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Nesse período passamos por fases diferentes em relação à preocupação com o processo de aprendizagem de nossos filhos/alunos. Ao mesmo tempo que as escolas reorganizam as inúmeras questões envolvidas na mudança de um processo que vinha há séculos acontecendo dentro de um padrão estabelecido, a pressão do tempo começa a bater mais forte. Dentro dos lares, ao mesmo tempo que as famílias sentem um certo ar de normalidade nessa rotina ajustada a custo de muito estresse, a pressão do tempo começa a bater mais forte.

Sim, este é o ponto em que escola e família sentem a pressão maior agora: o tempo está passando e temos um ano letivo para dar conta. Mas, infelizmente, mesmo com essa preocupação em comum, ao invés de estreitarem os laços, em muitos casos surgem desconfianças, cobranças descabidas e falta de empatia de ambos os lados.

É comum que todos esses sintomas tomem proporções maiores quando relações são afetadas por situações de escassez. Existe inclusive um ditado que diz “em casa que falta pão, todo mundo briga, mas ninguém tem razão”. O “pão” é somente um símbolo que podemos agora substituir por tudo o que se torna cada vez mais escasso, conforme os dias passam.

Cada vez temos menos dias de aula, menos energia por parte de pais e professores, menos paciência para lidar com os desafios.

E o pão literalmente já tem faltado em muitas casas há algum tempo sem trabalho, sem poder abrir a empresa ou sair para trabalhar. A inadimplência está altíssima nas escolas, o número de cancelamento de matrícula é enorme, a saúde emocional dos professores está fortemente abalada. Ainda assim, pais, gestores e professores seguem firmes, buscando o melhor para seus filhos e alunos. Essa parceria é a única saída para nossas crianças e adolescentes. Por isso precisamos calibrar a definição de papéis: como a família e a escola podem se dividir para conseguir multiplicar os benefícios para os alunos? Em que pontos precisam agir juntos para que os filhos não assumam o papel de vítimas e percam o poder que têm de se adaptar ao novo, de aprender apesar dos desafios?

Temos recebido pedido de ajuda por parte de escolas e de famílias para uma situação que é muito triste. Filhos, de idades diferentes: desde bem pequenos até adolescentes, que choram na hora de fazer as atividades enviadas pela escola. Existem casos até de mães que postaram em grupos de Whatsapp ou redes sociais a cena deprimente de pré-adolescentes argumentando, entre lágrimas e soluços, que estão cansados, que não sabem fazer a atividade ou não querem estudar. Em todos os casos que tivemos até o momento, a tentativa era de mostrar para a escola como o aluno está sofrendo. Pais, por favor, pelo bem dos seus filhos, não façam isso. Primeiro, hora de respirar fundo e estabelecer a rotina aí dentro de casa. Uma rotina saudável tem sim que garantir um momento do dia para os estudos. Esse “momento” varia de acordo com a faixa etária e com a rotina os pais estão vivendo. Mas de segunda à sexta feira, parar para ler, escrever, desenhar ou fazer as atividades que a escola estiver enviando. Mas, para que esse momento funcione, seu filho precisa aprender sobre responsabilidade ajudando na organização e limpeza da casa. Precisa ter noites completas e tranquilas de sono. Precisa cumprir combinados de tempo no celular, vídeo game, tablet ou TV. Sem esses outros pontos da rotina, a hora dos estudos será sim uma tragédia. Eis o porquê cumprir as atividades da escola em casa é responsabilidade e papel da família, e não da escola. Se for muito conteúdo, cabe aos pais conversar com a escola e deixar o que está pesando demais para depois. Se for pouco conteúdo, os pais podem incentivar o filho a ajudar colegas que estejam com dúvidas ou aproveitar para ler mais sobre o assunto. Combine com seu filho de fazer algo divertido junto com ele assim que ele terminar a lição. Não é momento para cobrar desempenho ou domínio do conteúdo, mas sim empenho e esforço para manter o aprendizado fluindo, dentro do que for possível. Elogie mesmo as pequenas conquistas. E jamais coloque holofote sobre o momento em que seu filho demonstrar cansaço ou falta de habilidade para lidar com a frustração de não conseguir resolver as questões propostas. Se estiver pesado para seu filho, reorganize a rotina e defina metas mais realistas de estudo. Mostre que acredita na capacidade que seu filho tem em seguir se esforçando para aprender e reforce somente as atitudes que o ajudam a crescer tanto na aprendizagem como emocionalmente. Dentro de casa este papel é da família! No final desse post vamos colocar o link de um modelo de rotina que fizemos para download gratuito =)

