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4 Fatores que levam os pais a desistir de estabelecer regras quanto ao tempo de uso de telas

Seu filho não vai conseguir se desconectar sozinho. Os aplicativos, jogos e programação online têm um poder imenso de prender a atenção e gerar uma necessidade extrema por mais e mais estímulos da tecnologia.


É impossível que um nativo dessa geração consiga dizer que cansou, que não quer mais ou que prefere fazer outra atividade fora da tecnologia. Especialmente quando não houve tempo para que essa criança ou adolescente aprendesse a viver no mundo real. Descobrir os prazeres do olho no olho e da convivência com outras pessoas são aprendizados que dependem de nós, adultos responsáveis. Faz parte das nossas responsabilidades ajudar nossos filhos a encontrar esse equilíbrio.

O maior desafio para os pais, mães e avós é vencer o medo e a dor que sentem ao ver a reação negativa das crianças e adolescentes quando precisam desligar suas telas. Esses medos, dores e traumas que são nossos, dos adultos responsáveis, precisam ser entendidos e aliviados para que possamos cumprir esse papel tão importante: ensinar sobre equilíbrio.


Vamos abordar alguns pontos que levam os pais e responsáveis a recuar ou desistir de estabelecer regras quanto ao tempo de tecnologia diante da reação dos filhos.


Vamos juntos buscar estratégias para manter a determinação, sem perder o respeito pelo desafio que essa mudança representa para nossos filhos. Você consegue pensar que sentimentos fazem você recuar, quando seu filho resiste em desligar a tecnologia?


1. Precisamos aceitar que nossos filhos vão enfrentar momentos de frustração até conseguirmos uma rotina equilibrada no uso da tecnologia. E somos nós os responsáveis por garantir que eles aprendam a enfrentar esse desafio.


Mais vale um filho bravo junto com você, do que feliz, perdido no mundo digital.

Se não ajudarmos nossos filhos a encontrarem o equilíbrio entre a vida real e o tempo que passam na tecnologia, teremos falhado com eles. O maior desafio não é conseguir que eles desliguem o equipamento. Nosso grande problema é aceitar que vai ter frustração, vai ter choro, vai ter lamentação e mesmo assim precisamos manter a regra da hora de se desconectar. Combine o horário que a partir de agora seu filho terá que desligar o equipamento. E faça cumprir. Não negocie. Se deu o horário combinado, tem que desconectar. Você vai precisar manter a calma. Deixe que seu filho reclame. E você só reconhece os sentimentos que ele colocar. “É chato mesmo filho, eu entendo.” E volte ao silêncio. Se tiver choro, diga que você entende o quanto é difícil e que você está junto com ele. E volte ao silêncio. Se houver ameaça ou gritos, você avisa que conversa somente quando ele conseguir manter o respeito. E silêncio. Você só precisa de poucos momentos assim e seu filho vai encontrar o equilíbrio. Quanto mais difícil for esse momento, maior a prova de que seu filho está precisando muito desse tempo sem tecnologia. Não desista. Não deixe que o vício que está tentando dominar seu filho seja mais forte do que seu amor por ele. Seja firme e determinada/o para não voltar atrás. Seja doce e carinhosa/o, mantendo a calma necessária para seu filho entender que você não vai ceder. E toda vez que surgir um “Por que eu não posso ficar mais tempo?”, repita sempre a mesma resposta, quantas vezes for necessário: “Porque eu amo você, meu filho/a!”



2. Um dos motivos por que é tão difícil diminuir o tempo que nossos filhos passam conectados é nossa própria rotina corrida.


