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É normal que a rotina da casa seja toda adaptada para o retorno às aulas. É também saudável que os horários sejam ajustados para que os filhos passem a dormir mais cedo. É hora de construir uma nova rotina, que deve incluir um horário específico para lição de casa e estudos. Tudo isso precisa fazer parte de novos combinados em família.


Apesar da real necessidade de toda essa readaptação da rotina para um ano letivo mais leve e com bons resultados, muitas vezes nós, adultos responsáveis, acabamos por reforçar a ideia de que estudar é ruim. Quando vinculamos esses ajustes ao período de volta às aulas, por si só a nova rotina remete a um automático “que chato!” na cabeça de todos os envolvidos.

Qual a fórmula secreta então para que possamos ajudar nossos filhos a terem um ano letivo tranquilo, com muito aprendizado e resultado positivo em relação ao desenvolvimento pleno? O desafio existe exatamente porque não há uma receita simples, que possa ser aplicada de forma padronizada em todos os lares. Ainda assim, podemos encontrar o caminho, o qual vamos construindo e ajustando aos poucos, ao longo do ano, de acordo com características de cada família.

O equilíbrio é que faz diferença. Precisamos, antes de tudo, desaprender a ideia de “férias só para brincar” e período de aulas só para estudar e levar a vida a sério, sem aproveitar momentos de lazer, puro ócio e diversão.


Seu filho precisa sim ter momentos exclusivamente dedicados aos estudos, a partir do início do ano letivo. Porém, ele não deve deixar de lado o brincar, jogar e se divertir com os amigos e familiares. É fundamental que a criança/adolescente leia o material e livros indicados pela escola, mas precisa também continuar a ler por diversão, por prazer – ou para aprender a desenvolver essa relação com os livros.

Usar a escrita para se comunicar, para brincar, para fazer amigos é tão importante quanto usá-la na escola ou na hora da lição de casa.


Ainda assim, ao garantir que a escrita, a leitura e a prática do raciocínio lógico, incluindo números e formas estejam relacionados ao dia a dia em casa, a partir de jogos e conversas em família não chegamos ao suficiente para chamarmos de equilíbrio. O que falta então?

É preciso lembrar que brincar é fundamental. Brincar precisa fazer parte de cada dia na vida de uma criança.


O cérebro é uma máquina incrível, com possibilidades infinitas de conexões e novos aprendizados. Cabe a nós propiciar o ambiente que favoreça seu funcionamento no pleno potencial. E, para surpresa de muitos, recentes descobertas demonstram que os momentos de ócio ou de total desligamento das tarefas e conteúdos que estão sendo estudados têm um alto impacto na capacidade de aprendizagem e assimilação de novos conteúdos. Além disso, os momentos de fazer absolutamente nada ou relaxar ouvindo uma música representam o caminho para uma mente mais criativa.



Algumas dicas para ajudar seu filho a ter um ano letivo mais leve, com muito aprendizado, incluindo brincadeiras, diversão e momentos de relaxamento são:


  • Aproveitar melhor os finais de semana, intercalando tempo ao ar livre, momentos em família, brincadeiras no mundo real e acesso somente a conteúdo adequado à faixa etária, em tempo combinado de tela;

  • Visitar parques, sem levar os brinquedos prediletos da criança, oportunizando assim momentos para relaxar e descobrir novos desafios, enquanto enriquece a memória;

  • Fazer absolutamente nada juntos: pais e filhos. E se bater o tédio, ótimo: hora de inventar novas brincadeiras ou atividades em família.

  • Encontrar tempo livre durante a semana para, depois de cumpridas as responsabilidades compartilhadas, inventar uma nova diversão;

  • Introduzir aprendizagem na brincadeira: por exemplo, cada um escolhe algo para ensinar ao outro;

  • Ouvir música juntos, sem fazer nenhuma outra atividade simultaneamente;

  • Sair para uma caminhada, sem um motivo ou necessidade além do prazer em caminhar e conversar.


Que venha um excelente ano letivo. Quem sabe o primeiro de muitos em que vocês não consigam distinguir a fronteira do momento de aprendizado e da diversão!


