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Semana de volta às aulas: você está ensinando seu filho a recomeçar?


Desejar que um filho seja bom em recomeços não é tão simples. Para ser bom em “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, é preciso aceitar o tombo como parte da vida. Mais que isso, é necessário ter adultos que ensinem ao filho técnicas para se proteger ao cair e força para se levantar e seguir. A queda precisa ser um pressuposto. E não algo que você passa a vida tentando evitar.Aos meus pais, restou me ensinar a me levantar.


Evitar que eu caísse não era uma opção. E, não importa quanto tempo passe, isso segue sendo verdade. Ainda hoje, consigo minimizar o número de vezes em que, literalmente, eu caio. Isso requer um esforço e disciplina enormes. Além da paciência e carinho das pessoas que fazem toda a diferença nos meus dias.Desde minha infância, existe uma única forma de garantir que não vou cair: ficar sempre no mesmo lugar, sem me arriscar. Pode parecer triste. E algumas vezes é mesmo. Mais de 50 anos depois, ainda sinto constrangimento quando caio. Muitas vezes, tenho vontade de pedir desculpa, principalmente para minha filha: pelo susto, medo e toda a mistura de sentimentos que ela enfrenta enquanto me ajuda a levantar. Mas preciso manter minha mente focada em aceitar que essa sou eu. E que a outra opção, estar sentada dentro de casa, me faria uma pessoa extremamente infeliz.Não, seu filho não precisa cair literalmente, como eu. Mas precisa aprender a “se levantar”. Seja quando um colega não o convidar para o aniversário, quando o lanche da escola não for a comida que ele mais gosta, quando tiver que desligar todas as telas. Porque os tombos simbólicos continuarão a acontecer ao longo de toda a vida. E sem o aprendizado enquanto tem você, pai/mãe, o levantar pode se tornar uma missão impossível para ele durante a adolescência e vida adulta.Fazia um bom tempo que eu não caía.


Há poucos dias, depois de um trabalho que adoramos fazer, enquanto íamos embora nos sentindo realizadas, eu caí. E naquele momento, lembrei que a vida é isso: o bom e o ruim, a alegria e a tristeza, a perda e o ganho, pessoas que partem e amigos que ficam, saudade que bate em meio a memórias boas. Sempre tudo junto e misturado, para nos lembrar que cair e levantar são a única maneira de viver de maneira plena.Ao longo do segundo semestre, vocês terão momentos de tombos inesperados. O quanto cada um vai marcar a vida de vocês depende do quanto vocês estiverem determinados a se levantar e seguir adiante. Sem buscar culpados, só reconhecendo a própria responsabilidade em recomeçar.

E aqui está a resposta para a pergunta que recebo com frequência: de onde vem tanta força, Roberta? Dos tombos que levei, das vezes que me levantei, da força dos meus pais, que, apesar de saber que eu poderia cair, sempre, todas as vezes, diziam: “vai Betinha, vai que você consegue. Se cair, levanta e continua, porque você consegue”!


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