São sempre tanto afazeres que mal percebemos o quanto reforçamos o padrão de consentir que eles fiquem só mais um pouquinho e depois só mais um pouquinho, até que não conseguem mais ter controle sobre o próprio tempo. Inicialmente dá um trabalho enorme para nós, os responsáveis, ter filhos desconectados por mais tempo. Mas os benefícios que todos colhem desse tempo vão para a vida toda. Filhos mais equilibrados emocionalmente, melhor autoestima, maior capacidade de concentração, mais respeito nos relacionamentos. E muitas outras habilidades que vão fazer a diferença no envolvimento com os estudos e na aprendizagem. Pense nesse período como o investimento de maior retorno que você fará na vida. Seu investimento será de tempo e energia. Inicialmente você precisa estar próxima para conversar, ensinar que há possibilidades e descobertas no mundo real e ouvir as lamentações. E logo seu filho encontra seu próprio equilíbrio. Mas até lá, você vai sim deitar mais cansada. Vai sim precisar deixar acumular algumas roupas e trabalhos. Devagarinho pode envolver seu filho para ajudar nessas atividades, enquanto vocês conversam. Mas vai precisar de tempo só para vocês, até que o mundo equilibrado, com menos tempo conectado volte a fazer sentido e seu filho possa estar seguro para crescer sem a dependência que a tecnologia gera. Vocês vão conseguir e os momentos de paz em família vão fazer ter valido a pena toda a energia que você colocar nesse desafio!


3. Sabe aquele medinho escondido lá no fundo do peito? Aquele que você não conta nem para si mesma? O receio do seu filho amar menos você ao ser contrariado? Então, livre-se desse pesadelo, pelo seu bem e pelo bem do seu filho!


Seu filho não vai deixar de amar você. Ao contrário, quanto mais você ajudar a construir um caminho em que ele se sinta seguro, mais próximos vocês ficarão. Limites trazem segurança para crianças e adolescentes. O fato do seu filho desafiar você não significa que ele não aceite limites. É simplesmente parte do crescimento e do desenvolvimento das habilidades necessárias para lidar com os desafios da vida real. Tudo bem ver seu filho frustrado porque não gostaria de se desconectar. Tudo isso é parte do crescimento dele, da construção de uma estrutura sólida para aguentar os desafios mais difíceis que virão. No momento em que você estabelece as regras de tempo de uso de tecnologia e garante que sejam cumpridas, não é hora de discutir relação ou de considerar o que ele diz sobre você. Aliás, é hora de manter a calma e uma postura de respeito. E exigir a recíproca. Sem respeito, não há conversa. Se ele disser que não gosta mais de você, mantenha sua doçura e diga que você o ama do mesmo jeito. Só isso. Dê um tempo para que seu filho possa lidar com sentimentos que não conhece e não sabe como controlar. Depois que estiver mais calmo, pergunte se ele quer conversar. E repita que você está sempre pronta a falar e ouvir, ouvir muito. Se bater a insegurança por medo de não ser amada, busque ajuda para reabastecer seu amor próprio. Lembre-se das vezes que se revoltou contra seus pais e de como enxerga hoje tudo o que eles fizeram por você. Dentro de você está a força que você precisa para ajudar seu filho a ter melhor autoestima e força para vencer seus próprios desafios. Vai dar tudo certo. E você será sempre muito amada!


4. Não tem nada de errado com você. Educar filhos em tempos de abundância de tecnologia é realmente um desafio gigantesco, sem precedentes. Você não precisa dar conta disso sozinha/o!

Buscar ajuda. Eis o lema que precisa ficar registrado na sua cabeça. Não se deixe levar por momentos de tristeza, cansaço, desolação pelos desafios que está enfrentando na educação do seu filho. Mesmo antes da pandemia, educar filhos na era digital já era uma missão que exigia demais dos responsáveis. Os meses longe da escola, as aulas remotas, a falta de contato com os amigos agravou ainda mais as demandas para as famílias. E tornou a busca pelo equilíbrio no tempo em que os filhos passam conectados uma saga ainda mais cheia de segredos e dificuldades. Busque ajuda. Não desista pelo cansaço ou por ter tentado opções que não funcionaram. Estamos aqui para ajudar você conseguir uma rotina equilibrada para seu filho. Juntas vamos conseguir que a escola, a família e a tecnologia ocupem seus devidos lugares, com o peso que cada um precisa ter no processo de educação de nossas crianças e adolescentes. Que venha um final de semana de paz dentro de casa e muito amor em família!


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