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4 Dúvidas que os pais precisam guardar para depois, pelo bem da saúde emocional de toda a família

Vamos fazer um combinado? Parar de fazer perguntas cujas respostas, se existissem, não ajudariam em nada a aliviar o enorme estresse que você está passando, mãe/pai!

A cada semana, nossas emoções vão ficando mais parecidas com um mar em época de ressaca. Quando você acha que conseguiu se equilibrar, lá vem aquela onda gigantesca varrendo todo a sensação de paz que parecia ter vindo para ficar. Quando os filhos estão correndo, brigando, gritando, bate aquele desespero. Precisamos de momentos de sossego para respirar. Logo que as crianças dormem, vem aquele remorso pela paciência que perdemos. E um medo do silêncio devastador que predomina dentro e fora de casa. Em alguns instantes temos a certeza de que vai ficar tudo bem e, segundos depois, vem a dúvida se vamos conseguir dar conta de tudo.

E dá-lhe preocupação com os pais, com amigos, com pessoas que não têm um teto onde possam sentir-se protegidas. E como se não bastasse tudo isso, resolvemos ter pequenos ataques masoquistas todos os dias, buscando respostas para problemas que não podem ser resolvidos agora.

Claro, faz sentido tentar imaginar o futuro. Porém, o que mais precisamos nesse momento é focar naquilo que temos controle: o hoje, dentro da nossa casa e no apoio às pessoas que estão em nosso campo de possibilidade para receber ajuda.

Nada além disso vale nosso estresse dos dias atuais. Quando vier o pensamento com alguma dúvida cuja resposta não acrescenta para seu dia, é melhor anotar e guardar. Quando pudermos retomar a vida como conhecemos, muitas das perguntas terão se tornado inúteis. As que ficarem, você organizará em ordem de prioridade. E com a calma de quem descobriu que nada é mais importante do que gente, incluindo nós mesmos, devagar você vai resolver uma a uma.

Vamos ajudar você a selecionar as dúvidas que devem ir para a lista do que precisa ficar para depois, abrindo espaço para o que depende de você agora. Vamos nessa, juntos?

Não há como negar que a economia mundial já foi abalada. Não se trata de um evento isolado por conta de fenômenos naturais. Essa tempestade tem proporções globais. E se é verdade que não estamos todos no mesmo barco, também é real que estamos em diversos barcos, de acordo com os papéis que exercemos em nossa vida. Se você olhar para a escola do seu filho como um dos barcos em que você navega, você está sim junto de muitas pessoas que, em proporção maior ou menor, estão se molhando tanto quanto você. E não tenha dúvida de que este barco chamado escola já sente a água subindo no convés. Sim, você, os outros pais e a escola serão atingidos em proporções muito semelhantes. Pensando friamente na sua família agora, você acha mesmo que após esse período tão difícil de isolamento é justo levar seu filho para uma escola diferente, onde ele não conhece ninguém? Pior, onde ninguém conhece vocês? Se alguma escola oferecer desconto agora para você mudar seu filho, desconfie. Não é uma instituição séria. Se fosse, estaria focando os esforços para amenizar os prejuízos, o estresse e ansiedade dos seus alunos, famílias e dos seus funcionários. Gaste a energia que sobrar negociando com a escola que está agora se virando nos trinta para oferecer ao seu filho o melhor de cada professor e gestor. Cada pai que pula desse barco durante a tempestade não arrisca somente a vida acadêmica e emocional de seu filho, mas gera um desequilíbrio enorme para as famílias que ficam. Depois que a tempestade se acalmar, caso a escola seja inflexível, aí sim, será hora de buscar opções que estejam dentro da sua condição financeira. Agora não é o momento de tomar decisões que geram estresse ainda maior para você, sua família, professores e gestores que seguem remando no mesmo barco que você!