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Ao contrário do que se imagina, ser reprovado não traz ao estudante a consciência de que ele deveria ter estudado mais. E nem uma mudança automática na postura que levou ao baixo desempenho no ano anterior. Em muitos casos, o inverso ocorre: esse aluno/a fica tão decepcionado, frustrado ou até envergonhado, que, não sabendo como lidar com esses sentimentos, coloca na escola a culpa e a responsabilidade por ter repetido de ano. Em meio a tantos sentimentos negativos, o peso se torna excessivamente grande para que o estudante possa dar conta sozinho do desafio de começar um novo ano escolar na mesma série do ano anterior.

Para que seu filho/a possa acreditar que é capaz de mudar esse cenário e  para que tenha as habilidades necessárias para fazer a mesma série, porém com resultado diferente, precisamos ajudar com pequenos ajustes na rotina da família. E já lembrando que dentre esses ajustes não está estudar as matérias nas quais ele tirou notas baixas. Vamos então aos pontos que farão de 2024 um ano novo, com final feliz aí na sua casa e na escola.


  • Não precisa (e não deve) estudar o conteúdo da escola: que sentido faria estudar agora o conteúdo que deixou de estudar no ano anterior e que será ensinado novamente em breve? Além disso, na melhor das intenções, você, mãe/pai, acaba reforçando assim uma inversão da organização que de fato seu filho precisa ter: ele deixou de estudar durante o período de aulas e agora vai estudar nas férias? Não vamos reforçar o que não está funcionando e acabou por gerar a reprovação. Vamos ajudar para que ele se organize, começando por aproveitar as férias da melhor maneira: durante as férias tem que brincar, ver os amigos, aproveitar momentos de ociosidade para lidar com o tédio e usar a criatividade, dormir até mais tarde, ter momentos fora do mundo digital.

  • Responsabilidade compartilhada: seu filho/a precisa participar das atividades diárias da organização da casa: arrumar o próprio quarto, colocar e tirar a mesa das refeições, participar do preparo do lanche ou jantar em família. Ir junto com você fazer a compra no supermercado e ajudar com as sacolas quando chegar em casa. E isso nada tem a ver com ter sido reprovado na escola, embora seja uma das formas de preparação para um ano letivo tranquilo, com energia para prestar atenção, fazer a lição de casa, estudar os conteúdos antes das provas. Ao participar das atividades da casa, seu filho desenvolve senso de responsabilidade e descobre o quanto é capaz, melhorando assim a autoestima. Essas habilidades serão fundamentais para uma nova postura como estudante!

  • A Leitura é um recurso que vai ajudar seu filho a superar dificuldades em qualquer matéria. Sim, em todas elas. Mesmo os conteúdos de Exatas. Muitos casos de baixo desempenho são gerados por dificuldade na interpretação de texto, não entendimento do enunciado, falta de concentração na atividade a ser desenvolvida. O hábito da leitura ajuda a trabalhar todas essas questões, enquanto enriquece o repertório e traz oportunidades para que seu filho aprenda sobre empatia, autoconhecimento, tristeza, solidão e outros sentimentos que muitas vezes não são conhecidos ou verbalizados por crianças e adolescentes. Deixe que seu filho escolha o gênero que mais o atrai: suspense, ficção, romance ou até mesmo revista em quadrinho ajuda no início, até que o momento da leitura tenha sido incorporado no dia a dia. E não tem problema começar bravo, reclamando porque tem que ler. Assim como você garante que os hábitos de higiene sigam acontecendo, apesar das reclamações, a Leitura também logo será parte da vida do seu filho, se você não desistir.

  • Participar de todos os momentos e atividades relacionadas ao retorno das aulas é essencial: começando pela compra e organização do uniforme e tempo para arrumar as gavetas e armários. Escrever a lista de material  que precisa ser comprado e ir junto com você à papelaria, já com um combinado sobre o quanto vocês podem gastar e arrumar a mochila são atividades que ajudam no desenvolvimento de competências fundamentais para um melhor desempenho acadêmico.

  • O ajuste nos horários de ir para a cama e acordar, quando feito a partir da última semana de férias garante que o estudante esteja com sua capacidade máxima de aprendizagem e relacionamento no retorno às aulas. Faça junto com seu filho/a uma tabela com a rotina diária a partir do início das aulas, incluindo, além do horário de ir para a cama, a hora da lição ou estudo, de segunda à sexta feira, no mesmo horário.


