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O semestre do seu filho na escola é diretamente afetado pelo seu estado emocional

Vivemos tempos difíceis: é pressão demais para sermos pais perfeitos, profissionais exemplares, filhos capazes de cuidar dos nossos velhinhos. E dá-lhe enchente, coronavírus, iptu, ipva, tudo rodando simultaneamente dia e noite em nossa mente. Assim, vamos encaixando nossas angústias, medos e sonhos no pouco tempo que sobra. É preciso lembrar que nossos filhos são reflexos do que fazemos e sentimos. Por isso aquela sensação de “dou tudo o que ele precisa, mas tá difícil...” Não adianta brigar com a professora, matricular seu filho em trezentas atividades extras, levar no psicólogo, no curandeiro, na benzedeira se você não arrumar tempo para cuidar de si mesma/o. Sim, o semestre que seu filho terá na escola é diretamente afetado pelo seu estado emocional. Invista em você. Mais do que os melhores cursos que você puder pagar, seu filho precisa de você equilibrado e construindo sua felicidade para ser um aluno que consegue aprender, conviver bem com os colegas e ser feliz.


Junto com a sensação de alívio pela retomada da rotina, vem aquele turbilhão de sentimentos. Culpa é o primeiro deles. E também é aquele que os pais mais passam para os filhos, em forma de permissividade e pena. E pode ter certeza de que seu filho se adapta, mesmo que de forma inconsciente, arrumando um jeito para não decepcionar você. Seu filho passa a ser a vítima, para que você possa seguir sentindo dó daquilo que deveria de fato se orgulhar.


A escola é “puxada” ou está estimulando seu filho para que ele se sinta desafiado? A professora exagerou na lição de casa ou seu filho precisa desenvolver a paciência e persistência tão necessárias para que ele consiga aprender cada vez mais? Tudo depende do seu ponto de vista, pai/mãe. Seu filho só vai corresponder ao que você estiver sentindo. Por isso a importância de se livrar da culpa para que seu filho tenha um ano letivo bem aproveitado e sem estresse. Pense neste momento como um ponto de chegada, uma conquista, um privilégio. Nossos pais não tinham a escola garantida como temos hoje. Alguns de nós, pais, também não. O conforto dentro de casa, o cuidado da escola para acolher os alunos e garantir que se sintam queridos nem sempre existiu, e ainda não acontece em muitas regiões desse nosso país imenso.


Orgulhe-se de poder dar tudo isso ao seu filho. De conseguir dar conta de tantos desafios simultaneamente. Da sua luta como mãe solo. Das férias em que não faltou comida no prato e preocupação em garantir momentos divertidos em casa. Orgulhe-se de ter conseguido uma vaga nessa escola onde deixou seu filho. Não tome nada, nada do dia de hoje como presente, mas sim como conquista. Sua mudança de postura muda a forma como seu filho enxerga a escola, a si próprio e a você, pai/mãe!



Quando mais de perto estamos de situações estressantes, menos visão temos dos caminhos que temos como opção. Estar sempre envolvida demais nos problemas torna cada vez mais difícil encontrar as saídas. Muitas vezes pensamos que é a distância, o trânsito, as regras da escola que tornam nossos filhos cansados, desinteressados e resistentes à responsabilidade pelos estudos. Mas nossa postura como responsáveis faz toda a diferença. Viver sempre correndo, em constante estresse, torna nossa relação com a família e com a escola conflituosa.

E, sem perceber, levamos nossos filhos no vácuo desse dia a dia em constante modo avançar em velocidade máxima, como fazemos com a tecnologia. Desacelere. Procure ajuda para definir que pesos você carrega além daquilo que precisa.


O que realmente está deixando você cansada/o, sem a energia para conduzir seu filho de forma mais tranquila pelo desafio de aprender, crescer, conviver na escola e na vida? Você tem coragem de contar a si mesma quais são os pesos que leva aí, pendurados na cintura, mas que não são seus? Sabia que se conseguir dividir esses saquinhos de areia com outras pessoas e se livrar daqueles que estão aí só porque falta coragem para mudar vai sobrar mais energia para você e para os filhos? Vai conseguir dividir com seu filho responsabilidades que são dele, sem culpa ou remorso, vai poder ser inteira. Vai conseguir ensinar a lição que mais marca para um filho: de que somos responsáveis por buscar nossa própria felicidade. E que, embora possa doer, é preciso tomar decisões antes que nos acostumemos a voar baixo, a correr desesperadamente rumo a destino que não foi escolhido por nós. Faça isso por você. Seu filho terá um ano escolar bem mais leve quando você deixar ir os pesos que não pertencem a você!

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