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Você já reparou no tanto de atenção que seu filho recebe quando faz algo errado? E quando faz algo certo?

Muitas das dúvidas que recebemos dos pais têm origem nesse desequilíbrio de atenção.

Normalmente, quando a criança está recebendo bilhetes da escola e fazendo a tarefa incompleta, ela está conseguindo a atenção que está querendo: a sua. Toda vez que ela faz algo inadequado em relação à escola, quanto mais você tentar repreender com discursos longos, mais você vai reforçar o comportamento negativo que seu filho está tendo.

Nossa sugestão para a tarefa que está sempre errada é que você faça um acordo com seu filho de uma coisa bem legal para vocês fazerem juntos, se quando você chegar do trabalho a tarefa estiver certa.

Pode ser assistir a um filme, jogar junto com ele ou ir em algum lugar desde que você, ao chegar em casa, confira a tarefa e ela esteja bem feita. Alguns erros pequenos, tudo bem você deixar para a professora corrigir ou pedir que ele corrija, sem fazer alarde.

O combinado pode ser algo do tipo: “Filho, estamos usando todo tempo que temos juntos em casa de noite, refazendo sua tarefa. Que tal você prestar mais atenção na aula e fazer a tarefa com mais cuidado para quando eu chegar do trabalho eu poder só olhar rapidinho e irmos _____ ( assistir um filme, jogar um game etc) juntos?”

– Faça esse combinado e quando ele caprichar na tarefa, não economize elogios! Desta forma, aos poucos, ele percebe que consegue chamar mais a sua atenção quando faz uma coisa boa do que uma coisa ruim ou incompleta.

– Se você chegar e a tarefa estiver toda errada, mesmo depois de alguns dias de combinado, não faça um grande discurso e nem mostre para ele que isso está chamando sua atenção. Simplesmente mostre onde ele tem que corrigir e vá fazer alguma coisa sua por perto. Pode ser ler uma revista, um livro ou organizer algo no computador.

Para as reclamações da escolar, a lógica é a mesma: tente fazer mais alarde quando ele não receber reclamação do que quando tiver qualquer problema na escola, que deve ser tratado de forma firme e com pouca discussão.

Quer ajudar seu filho a ser mais criativo no momento dos estudos e da escrita? Temos uma dica: saia para um passeio sem levar brinquedos.

Parques são excelentes opções para que crianças possam fazer descobertas e explorar sua criatividade. Evite indicar o que seu filho deve fazer. Para incentivá-lo a descobrir possibilidades de aproveitar bem o tempo disponível, esteja atento a suas perguntas, mas ao invés de responder, devolva para que ele mesmo possa tirar suas conclusões.

Outras pessoas, animais, plantas, as nuvens no céu, areia ou terra, o movimento da água no lago – tudo isso compõe uma riqueza de recursos que funcionarão por muito tempo como combustível para a imaginação e criatividade.

Na próxima oportunidade que tiver para voltar ao mesmo lugar, pergunte a seu filho que brinquedo gostaria de levar, agora que já conhece o espaço. E assim começa um novo olhar para um lugar já conhecido.  Novas memórias serão criadas e estarão lá, disponíveis para ajudar no momento de aprendizagem de novos conteúdos na escola!

Um problema gerado pelo excesso de tempo que nossas crianças passam de frente a uma tela – seja TV, laptop, tablete ou celular – é a dificuldade de concentração no momento dos estudos.

Ao invés de tentar cortar o acesso à tecnologia, sugerimos que você passe a usá-la como inspiração para que seu filho possa exercitar todos os sentidos e desenvolver a coordenação motora necessária para aprender a escrever, fazer cálculos, resolver problemas.

É comum encontrar jogos infantis no celular ou tablete de pais ou responsáveis por crianças. Geralmente este é o recurso que mantém as crianças distraídas e quietas em situações de espera ou quando os pais precisam de silêncio. Até aí, nada prejudicial.

O grande problema é que muitas crianças passam tempo demais brincando somente no mundo virtual. Experimente perguntar a uma criança do que ela mais gosta de brincar. A resposta da maioria envolverá as palavras celular, joguinho, computador. De novo, sem problema, desde que esta seja um opção e não a única forma que a criança experimenta como opção para brincar.

Alguns pais dizem que não adianta, porque o filho prefere mesmo os joguinhos. O problema é que a criança está perdendo oportunidade para desenvolver coordenação motora fina, quando usa somente um ou dois dedos para completar seus desafios. Além disso, nos jogos eletrônicos, o desafio dela é sempre arrastar ou selecionar. O restante o software está programado para fazer sozinho. E aí está a fonte que gera falta de concentração, de persistência, de tentativa e erro para aprender.

A dica é deixar que seu filho use tais joguinhos em momentos nos quais realmente você e ele precisam de algum tempo para se concentrar separadamente em alguma tarefa, porém com tempo determinado.

Passado esse tempo, já em casa, quando seu filho pedir para jogar novamente, você diz que ele poderá ter mais algum tempo com seu celular depois que ele tiver recriado a brincadeira com materiais que você deixar disponíveis.

Como exemplo, se o joguinho favorito de sua filha for um daqueles em que ela escolhe a roupa e veste a boneca, ofereça papel, canetinha, lápis de cor e tesoura sem ponta para que ela crie as roupas que poderão vestir uma boneca que ela já tenha ou você poderá ajudá-la a criar também a boneca, com papelão ou usando o fundo de uma caixa de sapatos.

Agora ficará o desafio de como fazer a roupa ficar na boneca. Ela pode sugerir usar fita dupla face ou você pode ajudar, mostrando como deixar abas que possam ser dobradas para prender a roupa no corpo da boneca pelos ombros e pernas.

Ao criar a mesma brincadeira no mundo real, com objetos concretos, seu filho desenvolverá coordenação motora, concentração, foco, criatividade, habilidades para lidar com a frustração, aprenderá com a tentativa e erro. Todas essas habilidades tornarão sua vida de estudante muito mais prazerosa e suave. Vocês terão assim, chances de aproveitar o melhor dos dois mundos: o real e o virtual.

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