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Quer ajudar seu filho a ser mais criativo no momento dos estudos e da escrita? Temos uma dica: saia para um passeio sem levar brinquedos.

Parques são excelentes opções para que crianças possam fazer descobertas e explorar sua criatividade. Evite indicar o que seu filho deve fazer. Para incentivá-lo a descobrir possibilidades de aproveitar bem o tempo disponível, esteja atento a suas perguntas, mas ao invés de responder, devolva para que ele mesmo possa tirar suas conclusões.

Outras pessoas, animais, plantas, as nuvens no céu, areia ou terra, o movimento da água no lago – tudo isso compõe uma riqueza de recursos que funcionarão por muito tempo como combustível para a imaginação e criatividade.

Na próxima oportunidade que tiver para voltar ao mesmo lugar, pergunte a seu filho que brinquedo gostaria de levar, agora que já conhece o espaço. E assim começa um novo olhar para um lugar já conhecido.  Novas memórias serão criadas e estarão lá, disponíveis para ajudar no momento de aprendizagem de novos conteúdos na escola!

Um problema gerado pelo excesso de tempo que nossas crianças passam de frente a uma tela – seja TV, laptop, tablete ou celular – é a dificuldade de concentração no momento dos estudos.

Ao invés de tentar cortar o acesso à tecnologia, sugerimos que você passe a usá-la como inspiração para que seu filho possa exercitar todos os sentidos e desenvolver a coordenação motora necessária para aprender a escrever, fazer cálculos, resolver problemas.

É comum encontrar jogos infantis no celular ou tablete de pais ou responsáveis por crianças. Geralmente este é o recurso que mantém as crianças distraídas e quietas em situações de espera ou quando os pais precisam de silêncio. Até aí, nada prejudicial.

O grande problema é que muitas crianças passam tempo demais brincando somente no mundo virtual. Experimente perguntar a uma criança do que ela mais gosta de brincar. A resposta da maioria envolverá as palavras celular, joguinho, computador. De novo, sem problema, desde que esta seja um opção e não a única forma que a criança experimenta como opção para brincar.

Alguns pais dizem que não adianta, porque o filho prefere mesmo os joguinhos. O problema é que a criança está perdendo oportunidade para desenvolver coordenação motora fina, quando usa somente um ou dois dedos para completar seus desafios. Além disso, nos jogos eletrônicos, o desafio dela é sempre arrastar ou selecionar. O restante o software está programado para fazer sozinho. E aí está a fonte que gera falta de concentração, de persistência, de tentativa e erro para aprender.

A dica é deixar que seu filho use tais joguinhos em momentos nos quais realmente você e ele precisam de algum tempo para se concentrar separadamente em alguma tarefa, porém com tempo determinado.

Passado esse tempo, já em casa, quando seu filho pedir para jogar novamente, você diz que ele poderá ter mais algum tempo com seu celular depois que ele tiver recriado a brincadeira com materiais que você deixar disponíveis.

Como exemplo, se o joguinho favorito de sua filha for um daqueles em que ela escolhe a roupa e veste a boneca, ofereça papel, canetinha, lápis de cor e tesoura sem ponta para que ela crie as roupas que poderão vestir uma boneca que ela já tenha ou você poderá ajudá-la a criar também a boneca, com papelão ou usando o fundo de uma caixa de sapatos.

Agora ficará o desafio de como fazer a roupa ficar na boneca. Ela pode sugerir usar fita dupla face ou você pode ajudar, mostrando como deixar abas que possam ser dobradas para prender a roupa no corpo da boneca pelos ombros e pernas.

Ao criar a mesma brincadeira no mundo real, com objetos concretos, seu filho desenvolverá coordenação motora, concentração, foco, criatividade, habilidades para lidar com a frustração, aprenderá com a tentativa e erro. Todas essas habilidades tornarão sua vida de estudante muito mais prazerosa e suave. Vocês terão assim, chances de aproveitar o melhor dos dois mundos: o real e o virtual.

 “Menos é mais”. Em tempos de crise, ouvimos muito essa expressão no mundo da moda. O jeans e a camiseta branca que já foram vistos como básicos e sem graça, hoje foram promovidos e vão do domingo a tarde à uma saída na sexta a noite.

Mas até onde a expressão “menos é mais” pode chegar? “Ao infinito e além!”

Depois do “boom” das festas em buffet infantis com os mais modernos brinquedos e requintados cardápios, a festa em casa volta à moda. Tudo feito pelos pais com a ajuda da criança. Tem coisa mais divertida do que a preparação? A meleca de “enrolar” os brigadeiros, o desafio do “corte e recorte” da decoração e a aventura de pendurar as bexigas no alto? Tem sim! O prazer de conhecer os amiguinhos dos filhos e os pais deles e a riqueza de deixar que as próprias crianças se entretenham! Hoje, apesar de parecer normal, pare para refletir na estranheza de um adulto pago em uma festa para ensinar às crianças a brincarem!

A expressão “menos é mais” também precisa ganhar um pouco de evidência quando falamos de bebês e crianças pequenas. A questão é que a crença de que quanto mais cedo melhor, quando mais precoce mais inteligente e quanto mais exposição mais desenvolvimento está gerando jovens ansiosos, estressados e que não conseguem se concentrar! Essa crença tem fundamento! Há algum tempo, um experimento com ratos expostos a ambientes mais ricos de estímulos divulgou que esses ratos tinham um maior desenvolvimento no cérebro. Porém o estudo não estava completo e quando foi transferido para o dia a dia de seres humanos, ficou comprovado que é um mito achar que ambientes ricos de estímulos artificiais pode criar crianças mais inteligentes ou com um cérebro mais desenvolvido que as outras. Nossa sugestão? Foque! Com tantos brinquedos, músicas e estímulos feitos exclusivamente para as crianças esse é um desafio até para os pais. Mas procure ensinar seu filho a focar em somente uma atividade quando brinca com ela. Ou a TV fica ligada para ele assistir, ou ele brinca com os brinquedos ou você conversa com ele. Na dúvida, lembre: “menos é mais”.

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