É ótimo que os pais participem e apoiem o trabalho da escola. É importante que tenham informações sobre o ano escolar sim. Mas não é papel da família “gerenciar” o conteúdo, planos de aula e nem definir o calendário escolar. A preocupação existe. E não é só sua, pai/mãe. A diretora, os professores e coordenadores estão pensando nisso 36 horas por dia.

Quando os pais usam parte da energia e do tempo tão precioso que possuem para tentar fazer o papel que é da escola, não importa se a intenção é das melhores, o prejuízo é enorme. Especialmente para os filhos/alunos. Seu filho precisa de você sendo o responsável nesse momento desafiador dentro de casa. Precisa que você faça os ajustes na rotina, tire tempo para brincar, conversar, descobrir o que seu filho assiste e quem atrai o interesse dele nesse mundo cheio de armadilhas que é a Internet. Seu filho precisa que você continue com o papel de garantir que ele tenha os momentos de estudo diário. E cumprir o papel de responsável, enquanto passa por essa turbulência que estamos vivendo, não é pouco.

Então, por que mesmo dá esse siricutico de querer cuidar daquilo que é papel da escola? Ansiedade talvez. Medo, certamente. Fuga, em alguns casos? Cada um tem seu motivo. Pensar sobre eles é uma ótima maneira de tirar essa carga que não é sua, e que em nada ajuda agora! Pedir informações, sim! Conversar com a escola, sim! Mas cobrar que a escola dê respostas que ninguém tem, ou querer garantias de cumprimento do ano letivo, com base naquele saudoso e finado “normal”, não. Isso é tirar também da escola o tempo e energia que todos lá precisam para dar conta do desafio que é deles. Parceria não é todo mundo fazendo tudo “mais ou menos”. É cada um fazendo sua parte da melhor forma possível. Conteúdo e calendário escolar são papéis da escola!

Temos participado de muitas reuniões em que os pais questionam a escola sobre estarem prontas para receber os alunos de forma segura. Claro que não tem como deixar isso de fora dos nossos pensamentos como pais. Até aí, faz parte mesmo do nosso piloto automático e desejo imenso de prevenir tudo o que pode vir a acontecer com nossos filhos. Então, ter essa preocupação nem chega a ser uma opção. Está dentro de nós.

Imagina a responsabilidade de alguém que se propôs a oferecer ensino de qualidade, daqui a pouco tendo que garantir o que nem a Organização Mundial da Saúde e nem o Ministério da Saúde conseguiram oferecer. Não é pouco. Talvez isso nos ajude, enquanto família, a entender o quanto de empatia a escola precisa neste momento. A questão saúde é um desafio ainda maior, especialmente quando se trata dos nossos filhos. Pai/mãe, neste momento, essa questão é da escola. Como ela vai dar conta disso, é um ônus que cabe a seus gestores.

Quando tivermos a liberação para voltar, será sua vez de ouvir sobre como a escola se organizou. Guarde suas energias para esse momento que será difícil de enfrentar. Ainda não teremos as respostas que gostaríamos de ouvir. Mas seremos os responsáveis por decidir se nossos filhos ficam ainda sem a liberdade e alegria de aprender junto de seus amigos ou se nossa crença será a de que o risco realmente se foi. Até lá, a estrutura para receber os alunos dentro do padrão de segurança determinado pelos órgãos responsáveis é um assunto da escola! Já a difícil decisão sobre o retorno dos filhos nesse período inicial, fica para cada família.

