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Somos seres gregários. Nascemos para viver em grupo. “Fazer parte” foi essencial para nossa sobrevivência no passado, e tornou-se fundamental para que sejamos felizes. Mas a correria da vida moderna gera a cada dia mais desculpas e prioridades estabelecidas de fora para dentro. Colocamos em primeiro lugar compromissos que de fato não significam nada ou pouco trarão de bom no longo prazo. E arrumamos um espaço enorme para guardar aquela mágoa das palavras não ditas, do apoio não recebido. Aos poucos as tias e os tios vão sumindo da vida de nossos filhos.


Vamos ficando doentes não só da falta de vitamina que o sol e a alimentação nos traziam no passado, mas também da falta de amor em família. Saber que tem uma tia que se importa com seu filho tira de você uma carga enorme que você nem sabe que existe. Saber que pode contar com um tio para dividir momentos do dia a dia tira do seu filho um medo guardado a sete chaves: aquele frio na barriga de não saber quem vai estar ali caso você fique doente ou vá embora para sempre. Sim, filhos de pais separados levam consigo esse temor silencioso. E mães que vivem sozinhas com seus filhos vivem esse pavor todos os dias, em meio a tantos outros sufocos. Mas os tios e tias estão ocupados demais. Aliás, quando um pai abandona um filho, nem é exatamente isso que gera o maior buraco na vida de quem fica. É a falta de toda a família dele, que se esquece rapidamente daquele sobrinho, neto, primo. A gente sobrevive. Recomeça, reinventa a vida, mas o peso que fica é grande. O vazio que fica é dolorido. E faz todo sentido esse cansaço quando o final de mais um ano se aproxima. E só de pensar nas mensagens frias e sem o mínimo sinal de amor que vão chegar no Whatsapp, daqueles tios que ficaram neutros, que sumiram para não se comprometer, que não tiveram tempo de fazer uma ligação para saber como seu filho estava, vem aquela vontade de sumir. Se tem jeito? Tem: muita terapia e a receita comprovadamente mais eficaz: ser grata/o pelos amigos que estiveram sempre aí, firmes, quando aqueles que têm o sangue do seu filho estavam ocupados demais, neutros demais, correndo demais. Isso também vai passar, pode acreditar!


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Para você, mulher, que às vezes pensa em desistir: seja do seu negócio ou da carreira como parte de uma empresa, respira fundo!

Como mãe e filha, empreendedoras e sócias, recebemos muitos comentários de pessoas que gostam do nosso trabalho e acham linda nossa relação. Cada pessoa com uma história de luta diária. E muitas vezes, pegando postagens de fotos e vídeos em que estamos a pleno vapor, ficam com a impressão de que sempre dá tudo certo por aqui. E de que, para nós, tudo é leveza e sempre dá certo. A verdade é somos duas mulheres com muitas histórias. E que nosso trabalho mistura nossa relação de mãe e filha, nossas perdas, nossos privilégios e injustiças e nossos estudos: a base que cada uma teve individualmente e os cursos que fizemos juntas.

Quando tínhamos três anos de empresa, nossa vida passou por um tsunami. Saímos ambas arrasadas: emocionalmente e financeiramente sem um alicerce no qual pudéssemos nos apoiar.


Entre lágrimas, terapia e muitos momentos de total desespero, por não saber como seria a semana seguinte, de onde tiraríamos dinheiro para pagar as contas mais básicas e a força para seguir adiante, unimos nossas mãos e seguimos em frente.

Ainda não sei que era mais difícil: os dias em que tínhamos trabalho ou aquelas longas semanas em que só ouvíamos “não”, mesmo antes de apresentar o que tínhamos a ofertar, para tornar mais leve a relação entre Família e Escola. Gravar vídeos, criar conteúdo em diversos formatos, fazer palestra ou formação de professores, com o corpo fisicamente doendo pelo desespero emocional é muito difícil. Mas não ter trabalho e ver os boletos se acumulando e o cheque especial prestes a estourar também não é fácil. As duas situações ao mesmo tempo: um pesadelo que parecia sem fim.

Desistir, porém, não era uma opção. Nas vezes em que eu, Roberta, não tive mais força e decidi que ia aceitar alguma proposta de emprego, a Taís me segurou. E nos dias em que ela achava que não ia aguentar, meu coração de mãe me enchia de uma energia tão grande e de uma certeza absoluta de que íamos conseguir vencer. E assim seguimos. Aos poucos. Com palavras, abraços, apoio de alguns familiares e de muitos amigos, aos quais seremos eternamente gratas. Tivemos, e sabemos que ainda virão, muitos momentos com a sensação de um tobogã: altos e baixos, certeza e medo, coragem e dúvida sobre nossa capacidade de seguir em frente.

Quando parecia que o pior estava passando, veio a pandemia. E quando parecia que tínhamos conseguido superar as barreiras impostas pelo isolamento social, vieram outros desafios. Perdi meu paizinho querido, minha referência de amor e coragem. Quatro meses depois, perdi meu irmão. Haja resiliência para seguir adiante. Dessa vez, com o desafio de seguir cumprindo nossas responsabilidades e contratos firmados com tantas escolas e empresas pelo Brasil e também fora daqui.

