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Trocar otimismo por esperança: um caminho para garantir o ano letivo que sonhamos para nossos filhos



Você está otimista em relação ao desempenho do seu filho este ano na escola? E seu filho/a, que tipo de sentimento tem em relação aos desafios e conquistas que tem pela frente?


Falar sobre isso pode ajudar a tornar mais leve o dia a dia de pais, mães e filhos, seja qual for a faixa etária ou fase que estejam vivendo na escola. Novas pesquisas trazem informações valiosas, que podem ajudar a transformar a relação que nossas crianças e adolescentes têm com os estudos, com a escola, com o processo de aprendizagem e relacionamento com professores e colegas.


Segundo as pesquisas, ao ser otimista em relação ao futuro, colocamos o foco na expectativa de que o futuro traga boas notícias, bons resultados. Quando conseguimos, ao invés de focar no otimismo, colocar nossa energia em “ter esperança” na conquista de bons resultados, temos maiores chances de que eles sejam de fato realizados. Isso porque a esperança nos ajuda a focar mais diretamente em ações que nos levam a atingir objetivos específicos. Ou seja, o sentimento de esperança gera a energia, iniciativa, postura mais proativa para que possamos construir o futuro que desejamos. Em uma situação ideal, esperança e otimismo caminham juntos. Na realidade, porém, acabamos deixando muitos momentos decisivos serem resolvidos por conta da sorte quando nos tornamos otimistas inveterados. 


Estudos realizados por pesquisadores das Universidades de Chicago e de New Hampshire comprovou que a esperança, expressada como consciência da energia que um estudante coloca em buscar caminhos para atingir objetivos que ele mesmo define, pode “prever” melhor desempenho acadêmico em grau maior do que inteligência, personalidade, ou mesmo desempenho anterior. *


A boa notícia é que a esperança não é uma característica genética: ela pode ser aprendida. E, portanto, pode ser ensinada. Para que se torne um superpoder do seu filho, é preciso que juntos vocês pratiquem, no dia a dia, inicialmente trocando otimismo por esperança e, depois, deixar que ambos os recursos sejam parte integrante da capacidade de enfrentar desafios sem desanimar. 


Arthur Brooks, pesquisador da ciência da felicidade, professor da universidade de Harvard e autor do livro “Build the Life you Want” (Construa a vida que você Deseja), ainda sem tradução para o português, indica três passos para que possamos incorporar a esperança como parte da nossa vida, e de nossos filhos:

1 – Imaginar o futuro que deseja e descrever em detalhes, listando elementos que terão melhorado em relação a um parâmetro atual.

2 – Listar as ações e posturas que você vai mudar, formando um plano de ação para enfrentar os desafios que são sua responsabilidade. No caso de nossos filhos, incluir atividades do dia a dia em casa e as responsabilidades relacionadas à escola e aos estudos. 

3 – Definir os momentos, com dia e horário para as ações que requerem dedicação com prazo determinado. Por exemplo, definir o horário de estudo, que deverá acontecer durante a semana.


Pronto, a esperança de mais motivação, envolvimento, aprendizado terá sido transformada em ações práticas. E têm chances enormes de resultar em melhor desempenho, relacionamentos sociais saudáveis, autoestima e autoconfiança em níveis que levam a dias mais leves, desenvolvimento saudável e maior sensação de felicidade.

Caso você, ou seu filho, pare no primeiro passo, você está mantendo o foco no otimismo. Para que consiga aprender e praticar a “Esperança”, é preciso listar o que está ao seu alcance fazer para que o futuro que descrito no passo 1 possa se concretizar. 


Que tal investir um tempo com seu filho para registrar os três passos e garantir um ano inteiro de momentos mais tranquilos em família e na escola?


* Fred B. Bryant and Jamie A. Cvengros, “Distinguishing Hope and Optimism: Two Sides of a Coin, or Two Separate Coins?” Journal of Social and Clinical Psychology 23, no. 2 (2004): 273–302." 


** Anthony Scioli, Christine M. Chamberlin, Cindi M. Samor, Anne B. Lapointe, Tamara L. Campbell, Alex R. Macleod, and Jennifer McLenon, “A Prospective Study of Hope, Optimism, and Health,” Psychological Reports 81, no. 3 (1997): 723–33. BACK" 


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