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De ilusão em ilusão, falhamos, e muito, quando não damos à leitura a importância que de fato ela tem no desenvolvimento de nossas crianças.


A Leitura é um dos caminhos mais eficazes para garantir o sucesso em todas as fases da vida de nossos filhos. Mas é também um dos maiores desafios que os pais enfrentam hoje. Além da grande concorrência com tantas outras atividades, há também a dificuldade em organizar a rotina da família reservando tempo para ler. E aqui entra o ponto chave: nós, adultos responsáveis, precisamos ter consciência da importância que a leitura tem em todas as etapas do crescimento. Vivemos a era da falta de tempo. E assim, acabamos priorizando uma agenda que traz a ilusão de estarmos cumprindo nosso papel. Nossos filhos crescem na ilusão de que a leitura pertence à escola. E a escola segue na ilusão de que vai conseguir que seus alunos criem o hábito da leitura. E assim, de ilusão em ilusão, falhamos, e muito, quando não damos à leitura a importância que de fato ela tem. Mesmo não sendo intencional, estamos cometendo uma falha enorme ao não priorizar tempo para leitura dentro de casa, na rotina da família. Com pequenos ajustes na rotina dentro de casa podemos conseguir que nossos filhos aprendam a gostar de ler.


Mas enquanto não chegam ao ponto de gostar, vamos nós, pais, dar à leitura a importância que tem, assim como fazemos com hábitos de higiene, como escovar os dentes, por exemplo. Assim como seu filho, você não aprendeu a escovar os dentes porque amava fazer isso ou porque tinha consciência da importância. Foi um hábito criado em família, com esforço e atenção plena dos pais até que estivesse incorporado pelo filho. O impacto que a leitura tem na saúde emocional e cognitiva do seu filho é equivalente ao impacto que escovar os dentes tem na saúde bucal e física de cada um de nós. Uma dica para dar o pontapé inicial nesse novo hábito da sua família: comemorar o dia de hoje de forma especial.


E quando seu filho perguntar o vocês estão celebrando, basta responder: o dia do Livro!











Abrir ou não as escolas? É hora de unir esforços pensando na vida daqueles que vão decidir o presente que teremos quando formos os idosos carentes de estrutura, atenção e cuidados.


Não existe uma saída que possa atender a tantas variáveis. E não conseguiremos uma resposta única que satisfaça a todos os envolvidos. Estamos diante de um grande dilema, cujas alternativas serão sempre excludentes, ainda que existam muitas tentativas de conciliar necessidades divergentes. Eis o porquê as próximas semanas vão requerer muita paciência e capacidade de lidar com uma enorme mistura de sentimentos. Sim, viveremos momentos que vão exigir muito de nossas emoções, seja qual for a decisão que tomarmos. A decisão de enviar um filho de volta para as aulas presenciais gera medo e incerteza. Ao mesmo tempo, enche o coração de alegria ver um filho feliz por reencontrar os colegas, professores e funcionários da escola. A decisão de que seu filho não volta até que tenhamos vacina, vai trazer medo e incerteza também. Até que ponto o equilíbrio emocional e o aprendizado será ainda mais afetado e que prejuízos vai gerar ainda são incógnitas. Não existe uma resposta correta. E não adianta gastar sua energia tentando buscar satisfação total com a decisão que você tomar. É um pressuposto do dilema: ambas as opções disponíveis vão gerar questionamentos e consequências que você gostaria de evitar. Se dentro de casa, pensando na sua família, a decisão é difícil, imagine o quanto se torna mais complexa conforme envolve responsabilidade por mais pessoas. É esse sufoco que vivem as escolas, gestores, professores, dirigentes de ensino e governantes. Dentro da escola, cada decisão tomada gera um impacto gigantesco em muitas pessoas.



Teoricamente, manter as aulas online, ou voltar para as aulas presenciais, não seria um dilema, já que está posta a alternativa do modelo híbrido. Na prática, contudo, a realidade não é tão simples. Para que todos sejam atendidos, os professores terão seus próprios dilemas a resolver. O “ensino híbrido”, da forma como foi concebido, pressupõe todos os alunos tendo aulas presenciais e fazendo uso dos melhores recursos da tecnologia para ampliar suas possibilidades de aprendizado. Manter os dois modelos simultaneamente não é fazer “ensino híbrido”, é assobiar e chupar cana, bater o pênalti e correr para defender, é seguir fazendo mágica. Impossível não considerar que grande parte das famílias não tem sequer acesso a um celular. Ou à Internet. Nesse caso, para o professor, cuidar da própria saúde e zelar pela própria vida representaria lidar com a consciência de que muitos alunos podem estar perdendo a possiblidade do sonho com um presente e futuro ao qual têm direito, como cidadãos e como crianças que são.


Todos os dias, o professor vai ter que tomar decisões que representam dilemas. Mesmo no caso de escolas que optarem por transmitir as aulas presenciais para os alunos que ficarem em casa. Os estímulos necessários são diferentes para envolver um ou outro grupo de alunos.



Mais do que em qualquer outro momento que vivemos até agora, será necessário um esforço conjunto entre família e escola. Aos pais, ficará o dilema de manter o foco em lembrar que o filho é parte de um grupo ou pensar que cada aluno merece ter suas necessidades específicas atendidas. Lembrando que um dilema nunca tem uma alternativa que possa nos satisfazer plenamente. O caminho é a empatia, paciência e muita união entre os adultos responsáveis. Só assim vamos garantir que nossos filhos e alunos não sejam prejudicados pelas escolhas que fizemos por eles. É hora de unir esforços pensando na vida daqueles que vão decidir o presente que teremos quando formos os idosos carentes de estrutura, atenção e cuidados. Se não for por eles, que seja então pelo seu próprio futuro a decisão responsável que precisa ser tomada agora!

Toda mudança repentina gera resistência, medo, insegurança.


Vencer esses sentimentos que paralisam traz benefícios que impactam de forma positiva a

autoestima e a crença sobre nossas próprias capacidades de reagir em situações desafiadoras.


É verdade que seu filho não nasceu para “esse negócio de fazer aula a distância.”.

Nem ele e nem as outras crianças ou adolescentes.

E também não é isso que a escola e os professores gostariam de oferecer a ele.

É verdade que estar presente com os colegas da sala e a professora é muito melhor, mas não é uma realidade possível agora e nos próximos meses. A fase do susto, do novo e inesperado passou. É hora de assumir que será assim por mais um bom tempo e fazer os ajustes necessários para que seu filho descubra que consegue sim.


Reconhecer o desafio que seu filho vem enfrentando é ótimo. Achar que seu filho não consegue vencer esse desafio já é outra coisa, totalmente diferente.


Logo tudo isso vai passar. E as telas vão ficar como uma excelente opção de apoio para o aprendizado. As aulas presenciais vão voltar, mas a tecnologia como parte do ensino vai ficar. Seu filho consegue sim aprender online. Ele precisa aprender a se orgulhar das pequenas conquistas diárias!


No vídeo abaixo, falamos sobre uma das das angústias dos pais em relação a hora das aulas remotas dos filhos: quando a professora não chama o aluno quando ele levanta a mão ou quando tem alguma dúvida? É só clicar no Play para assistir =)



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