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Deixar ou não que as crianças tenham acesso às notícias sobre a enchente no Rio Grande do Sul


Momentos desoladores como este não podem ser tratados como simples notícias apresentadas no horário do jornal, ou compartilhadas em redes sociais. São momentos em que precisamos unir a família e buscar juntos maneiras de ajudar. Se conseguirmos manter o foco naquilo que podemos oferecer a tantas famílias que estão desabrigadas e vivenciando o luto, em todas as suas formas, não há por que seu filho/a não possa participar. 

As crianças têm uma capacidade enorme para aprender sobre empatia e solidariedade, em especial quando são envolvidas nas conversas em família, para que tenham acesso à informação sem que sejam expostas ao medo ou a imagens demasiadamente fortes, que apresentem pessoas em situação de risco ou sofrimento extremo. Imagens de ruas alagadas, ou casas com água em pouca altura, sem pessoas presentes, podem ser alternativas, caso seu filho/a ainda criança tenha curiosidade, traga perguntas ou tenha ouvido relato dos colegas.


Diante dessas imagens, você pode explicar que as crianças que moram ali estão seguras, nas casas de amigos e parentes, mas perderam seus brinquedos, roupas e material escolar. A partir de então, deixe que seu filho faça perguntas e comentários. Nesse momento, é sua vez de colocar a pergunta: como você acha que podemos ajudar? E siga, com seu filho/a, para o que de fato vai ficar registrado nas memórias que ele vai levar para a vida toda: é hora de montar a sacola com roupas, calçados, brinquedos, material escolar, cobertor, materiais de higiene, na quantidade que você puder doar. Deixe que seu filho acompanhe com você todas as etapas dessa postura que vai se tornar uma base sólida na formação que ele levará para a vida. Ir junto levar a doação às instituições que estão fazendo o trabalho de recolher e garantir que chegue até nossos irmãos desabrigados vai trazer ao seu filho o sentimento de comprometimento, responsabilidade, cidadania e amor ao próximo que teoria alguma poderia ensinar.


Vamos seguir o exemplo de povos que se unem, independentemente de governo, ou apesar do governo que têm, e transformam desastres naturais em exemplo do poder que temos quando nos unimos por uma causa. Envolver nossos filhos, no momento em que a tragédia anunciada pela falta de cuidado com o meio ambientes se repete, é uma das melhores maneiras de se posicionar. Ouvir sobre as causas, sobre as consequências e incluir o assunto nas conversas em família é gritar um posicionamento ativo contra desastres que não são tão naturais assim, e que podem ser evitados. É agora a hora de ensinar sobre solidariedade.  Porém, ser solidário é o mínimo, o essencial, o que deveria ser óbvio. Reunir familiares e vizinhos para buscar maneiras de ajudar as vítimas e minimizar o sofrimento de tantas famílias está ao alcance de todos nós. Ainda assim, é pouco, diante da proporção da devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta. Se quisermos evitar que tragédias como essa se repitam, é necessário envolver nossos filhos para que compreendam o fato, questionem o porquê e sintam-se tão indignados que, quando forem adultos, sempre coloquem o cuidado e respeito com ser humano e o meio ambiente como questões prioritárias, seja qual for a carreira que decidirem seguir.


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