E não é que conseguimos! E não é que aprendemos a reconhecer nossa força! E não é que novos desafios continuam a surgir e hoje somos gratas por eles, porque, aos pouquinhos, vamos aprendendo que isso se chama vida. Vida que surpreende e segue adiante. Apesar de vivermos em um país que em nada favorece o empreendedorismo. Apesar de tantos apesares, temos um orgulho imenso do país que representamos nos eventos de educação pelo mundo afora.


Somos mulheres empreendedoras. E desistir é uma palavra que riscamos do nosso dicionário. Um dia de cada vez, seguimos adiante, sem medo do amanhã. E você, consegue enxergar na sua história o poder enorme que tem para recomeçar quantas vezes for preciso?


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A boa notícia é que você não educa seu filho para ser um aprendiz responsável e independente tirando algumas horas fora da sua rotina para cobrar, castigar ou dar sermões sobre como isso pode melhorar o futuro dele. A mudança vem exatamente da manutenção de sua rotina, mas com novos hábitos aplicados nos momentos em que você convive com seu filho ou em que ele enxerga suas atitudes como exemplo. Para que seu filho aprenda que ler é fundamental para escrever melhor, basta que ele veja você lendo. E que tenha, no dia a dia em casa, momentos de leitura, nos quais todo o restante da casa está em silêncio e sem interferência das telas. Para entender que ele tem a responsabilidade de estudar, é preciso que ele entenda antes que há responsabilidade envolvida na rotina do dia a dia.

Uma criança que não faz tarefa, já não fazia sua própria cama ou não guardava seus brinquedos. Tentar que ela assuma a responsabilidade pela lição de casa, prova, atenção e respeito na escola, sem os ajustes nos hábitos dentro de casa é inútil e desgastante para todos. Muitos pais vão na escola à procura de uma solução para que seu filho faça o dever de casa. Mas que noção essa criança tem de “dever” se sua cama está sempre arrumada e ela não tem ideia do esforço que isso requer. Seus brinquedos, apesar de muita conversa por parte dos pais e nenhuma ação por parte da criança, aparecem guardados. Seu prato surge na mesa, à espera do enorme sacrifício de sentar-se e protestar porque não gosta do alimento que está sendo servido? E a escola poderá enfim assumir um papel, fundamental, que também inclui conteúdos importantes, mas não se limita a isso. Caberá ao professor ensinar como o cérebro aprende, o que favorece e o que prejudica o processo de aprendizagem e, principalmente, guiar o aluno ao longo de seu desenvolvimento. Fica também para a escola o papel de guiar pais e filhos para que consigam separar informação confiável de conteúdo desprezível, fontes seguras e oportunidades para produção e criação de conteúdo também. Afinal, não é o consumo de informação que gera o conhecimento, mas sim a produção de conteúdo – hoje acessível a todas a idades.


A escola só consegue cumprir plenamente seu papel quando, em casa, a família cumpre o dela. Sem dúvida, a Educação formal precisa de mudanças. O ensino precisa de ajustes. Os professores precisam de formação adequada para os desafios que nossas crianças e adolescentes levam para dentro da escola. Cada vez mais teremos consciência de que o aluno vai na escola porque precisa de um guia – com competências de mentor e coach – que poderá orientar o aprendiz em busca de seu desenvolvimento.


Você consegue imaginar seu filho estudando porque tem consciência de que essa função é dele e que o grande impacto de aprender, ou não, virá para ele mesmo?


Você, mãe/pai, é capaz de imaginar seu filho buscando o mesmo conteúdo em um formato diferente de aula porque ele tem consciência de que ainda não domina aquela matéria? Enxerga uma realidade em que vocês juntos – pais e filhos – analisam as notas dos testes com foco em entender a que pontos é preciso voltar e estudar novamente? Imagina que a decisão de seguir em frente seja sua e de seu filho, sem preocupação da série em que ele está, mas sim com foco nas consequências de ter ou não conseguido entender um conteúdo que será base para os próximos aprendizados?

Se essa responsabilidade toda assusta, vamos então aproveitar o tempo que nos resta para ensinar nossas crianças o prazer de buscar novos conhecimentos e a responsabilidade que temos sobre nossas decisões.


Afinal, a nós, pais e responsáveis, continuará a responsabilidade pela educação. Quanto ao aprendizado formal, não haverá com que se preocupar. Pessoas educadas sabem pedir ajuda e buscar socorro quando necessário. Uma criança ou um adolescente educado para buscar seu próprio conhecimento vai para a escola com menor sofrimento e esforço e encontra prazer no aprender.

Simples, porém, nada fácil. Requer consciência, intencionalidade, esforço. Mais que isso, requer parceria entre Família e Escola. E muita abertura à vulnerabilidade sem medo de pedir ajuda e assumir que, apesar de tantos avanços, continuamos a precisa de uma vila para educar uma criança.


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