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Por que o bullying tem se tornado uma prática com poder tão grande sobre nossos filhos?



O bullying não nasce dentro da escola. O bullying nasce dentro dos estudantes. Ele se manifesta nos ambientes em que nossas crianças e jovens se encontram, pessoal ou virtualmente. Eis o porquê somente a escola não vai conseguir extinguir essa prática que assombra a saúde física e emocional de nossos filhos.

Há somente dois caminhos para proteger essa geração desse mal: 

  1. apontar o dedo para a escola, cobrar demonstrações de que algo está sendo feito e fingir que seu filho está seguro.  

  2. assumir que o problema é maior do que qualquer questão que uma das instituições, escola ou família, possa dar conta sozinha. E decidir que você vai fazer sua parte em casa, garantindo assim uma barreira de proteção que seu filho leva com ele onde quer que esteja. Nesse caso, o efeito das ações que a escola colocar em prática terão efeito mais profundos e duradouros, em menor espaço de tempo e com maior abrangência de alunos.


Caso você opte pela altenativa 2, aqui vão três aspectos que estão fragilizados nesta geração. E uma “vitamina” capaz de turbinar esses pontos e blindar nossas crianças e adolescentes em relação ao bullying.  

1 – sentimento de competência: seu filho só descobre que é capaz de superar desafios, quando recebe em casa, desde bem pequeno, estímulo para fazer descobertas de caminhos que resolvam as situações-problema que ele estiver enfrentando. Tentar se antecipar a todas as necessidades e resolver questões simples, como buscar o brinquedo que está longe, dar comida na boca, arrumar a mochila da escola, separar o uniforme para o dia seguinte, colocar e tirar a mesa das refeições, sem a participação da criança ou adolescente, é tirar dele/a as oportunidades para, a partir da prática diária, descobrir o quanto é capaz. Na tentativa de criar o ambiente perfeito, estamos tirando de nossos filhos momentos que os tornariam aptos a enfrentar adversidades e fazer escolhas que requerem coragem.

2 – Autoestima: ao não serem capazes de reconhecer o próprio potencial, ou de fato não terem desenvolvido habilidades para as quais estão prontos, como é o caso da criança de 5, 6, 8, 9 anos que têm alguém dando comida na boca, ou adolescente que não arruma o quarto, não ajuda no preparo das refeições e não tem responsabilidade alguma na rotina da família, nossos filhos não aprendem a gostar de quem são. E a baixa autoestima é agravada pelas comparações que fazem com imagens irreais das redes sociais aos quais estão expostos, desde muito cedo e por muito tempo. 

3 – Resiliência: ser capaz de levantar a cabeça e recomeçar, sempre que algo não sai da maneira como gostaríamos é uma habilidade que precisa ser aprendida. Caso contrário, cada pequeno contratempo se torna uma catástrofe na vida dessa criança ou adolescente, gerando crises frequentes de ansiedade, dificuldade nos relacionamentos e depressão. Essa habilidade, contudo, só pode ser desenvolvida quando praticada. Sem pequenos desafios no dia a dia em casa, como regras a serem cumpridas em relação a horário para ir para a cama, tempo de tela, hora do banho, responsabilidades que precisam ser compartilhadas, nossos filhos vão para a escola sem recursos para lidar com desafios que se tornam cada vez maiores. Evitar a todo custo que seu filho se frustre é tirar dele valiosas oportunidades para que desenvolva resiliência. 


Parece muita coisa? Pode respirar tranquila/o, trazemos boas notícias. Pesquisas recentes trazem uma forma para que possamos atingir esses três pontos, competência, autoestima e resiliência, a partir de uma única mudança no dia a dia: criação de vínculo entre nossos filhos e os adultos responsáveis dentro da família. 

Sim, essas pesquisas mostraram que nossos filhos estão, desde muito cedo, criando vínculos com pessoas desconhecidas, com as quais não têm relação alguma, exceto a frequente exposição pelas telas. Uma criança, ou um adolescente, desde muito pequena, admira mais o Youtuber que ela assiste por horas do que os próprios pais. Os avós deixaram de ter momentos de conversa ou brincadeiras com os netos, que passam o tempo todo com os olhos, e todos os outros sentidos, abduzidos por uma tela. Tios, padrinhos, amigos da família são pessoas estranhas para as crianças e adolescentes, fechados em seus quartos ou com o pescoço abaixado por horas, enquanto a vida passa. 


Quer garantir um desenvolvimento mais saudável para seu filho? Quer minimizar as chances de que ele se torne a pessoa que faz bullying, que presencia quieto o amigo sofrendo bullying e que ele se torne a vítima desse mal que destrói a saúde emocional do seu filho/a? Aproveite o dia de hoje, esse momento agora, para fazer os ajustes necessários aí na sua casa e garantir que vocês criem agora o vínculo a partir do qual seu filho desenvolverá autoestima, sentimento de competência e resiliência.


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