Tempo em família, para conversar, jogar, conversar sobre o dia que tiveram e fazer juntos refeições sem tela completam a lista de ajustes que estão ao seu alcance e que farão deste um ano letivo diferente, com dias mais leves e resultado positivo para todos.


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Vivendo em um país de dimensões continentais, temos o início do ano letivo acontecendo em datas diferentes, desde quinze de janeiro até a última semana de fevereiro. Apesar dessa diferença de calendário letivo, entre os pais e adultos responsáveis por crianças e adolescentes em idade escolar há uma preocupação em comum, seja qual for a região do Brasil: a adaptação a uma nova escola.

É possível aliviar a pressão e ansiedade que a situação gera nos estudantes, sejam eles crianças ou adolescentes, a partir de alguns ajustes na reta final das férias escolares e nas primeiras semanas de aula. O ponto de partida precisa ser o próprio adulto responsável: culpa, remorso, medo do filho/a enfrentar desafios na adaptação estão entre os pontos que geram ansiedade e estresse que acabam sendo transferidos para os estudantes. Respire fundo e vamos juntos às ações de simples aplicação que vão fazer toda a diferença para um ano escolar mais leve e com muito aprendizado para todos.


  • Lembre que essa escola é o melhor que você pode oferecer ao seu filho. E que ao longo da vida vocês terão mudanças que virão sem aviso prévio: a morte de uma pessoa querida, um divórcio, uma relação de amizade que termina. A mudança de escola é só uma oportunidade segura de ajudar seu filho a se preparar para enfrentar desafios que fazem parte da vida. Juntos você, a escola e seu filho/a vão superar qualquer obstáculo que possa surgir.

  • Não espere que seja tudo perfeito. Imprevistos e mudanças são parte da vida. Tentar se antecipar e prever tudo o que pode acontecer só gera mais estresse e tira de você a possibilidade da vivência dessa fase da vida do seu filho/a. Quando, e se necessário, você vai conseguir encontrar alternativas para o que não estiver funcionando. Ao tentar prevenir toda e qualquer surpresa, você perde de viver o presente, único momento em que pode ajudar seu filho a desenvolver habilidades para o ano letivo que o aguarda.

  • Seja o modelo para aquilo que espera do seu filho: calma, expectativa positiva sobre a capacidade para enfrentar o novo e, principalmente, você precisa fazer novas amizades e estar aberto a conhecer, sem julgar, os pais das crianças que serão colegas de classe do seu filho.

  • Esteja aberto para ouvir sobre insegurança, medo, expectativas que seu filho tenha. Deixe que ele/a fale, sem que você interrompa com respostas imediatas. Quanto mais você conseguir dizer, “entendi minha filha/o” e voltar ao silêncio, mais ele/a vai trazer os sentimentos que tiver em relação às novidades que estão por vir.

  • Envolva seu filho na compra do uniforme, organização dos horários, compra do material escolar e preparação da mochila. Essa é uma forma para ajudar a construir sentimento de controle somente sobre o que pode ser controlado. E de estimular o desenvolvimento de autonomia e sentimento de competência:  ser capaz de dizer a si mesmo: “sim, eu sou capaz” é muito diferente de ouvir que é capaz, sem ter de fato feito nada.

  • Em momentos nos quais o assunto não seja a nova escola, pergunte o que seu filho acha que vai ter de diferente este ano na vida de vocês. Deixe que ele traga alguns pontos e vá acrescentando o que você imagina também: novos amigos, que são os pais dos seus novos colegas na escola, um caminho novo a fazer na ida para a escola e volta para casa, novos horários e mais, muito mais.

  • Faça ajustes na rotina para garantir tempo fora das telas, para gerar oportunidades de enfrentar a realidade como ela é, sem botão de avançar, sem poder acelerar uma tarde nublada ou um momento de tédio. O equilíbrio no uso das telas vai impactar de forma positiva a adaptação na nova escola e o processo de aprendizagem ao longo de todo o ano letivo que está começando. 


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