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Ao enxergar uma criança com deficiência, qual a reação do seu filho/a?

Você está passeando com seu filho, quando enxerga logo ali na frente uma pessoa com deficiência. O que passa na sua cabeça nesse momento: sente receio de que seu filho solte algum comentário inadequado? Dá para explicar para as crianças que não devem apontar ou encarar nessa situação?

Consigo pensar em dezenas de situações em que uma criança aponta, faz cara de surpresa e solta comentários impróprios, sem que você tenha temido, de forma antecipada, que isso acontecesse. Seu frio na barriga significa que você está diante de uma situação que, antes de tudo, assusta você mesmo. Dá frio na sua barriga quando enxerga alguém alto, baixo, magro, cabelo curto ou longo? Não. Você e seu filho vêm pessoas assim em todos os lugares, o tempo todo: na TV, no desenho animado, em revistas, na rua, no parque, no cinema, no supermercado, na praia, no clube, na escola. Se tem esse sustinho quando encontra com uma pessoa com deficiência, sinto informar que seu filho não é quem precisa mudar de atitude. Como pais, e, infelizmente, em muitas escolas também, estamos falhando em equipe: não estamos ensinando nossos filhos a viver no mundo real, onde existem pessoas diferentes. Algumas têm cabelo loiro e outras são morenas. Há pessoas que não têm um membro, como perna ou braço, outras que nascem com um cromossomo a mais e algumas que têm nariz ou olhos enormes. Há pessoas gordas, magras, surdas, baixas, altas. Você já chamou uma pessoa com deficiência para ir ao parque, ao cinema ou para sua festa? Vai na casa de famílias que não sejam uma fotocópia da sua? Quando seu olhar passar sem susto por uma pessoa com deficiência, seu filho não terá mais o que estranhar. E se, por um acaso, ele apontar, talvez tenha gostado da camiseta, do sapato, do vestido da outra criança. Os comentários não serão inadequados. No máximo, serão perguntas saudáveis, geradas pela curiosidade natural da criança e não pelo olhar de pena de toda a família. Quando não somos novidades no ambiente, somos todos somente seres humanos.


Quando isso não for mais um fato inusitado, dar de cara com uma pessoa com deficiência em qualquer lugar não trará mais frio na barriga, nem susto, nem vontade de dizer palavras de consolo para os pais daquela criança. Você estará livre para não precisar mais explicar para seus filhos. E à vontade o suficiente para dizer aos pais ou à própria pessoa que pode contar com você, caso precise de alguma ajuda para enfrentar barreiras que possam impedí-la de aproveitar o local ou momento tanto quanto todos os outros ali presente. Simples assim.


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