Temos agora uma oportunidade para experimentar novas estratégias e abordagens para envolver nossos alunos. E uma chance para ajudar nossos filhos a descobrirem muito sobre como eles aprendem melhor. Pais e professores têm em suas mãos uma oportunidade única para se unirem em prol do processo de aprendizagem.

Aos pais, fica a dica de experimentar horários diferentes, espaços diferentes, perceber o que antecedeu aqueles dias em que a aula fluiu, o momento da lição de casa ocorreu sem estresse. E tornar esses pontos positivos em momentos fixos da rotina.

Aos professores, fica a dica de anotar o que funcionou para qual aluno, o que gerou maior estresse para determinadas turmas e depois analisar esse registro com calma. Depois de duas semanas fazendo essas observações, vale a pena dar um ou dois dias de folga para os alunos.

Nesses dias, pais e professores conversam. Juntos podem descobrir muito sobre cada aluno. Quando as aulas presenciais voltarem, pais e professores terão um tesouro em mãos: um perfil traçado sobre o que funciona melhor em determinadas situações ou conteúdos. Como cada criança ou adolescente consegue se concentrar mais. Que atividades podem ser mantidas no momento da lição de casa, tendo a tecnologia como ferramenta para complementar ou reforçar o aprendizado.

Um final feliz para essa novela que teve tantos capítulos tensos. Pode parecer utopia, mas seis meses atrás também pareceria surreal a ideia de ter as escolas fechadas, os filhos dentro de casa.

Porém, juntos, pais e professores continuam encontrando maneiras para seguir com o processo de aprendizagem formal de nossas crianças e adolescentes.

Levar para o futuro os aprendizados que pais e professores tiveram neste momento é papel de todos nós, juntos. Família e escola, caminhando na mesma direção e saindo mais fortes dessa tempestade!

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Segundo estudo da Universidade Northwestern, Universidade da California, e Universidade de Mannhein, na Alemanha, a Pandemia do Covid- 19 vai gerar impacto negativo desproporcional para as mulheres.

Parece óbvio que haverá maior impacto negativo para mulheres? O grande problema quando achamos que a situação é óbvia, é a tendência em seguir o fluxo, sem buscar alternativas para amenizar o que já é previsto. Apesar de todo avanço que tivemos em relação aos direitos da mulher, a quarentena mostrou que seguimos com a sobrecarga de responsabilidades, quando se trata do cuidado com a família. Mesmo em lares nos quais o casal divide as tarefas, é desproporcional a carga de trabalho e estresse emocional que recai sobre as mulheres. Parte desse peso maior se deve à nossa própria tendência de puxar para nós atividades que poderiam ser deixadas para outro momento, compartilhadas ou mesmo transferidas para outros membros da família.

Além disso, persiste, segundo o estudo, a necessidade de maior esforço por parte das mulheres para corresponderem à demanda das empresas, mesmo com menor retorno financeiro. Com escolas e creches fechadas e sem a possibilidade de contar com os cuidadores, fossem eles contratados ou os avós, a sobrecarga para as mães se transforma cada vez mais em um uma bomba emocional, que em algum momento pode explodir.

Tudo isso acontece enquanto as mães tentam dar conta do processo de aprendizagem dos filhos e se preocupam com as consequências que esse período trará para os próximos anos letivos. Eis que os preparativos para a reabertura das escolas chegam para trazer mais um dilema e inúmeras preocupações, quando as mães já estão no limite do que ainda resta de equilíbrio emocional. É hora de respirar fundo e agir nos pontos em que temos controle para amenizar a pressão. Só assim poderemos tomar decisões coerentes com nossos valores.

E o que não vai faltar nos próximos meses é dilema para ser enfrentado!

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O mundo melhor que sonhamos encontrar começa nas lições que ensinamos aos nossos filhos diariamente, pelas nossas atitudes e posturas nas conversas e reuniões a distância.

