oportunidade de auto avaliação. E aí está um excelente ponto para relacionar com os estudos. As provas da escola têm este mesmo objetivo: que o aluno possa perceber como está evoluindo e em que pontos precisa se esforçar mais. O esporte passa a ser então uma maneira para que seu filho enxergue e reaja de forma diferente ao período de provas escolares.

E as medalhas, como ficam neste contexto? Elas são a representação material de um esforço sendo recompensado. Isso não significa que as crianças que não receberam medalhas não se esforçaram. E vai ser excelente ajudar seu filho a compreender isso: em todos os aspectos de nossa vida há regras que, quando combinadas antes e entendidas por todos, ajudam a encarar melhor os desafios. Dentro do esporte que ele pratica, provavelmente a regra é que os três que tiverem menor tempo ou melhor desempenho receberão a medalha. Ou algo desse tipo.

Você pode aproveitar para explicar que seu filho pode decidir se quer competir por uma medalha ou somente para participar com seus amigos e melhorar seu desempenho anterior.

E voltamos então ao contexto escolar: seu filho não precisa ter a melhor nota da sala. Seu envolvimento será maior na medida que aprende a gostar de desafiar a si próprio, em busca de conhecimentos e competências que a escola ajuda a desenvolver.

Nos casos em que ele ficar entre as colocações que receberam medalha, comemore. Encha o peito de orgulho, mas na fala com ele reforce o quanto ele foi melhor do que nos treinos ou nas competições anteriores: ou seja, foco no desafio de superar a si próprio.

Assim também nos momentos em que ele voltar para casa com a nota das provas e boletim escolar. É um excelente investimento de tempo conversar sobre pontos em que ele melhorou e ouvir dele como acha que pode melhorar nas próximas avaliações.

E, nesse caso – das notas da escola, a recompensa pode ser definida por vocês, juntos. Passeios divertidos, cinema, brincadeira ao ar livre, tempo juntos sem fazer nada equivalem a medalha de ouro para nossos filhos!

Não podíamos deixar de postar aqui o vídeo que fizemos para o Volta às aulas.A paródia foi sucesso total e teve mais de 500 mil vizualizações no Facebook!!!!

Para quem ainda não assistiu, segue o vídeo:


 Ele foi feito com muito carinho e diversão pela nossa equipe e com participação super especial do Caio e da Lara. Eles são irmãos e, apesar de irem muito bem na escola, toparam fazer o papel da criança que não gosta de estudar. Além da colaboração deles, tivemos a honra de ter a colaboração da Bruna Tau e do Jorge Neri, responsáveis pelo Studio Neri SD.

E qual será nosso próximo vídeo???

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