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Quase 90% dos professores acreditam que seus alunos não conseguirão aprender o esperado para 2022.

Uma pesquisa publicada recentemente pelo Instituto Península revela que quase 90% dos professores acreditam que seus alunos não conseguirão aprender o esperado para o ano letivo de 2022.


Embora a sensação inicial gerada por esses números seja de susto e preocupação, encontramos um aspecto muito positivo nesse resultado: os professores estão com a percepção acurada em relação à realidade que vivemos.


Desde o retorno às aulas presenciais, mantivemos o foco na alegria de poder estar de volta dentro da escola. E, aos poucos, fomos, enquanto nação, tomando consciência da importância em cuidar das questões socioemocionais dos alunos. Ao mesmo tempo, a preocupação das famílias gerou uma grande demanda em relação às lacunas de aprendizagem que restaram depois de tanto tempo com os alunos longe da escola.

E como na educação nunca existe tédio, as escolas se viram novamente tendo que “trocar o pneu do carro andando”: ajuste de calendário, avaliações diagnósticas, turmas de reforço de aprendizagem, readaptação dos alunos à rotina escolar, dúvidas em relação aos conteúdos que ficaram dos anos anteriores. Tudo isso e muito mais precisou ser pensado enquanto os alunos já estavam dentro da escola, dessa vez felizes por retomar a liberdade, porém, com dois anos de muita defasagem no assunto “convivência social”.


E assim chegamos ao segundo semestre de 2022, fazendo o possível e o impossível para acolher esses alunos, responder às angústias das famílias, cumprir protocolos e seguir com o ano letivo, que em nada corresponde às competências dos alunos que ali estão.


A pergunta que fica é: quem acolheu a equipe gestora da escola? Em que momento houve tempo para cuidar da saúde emocional dos professores? Perdas em todos os âmbitos da vida pessoal desses profissionais precisaram ser deixadas para trás, sem tempo para viver o luto. Eis que é chegado o momento de assumir: enquanto não cuidarmos daqueles que vão guiar nossas crianças e adolescentes no caminho de superação dessa pandemia, a defasagem no processo de aprendizagem e desenvolvimento de competências vai seguir crescendo.

Há pesquisas de 2016 que mostram o enorme impacto que o sentimento de eficácia coletiva do time de professores de uma escola é um dos fatores com maior impacto no desempenho dos alunos. O resultado desse trabalho recente do Instituto Península traz à tona um enorme sentimento de frustração que vem sendo manifestado pelos profissionais da educação: “meu aluno não está conseguindo aprender o conteúdo dessa série em que está!” ou “não vai dar tempo para cumprir todo o conteúdo previsto para este ano e recuperar toda a defasagem que estamos enxergando nas turmas!”.


Precisamos olhar mais para os professores. Ouvir. Trazer novas perspectivas. Buscar novos caminhos para esse que é um novo desafio da escola. Para dar as mãos e enfrentar junto com você esse momento, sugerimos alguns vídeos, com uma conversa leve e repleta de reflexões e sugestões práticas. Nosso encontro com o Professor Laureli, está disponível na série Café com Isaac. E você é nosso convidado para pegar sua xícara e tirar alguns momentos para reabastecer a energia e levar para a equipe novas possibilidades para escrever mais um capítulo da história de superação da sua escola!



Baixar a pesquisa completa (https://institutopeninsula.org.br/wp-content/uploads/2022/08/IP_RetratosEduc_VF_Diagramada.pdf) e usar esse material como fonte de estudo, análise e discussão com a equipe pedagógica da escola, envolvendo professores e gestores, é um excelente caminho para amenizar os impactos negativos que a pandemia continua a gerar nos profissionais de educação.

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