Certamente você já ouviu alguém dizendo que voltaremos melhores depois desse susto que passamos. Nas primeiras semanas de confinamento era mais comum ouvir sobre pensamento coletivo ou sobre o quanto estamos todos conectados. Quando as escolas pararam, ainda havia aquela sensação de “estamos juntos” que deveria ser a prática constante entre família e escola. Como o “fechar a escola” não foi uma opção, mas uma determinação, não houve polêmica. Inclusive pelo medo que cercava as pessoas, diante do desconhecido. Porém, quanto mais o tempo passa, mais o estresse aumenta em relação a vários aspectos da vida que estão sendo cada vez mais impactados. E, começamos a ver menos tolerância, respeito, paciência nas relações entre as duas instituições que são a base para uma vida melhor para todos: família e escola. E quanto mais pais e as escolas se estressam, mais lições negativas deixamos para nossos filhos. Não sabemos exatamente em que ponto do jogo estamos. Mas, pela observação do que aconteceu nos países que sofreram o impacto antes de nós, talvez estejamos entrando no segundo tempo. É hora de respirar fundo. Continuar com foco em sair vencedor. Seguir com o objetivo de levar nossos filhos ao outro lado dessa crise sem maiores prejuízos emocionais. E capazes de construir o mundo melhor que imaginamos lá no começo da quarentena, quando ainda tínhamos a energia dos abraços, das conversas, da vida ao ar livre. Hoje somos a única fonte de inspiração e aprendizagem para nossos filhos sobre como manter o respeito, a tolerância, o pensamento coletivo mesmo em situações de altíssimo estresse. No dia a dia, estamos dando uma aula que nossos filhos jamais esquecerão. Será que nossa prática está ensinando aquilo que desejamos que nossos filhos aprendam?

É sim estressante fazer HomeOffice com filhos em casa. Mas o que seu filho está aprendendo sobre você e com o profissional que ele está conhecendo de perto marcará a relação de vocês para sempre!

Na maior parte do tempo, mesmo que você trabalhe em casa, seu filho não presencia ou acompanha seu dia a dia profissional. Mesmo nos dias atuais, em que nosso trabalho vai conosco para casa no celular ou laptop, nossos filhos não sabiam o que estávamos resolvendo quando respondíamos uma mensagem ou terminávamos um documento pendente. Isso porque até março, separávamos nossos papéis: ora éramos pai/mãe, ora éramos profissionais. O trabalho e a vida em família caminhavam em paralelo. Assim, muito sobre nossa atuação profissional ficava a cargo da imaginação de nossos filhos. Essa situação tão inusitada que estamos vivendo trouxe um caos para nossa vida porque misturou o que sabíamos fazer tão bem de forma separada. De repente, isso tudo se misturou de uma forma tão intensa que nos vimos perdidos. E assim caiu a ilusão que muitos tinham em relação ao HomeOffice. Para muitos pais, isso se tornou um pesadelo. Mas esquecemos de que o HomeOffice sem pandemia não funciona assim, como está ocorrendo agora. O estresse vem do acúmulo de papéis no mesmo ambiente, no mesmo horário, sem ter para quem pedir ajuda. Pai, mãe, olha para isso tudo que você conseguiu fazer até agora. Você está aí, há quase dois meses conseguindo, mesmo que física e emocionalmente exausto. E seu filho está aprendendo muito sobre o profissional que você é. Sobre os limites que você tem. Sobre o quão desafiador é a parte do seu dia que ele nunca via. Mesmo que esteja sendo exaustivo, seu filho está aprendendo mais sobre você do que você imagina. Deixa que ele ajude você em algum momento. Agradeça o que ele fizer, mesmo que seja algo simples. E assim seu filho vai conseguir força, energia e inspiração para assumir as responsabilidades dele com os estudos. Mais que isso, o respeito e o vínculo entre vocês serão muito maiores, pelo resto da vida!

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