Calma pai. Calma mãe. O mundo todo está com o botão de pausa apertado. Estamos todos lidando com uma situação nova, que exige muito equilíbrio emocional na convivência em família e um tanto de sangue frio em relação às expectativas para o futuro. Não é hora para se preocupar com novos conteúdos escolares. E nem de comparar a escola do seu filho com outras escolas. Não gaste sua energia olhando para fora. Concentre seu foco em ajudar seu filho a desenvolver habilidades que o deixarão pronto para enfrentar desafios da vida real e ele vai tirar de letra o restante do ano letivo. E todos os outros anos que tiver na escola ao longo da vida. O que nossos filhos mais precisam aprender hoje está totalmente ao alcance dos pais, não importa o quanto esses pais tenham tido de oportunidade para estudar. Os alunos que saírem desse período de confinamento com mais paciência, maior capacidade de concentração, habilidade para lidar com frustrações e capazes de respeitar opiniões diferentes das dele estarão prontos para retomar os estudos. Sem estresse, sem dificuldades, sem necessidade de se comparar com outros colegas. Para que seu filho desenvolva essas competências, organize uma rotina semanal que inclua tempo para leitura e escrita, conversas e brincadeiras em família, horário para ir para a cama e responsabilidade compartilhada na organização e limpeza da casa. Confie que a escola do seu filho está fazendo o melhor que pode neste momento. E que os professores, assim como você, precisam de tempo com a família, enquanto se preparam para receber os alunos com todo carinho, respeito e profissionalismo que ele merece! Não é o conteúdo, mas sim as habilidades que seu filho desenvolver ao longo deste período que farão a diferença para que ele desenvolva seu potencial máximo!

Há uma única certeza neste momento: quando pudermos voltar com a rotina normal da escola, teremos muitos desafios a enfrentar. A escola que está enviando conteúdo vai ter uma disparidade entre os estudantes. Alguns alunos conseguiram fazer as atividades em casa. Outros não conseguiram sequer acessar o que foi enviado. Quando eles estiverem juntos em uma sala de aula, será necessário um trabalho muito cuidadoso para que todos tenham seus direitos atendidos. Para alguns, o “prejuízo” seria a escola seguir em frente, apesar dele não ter entendido o conteúdo. Para outros, o “prejuízo” pode ser ter que refazer tudo aquilo a que já se dedicou em casa. Não será uma equação de fácil resolução. No caso das escolas que não enviaram conteúdo, seja por coerência com a proposta pedagógica ou por respeitar a dificuldade dos pais em conseguir acessar as atividades, fica o desafio de encaixar no tempo disponível o que estava previsto para 800 horas de aula. Ou seja, a palavra “prejuízo” tem significados muito diferentes de uma família para outra. Já a resposta, essa ninguém tem mesmo! A única certeza é que a parceria entre família e escola será ainda mais importante quando as aulas voltarem. Levar atividade e trabalho para casa será extremamente necessário. Vamos ter sim que abrir mão de feriados. Vamos ter sim que praticar a paciência e o respeito. Vamos ter sim que assumir juntos a responsabilidade de garantir que os filhos/alunos coloquem dose extra de dedicação na relação com os estudos. Todos teremos que ser flexíveis em alguns pontos para que o prejuízo de todos seja o menor possível. Eis o porquê precisamos muito aproveitar este tempo em casa para que nossos filhos desenvolvam empatia, paciência e persistência. Esses são os conteúdos que realmente farão a diferença para que todos possamos juntos seguir adiante, vencendo um desafio de cada vez!

Vivemos dias de estresse e muita pressão. Pais e professores precisam se enxergar como parceiros nesse momento. E a princípio nem é só para o bem dos filhos/alunos não. Eles estão e ficarão melhores do que nós, os adultos, bem antes do que imaginamos. Pais e professores é que estão sofrendo uma enorme pressão agora e terão vários outros desafios pela frente. Sim, nossa vida não vai voltar no ponto em que parou. Seremos outras pessoas. Em um mundo diferente. Muitos postos de trabalho terão desaparecido. E para quem mantiver seu negócio ou emprego, haverá sobrecarga de funções. A vida escolar dos filhos também não será a mesma. Os feriados, finais de semana, meses de férias e mesmo os dias de aula serão também impactados por essa tempestade que atravessamos. Isso tudo vai gerar a necessidade de muita energia física e emocional da parte dos professores e pais. Quando a tempestade passar, pais e professores terão muito trabalho até que os estragos tenham sido reparados. Se não se apoiarem agora, com quem vão compartilhar a missão nada fácil que deve perdurar ao longo deste ano e com sequelas que vão se alastrar até pelo menos o primeiro semestre do ano que vem? Com o gestor da escola, pais e professores terão negociações e conversas que serão cansativas e vão exigir bom senso e flexibilidade de ambos os lados. Mas a relação entre pais e professores precisa ser vista com um olhar de ternura, de empatia, de amor. Essas crianças e adolescentes que pais e professores têm a missão de preparar para o futuro serão os responsáveis pela forma como seremos tratados quando não tivermos mais o poder de decisão. Se não conseguirmos parar com julgamentos e acusações agora e unir forças, teremos que fazer isso quando nos encontrarmos em um asilo de qualidade duvidosa, daqui a alguns anos. Façamos a escolha pelo respeito enquanto ela está em nossas mãos.

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