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Aí vão algumas dicas de como ajudar a enriquecer a memória de seu filho aproveitando o caminho de ida e volta da escola:

 1 – se os pais levam para a escola:

– explorar o caminho, propondo desafios do tipo “vamos ver quem encontra três letras “A” primeiro”, ou a cor azul, um animal, uma pessoa morena, alguém de vestido, uma criança, uma bicicleta etc.

– variar o caminho de vez em quando, saindo de casa alguns minutos mais cedo ou no retorno da escola;

– atentar para as pessoas que estão nas calçadas, vendedores ambulantes ou ponto de ônibus e imaginar a história de vida – de onde vêm, para onde vão, em que trabalham.

– dividir com algum vizinho ou familiar o levar ou trazer, mesmo que não seja necessário, mas para oferecer experiência diferenciada.

2. –  se o filho vai de transporte escolar, propor desafios semanais, como:

encontrar alguns pontos predeterminados e montar um desafio p os pais. Seu filho pode fazer uma tabela contendo pontos interessantes que ele viu no caminho para a escola durante uma semana. No final de semana, você faz o percurso com ele e tenta descobrir onde estão os pontos que ele marcou. Uma outra opção é você ter a semana seguinte de prazo para preencher sua coluna, com a localização dos pontos marcados por seu filho.

fotografar com o celular. Para os mais velhos, você pode propor este desafio que envolve o uso da tecnologia, mas ainda assim coloca o foco de atenção no caminho entre escola e casa. O desafio pode ser:

editar com zoom e você tem que adivinhar o que foi fotografado;

imprimir a foto, recortar para formar um quebra cabeças ou um jogo em que a outra pessoa adivinha o que foi fotografado;

montar um álbum de fotos com as mudanças na natureza e nas pessoas de acordo com o clima e estações do ano;

escolher a esquina predileta, a árvore preferida, o prédio que mais gosta – descrever, desenhar ou fotografar;

encontrar a diferença: todos os dias, procurar algo de diferente em relação aos outros dias.

Ao propor essas atividades ou brincadeiras, você ajuda seu filho a desenvolver a criatividade, respeito às diferenças, empatia, cidadania, foco, capacidade de concentração e outras habilidades e competências que serão valiosas para a vida toda. Além disso, a memória de longo prazo é enriquecida, o que torna o aprendizado formal, dentro da sala de aula, mais tranquilo e com resultados exponencialmente maiores.

Estes são o Guilherme e a Bia. Repare que eles estão em um ambiente riquíssimo em termos de recursos e oportunidades de exploração. Isso sem contar a companhia um do outro, já que são amigos que só conseguem se encontrar quando os pais programam visitas à casa de um ou do outro. Provavelmente você já percebeu o que ambos estão fazendo enquanto seus pais batem altos papos à mesa. A pergunta é: será que eles estão perdendo tempo? Os pais deveriam tirar o celular dos dois?

Evidentemente que falta um contexto maior para que a resposta seja mais acurada. Porém, é comum hoje em dia os pais se encontrarem nessa situação e ficarem em dúvida sobre como agir.

A boa notícia é que a tecnologia tem sim oferecido benefícios tremendos para todos – sejamos nós de algumas gerações anteriores ou nossas crianças.

Neste caso específico, a resposta é “não, os dois não deveriam se interrompidos”.

Há várias pistas na foto para essa resposta:

eles estão ao ar livre, ou seja, não estão fechados dentro de casa, sem aproveitar o que a natureza pode oferecer;

os pés descalços do Guilherme são um ótimo indício de que ou ele já aproveitou o contexto em que está ou tem o hábito de conviver em paz com a natureza;

a distância que cada um tem do outro mostra uma relação de amizade, companheirismo e colaboração. Não, eles não estão alienados em mundos virtuais distantes. Se estivessem, essa foto não existiria. Precisaríamos de duas fotos, com cada qual em um canto diferente do local onde se encontram;

Você pode questionar: por que então eles não aproveitam para falar um com o outro? Simplesmente porque foi-se o tempo em que duas pessoas tinham como única opção falar entre si quando se encontravam. Hoje é possível – e nossos adolescentes são mestres nisso – conversar em grupo, mesmo estando fisicamente em dupla!

