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A Educação está sofrendo a maior crise dos últimos tempos. Precisamos unir forças para soluções e iniciativas para os desafios enormes que estamos enfrentando. São muitas famílias desistindo da escola, alunos a mais de um ano sem aulas, escolas que estão falindo, professores exaustos.

Existem prós e contras dessa opção de cuidar da Educação Escolar dos filhos em casa? Existem! Ela é permitida legalmente em nosso país? Não. É um assunto para discutirmos nesse momento? Falamos sobre isso no vídeo que gravamos na última semana.

Clique Abaixo Para Assistir =)


É verdade que seu filho não nasceu para “esse negócio de fazer aula a distância.”.

Nem ele e nem as outras crianças ou adolescentes. E também não é isso que a escola e os professores gostariam de oferecer a ele. É verdade que estar presente com os colegas da sala e a professora é muito melhor, mas não é uma realidade possível agora e nos próximos meses.

A fase do susto, do novo e inesperado passou. É hora de assumir que será assim por mais um bom tempo e fazer os ajustes necessários para que seu filho descubra que consegue sim.

A partir do Ensino Fundamental, interagir com os colegas, tirar dúvidas com a professora, assistir à explicação do conteúdo, falar sobre o que está conseguindo fazer, tudo isso pode ser feito online com um pouco de esforço. Continua a valer o pressuposto em relação ao equilíbrio no tempo. Ficar horas na tela é cansativo e prejudicial a todos: alunos e professores. Mas fazer uso do privilégio de ter um equipamento, acesso à Internet, professor fazendo seu melhor é um hábito que seu filho consegue sim desenvolver. Logo tudo isso vai passar. E as telas vão ficar como uma excelente opção de apoio para o aprendizado. As aulas presenciais vão voltar, mas a tecnologia como parte do ensino vai ficar. Seu filho consegue sim aprender online. Ele precisa aprender a se orgulhar das pequenas conquistas diárias!

Afinal, as aulas remotas funcionam? Nos primeiros meses de isolamento social, as aulas remotas foram tidas como vilãs. Famílias, alunos e professores consideravam o formato ineficiente.

Entretanto, à medida que as escolas passaram a aperfeiçoar os métodos de ensino-aprendizagem, a visão com relação ao uso da tecnologia, também mudou. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Península, em novembro de 2020, com aproximadamente 3 mil educadores das redes pública e privada, revelou que 40% dos professores concordam que os alunos estão evoluindo com o aprendizado em casa Este percentual é maior quando comparado à terceira fase do estudo, feita em agosto. Vale lembrar, porém, que a percepção dos profissionais com relação à evolução dos estudantes muda de acordo com a rede de ensino, conforme mostra o gráfico abaixo.

  1. Uso da tecnologia para estudar e aprender;

  2. Capacidade de adaptação e flexibilidade;

  3. Resiliência;

  4. Habilidade de pesquisar e ampliar o conhecimento de forma autônoma;

  5. Capacidade de organizar a rotina de estudo com autonomia e responsabilidade.

Tais competências são essenciais para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes e os preparam para os diversos desafios que encontrarão ao longo de suas vidas. 

A importância da parceria entre escola e família na pandemia

Nesta pandemia, a relação entre escola e família – que andava um tanto distante – se estreitou. Isso porque os pais tiveram que adotar um papel mais ativo na educação dos seus filhos, participando e se envolvendo nas atividades escolares.

Tal cenário mostrou a importância da escolha da escola para o sucesso escolar e o desenvolvimento das crianças. Ao contrário do que muitos pais pensam, manter um vínculo com a escola, é fundamental para que os pequenos possam dar continuidade ao processo de aprendizagem, mesmo que de maneira remota.

Portanto, se você ainda não matriculou seu filho ou está insatisfeito com a escola atual, o Melhor Escola pode ajudar você a mudar essa situação. O portal conta com mais de 8 mil escolas parceiras, desde o berçário até o ensino médio, que oferecem bolsas de estudo de até 80%.

No site você encontra quais escolas estão trabalhando com aulas online, além de verificar informações sobre infraestrutura e método de ensino. Os familiares conseguem ver também o que outros pais, alunos e ex-alunos têm a dizer sobre sua experiência na escola, dando mais segurança na hora de tomar uma decisão. 