Ainda é um desafio enorme para nós, adultos, entender como as próximas gerações se comunicam, mas a dica é: ensine seu filho a respeitar o outro e a se divertir e se comunicar em família, em casa. Depois observe como ele mantém esse aprendizado, não importa que elementos sejam incorporados à vida dele. Assim são Guilherme e Bia: pré-adolescentes que aprendem todos os dias o grande prazer de viver em família!

Hora de comprar o material escolar. A crise financeira está aí, atingindo a todos, sem qualquer preconceito ou favorecimento quanto à classe social. Como agir para que possamos aproveitar a oportunidade para ajudar nossas crianças a tirar alguma lição positiva desse momento?

O que temos observado no dia a dia e nas matérias de TV é que os pais vêm como melhor opção deixar os filhos em casa, para que possam garantir um gasto menor na compra do material escolar. O pressuposto é que o filho não estando, fica mais fácil escolher os materiais com melhor, ou menor, preço.

Sugerimos, no entanto, uma atitude diferente. ***Esta pode ser uma excelente oportunidade para envolver seu filho e propor que este desafio seja de toda a família e não uma árdua tarefa para os pais. Não bastando enfrentar tumulto e filas nas papelarias, ao chegar de volta em casa, ainda precisam lidar com a frustração dos filhos com o material que o acompanhará do momento de volta às aulas e não foi o que ele escolheu.

Ao envolver o filho em todo o processo, desde o conhecimento do quanto a família tem disponível para gastar até a pesquisa de preços e compra do material você o ajuda com os seguintes benefícios:

Melhora da auto estima – ao sentir que você confia na capacidade de compreensão e participação de seu filho em todo o processo, ele cria uma imagem melhor de si próprio e se prepara para desafios de aprendizagem que enfrentará durante o ano letivo;

Senso de responsabilidade – ao ter que escolher entre modelos de mochila, caderno ou canetas disponíveis, considerando primeiro se estão dentro do orçamento, a criança ou adolescente assume a responsabilidade por cuidar melhor do material. A forma como o material será utilizado e preservado, assim como a relação com questões financeiras apresentam melhora e a criança amadurece.

Incentivo à criatividade – essa é uma excelente oportunidade para deixar que a imaginação entre em ação. Proponha um orçamento e deixe que seu filho quebre a cabeça para otimizar o que tem disponível. Por exemplo, ao reciclar materiais do ano anterior, ele abre possibilidade para menor restrição de preço na escolha de menos material a ser comprado. Algumas possibilidades para reaproveitar material são encapar com papel diferente cadernos que ainda possuem folhas a serem utilizadas, trocar com amigos ou primos as mochilas, de forma que cada um comece o ano letivo com uma bolsa diferente, apontar e organizar lápis de cor pouco utilizados etc.

Enriquecimento da memória de longo prazo, ao estar focado, apesar de todo tumulto das papelarias, na seleção e compra do material dentro dos limites combinados anteriormente. Para que a experiência seja ainda mais impactante, vale deixar que ele passe o material no caixa e efetue o pagamento também.

O único cuidado é adequar o grau de envolvimento de acordo com a idade e maturidade de seu filho. A pergunta frequente é sempre a idade a partir da qual a criança estaria pronta para compartilhar com os pais este momento. E a resposta é simples: se a criança já sabe escolher o lápis predileto, a imagem do personagem na capa do caderno ou o tipo de mochila, ela está pronta para escolher entre duas opções oferecidas pelos pais.

Na prática isso significa que você, responsável, faz a pesquisa e deixa que seu filho escolha entre duas opções que estão dentro do orçamento previsto. E aproveite a oportunidade de explicar: essas duas mochilas estão no preço que podemos pagar. Qual delas você escolhe?

Para fechar com chave de ouro, de forma que a experiência seja aproveitada ao máximo e ter efeito duradouro, não se esqueça de elogiar a participação que seu pequeno teve na manutenção do orçamento da família!

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