Respira fundo que essa fase desafiadora vai passar! E vale sempre lembrar que ao longo dos últimos meses, você não trabalhou como teria trabalhado se não houvesse a quarentena. Você não dormiu como teria dormido. Não viveu nenhum aspecto da sua vida como teria vivido. E por que será que mantemos o parâmetro em relação ao aprendizado no mesmo patamar que estaria se o ano estivesse correndo normalmente?

Enquanto você não conseguir se livrar da referência de rotina que sua família tinha antes da quarentena, vai continuar se desgastando com a escola, com a hora da aula remota, com o tempo de tecnologia dos filhos.

É preciso aceitar o “bom” como suficiente nesse momento. Esqueça a busca pela perfeição e será mais fácil ajustar pontos da rotina que vão trazer equilíbrio e paz dentro de casa. 

Faz alguns anos que vivemos tempos de altíssima cobrança dos próprios pais/mães em relação ao tipo de parentalidade que exercem. Mesmo antes da gravidez, os planos incluem perfeição em todas as fases do filho. E apesar da busca pela perfeição, os pais sempre acham que não estão fazendo o suficiente.

O mesmo acontece em relação à escola. A pesquisa começa bem antes. Primeiro o boca a boca. Depois visitas em escolas e inúmeras perguntas para tentar garantir a escolha correta. Ainda assim, depois que os filhos se tornam alunos, termina a fase do namoro e vem a longa jornada em estado de alerta, sempre tentando antecipar qualquer falha da escola. Ou partir para a investigação quando há qualquer fala dos filhos que possa denotar desagrado. Assim seguiam as famílias, até que fomos pegos de surpresa, com os filhos em casa, em tempo integral.

Além do grande peso que esses meses de fato trouxeram, somos vítimas de nossa própria autocobrança pela perfeição. Não é de surpreender que, especialmente as mães, estejam no limite da sua energia e equilíbrio emocional. O grande problema é correr para o extremo contrário, quando aquilo que desejamos não é factível. Ao descobrir a imperfeição dos filhos como alunos e da escola, porque é feita de pessoas, reagimos com atitudes que acabam por prejudicar tanto nossos filhos quanto a nós mesmos.

É hora de esquecer toda a perfeição que sonhamos poder oferecer a nossos filhos.

Até porque, eles só querem pais de verdade, não família margarina, que parece bonita na tela, mas derrete rapidinho a qualquer alteração de temperatura.

A rotina secreta das famílias está mais exposta do que nunca. Tanto a escola do seu filho como seus colegas de trabalho agora conhecem os desafios que você enfrenta na educação do seu filho. É hora de respirar aliviada por não precisar mais parecer a família do comercial de margarina!

É hora de se livrar daquela tradição que trouxemos dos nossos antepassados que não acrescenta em nada: a necessidade de passar uma boa impressão. Até porque, mesmo que você tenha conseguido dar aquela enganadinha, depois de seis meses com aulas e reuniões online, sua realidade já foi exposta.

O melhor é aproveitar para aceitar que ter uma família perfeita é impossível. E parecer uma família perfeita é extenuante! Pode até ser possível manter uma calma extrema durante os momentos em que nossos filhos aprontam fora de casa. É mais fácil dizer um “não filho, subir aí não pode” com um sorriso no rosto, mesmo que o sangue esteja fervendo por dentro, quando sabemos que teremos tempo depois, em casa, para perder a calma. E mais tempo para o remorso do que julgamos excesso no dia seguinte, quando o filho vai para a escola, ou quando saímos para o trabalho. No entanto, quando todos esses momentos acontecem no mesmo cenário, por meses e meses, não dá mais para seguir representando a Monja da calma.

A professora ouviu sim seu grito. Seus colegas que aguardavam na reunião viram sim você ficar muito brava com seu filho que entrou gritando no seu quarto durante a reunião de trabalho. E sabe o que eles acharam disso? Que você é uma pessoa como qualquer um deles! Está na hora de mudar só aquilo que incomoda muito você mesma.

Se acha que está perdendo a paciência com muita frequência ou exagerando no tom da voz na hora de impor limites, precisa mudar sim. Mas se está preocupada com o que estão pensando sobre sua família, pode relaxar. Se alguém está com tempo em julgar outras famílias, essa pessoa está com sérios problemas e precisa procurar ajuda. 

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