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As aulas remotas se tornaram um dos grandes desafios que muitas famílias vêm enfrentando nos últimos meses. E por mais que ter os filhos estudando em casa tenha traga dúvidas e muito transtorno para dentro de casa, existem situações ainda mais estressantes. Muitas famílias se viram sem chão ao perceberem que não conseguiriam mais pagar a escola privada do filho.

A perda do poder aquisitivo impactou os lares em cheio. Segundo o site “Melhor Escola”, um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no início de janeiro, o Brasil registrou uma queda média de 21% na renda mensal de trabalho.

A queda na renda familiar gerou uma situação inédita de perde-perde para muitas instituições. Perderam as escolas privadas, com a queda na receita e a necessidade da redução no número de funcionários. Perderam as famílias e alunos que já tinham uma relação de confiança com a escola e a sensação de estar oferecendo ensino de qualidade para os filhos. E vão perder também os professores e alunos das escolas públicas que, de repente, se vêm com um número ainda maior de alunos para serem atendidos, sem que haja tempo ou recurso para adaptações necessárias.

Felizmente nem tudo está perdido. Há boas notícias em meio a tantas preocupações. O ajuste necessário nas finanças da família pode ser feito sem que seja preciso abrir mão da escola privada. E para as famílias que já tinham filho na escola pública, mas seguem com o sonho da escola particular, a esperança pode se transformar em realização ainda para este ano letivo.

A Bolsa de Estudo é uma opção que está disponível e pode transformar o sonho da escola privada em realidade para muitas famílias.

Existem várias formas de adquirir uma bolsa de estudos para as crianças, confira:

1. Desempenho escolar Algumas instituições de ensino realizam concursos de bolsas a fim de selecionar alunos com bom desempenho escolar. Dependendo do resultado obtido, os estudantes são contemplados com bolsas parciais ou integrais.1.

2. Bolsa de estudo familiar

Geralmente, famílias que possuem mais de um filho matriculado na mesma escola recebem um desconto na mensalidade conforme a quantidade de crianças. Por exemplo, famílias com dois filhos recebem 15% de desconto, famílias com três filhos recebem 25% de desconto no valor total. Vale lembrar que a definição do percentual de desconto varia de instituição para instituição e nem todas fornecem esse tipo de serviço.

3. Renda

Existem colégios que oferecem bolsas de estudo para famílias que não têm condições de arcar com a mensalidade escolar. Nestes casos, a instituição avalia a situação socioeconômica da família, concedendo o percentual que achar válido.

4. Atletas

Apesar de ser mais comum nos Estados Unidos, algumas escolas destinam bolsas de estudos para alunos que se destacam esportivamente. Em contrapartida, esses estudantes representam a instituição em competições como os Jogos Estudantis Brasileiros (JEB’s) e os Jogos da Juventude. Além do suporte financeiro, os colégios também ajudam através de outros benefícios como material escolar, transporte, alimentação e uniforme.

Além dessas modalidades de bolsas de estudo, há também programas desenvolvidos pela iniciativa privada, como é o caso do Melhor Escola. Como forma de ajudar os familiares e contribuir com a democratização da educação, ampliando o acesso ao ensino de qualidade, a plataforma oferece bolsas de estudo de até 80%. Através do Melhor Escola, as famílias podem economizar entre R$3,5 mil e R$11 mil por filho a cada ano, segundo os especialistas da plataforma. Atualmente, a plataforma conta com mais de 7,5 mil escolas parceiras espalhadas pelo Brasil,  desde o ensino infantil até o ensino médio. Ao todo, o Melhor Escola possibilitou 15 mil famílias o sonho de proporcionar uma educação de qualidade para os seus filhos. 5. Como fazer para conseguir uma bolsa do Melhor Escola?

Para conseguir uma bolsa de estudos no Melhor Escola, o aluno não precisa realizar uma prova ou comprovar a renda mensal familiar. Basta acessar o site, selecionar a cidade, o bairro e a série desejada, e iniciar sua pesquisa. Lá, você encontrará informações sobre infraestrutura, metodologia de ensino, turnos oferecidos e, ainda por cima, terá acesso a depoimentos de pais, alunos e ex-alunos sobre as escolas. Após encontrar a escola ideal com o desconto que atenda as suas necessidades, você só precisará efetuar o pagamento da pré-matrícula e pronto, a bolsa de estudos do seu filho estará garantida. Sensacional, não é mesmo? Esperamos que essa dica ajude você a proporcionar uma experiência inesquecível e enriquecedora para o seu filho.

Estamos errando feio ao definir a função da pessoa que fica com nossos filhos enquanto trabalhamos ou fazemos atividades que não envolvem os filhos. Fazemos uma grande confusão ao deixar o sentimento de culpa por ter que deixar o filho falar mais alto do que a responsabilidade por educar. Na prática, isso acontece quando exigimos ou deixamos que a pessoa que vai ficar com nosso filho passe a servir ao invés de cuidar dele. Cuidar é atentar, ter interesse, zelar, tomar conta. E cuidar envolve dar carinho, atenção, passar sensação de segurança e educar. Tanto uma babá, quanto os avós dividem hoje esse papel com os pais. Nos dois casos, é comum que esse objetivo de “cuidar” acabe sendo substituído pelo “servir”. E aí, não importa a motivação ou intenção do cuidador, a criança ou adolescente acaba tendo sua educação prejudicada. Uma criança que cresce com o pressuposto de que ela deve ter alguém para servi-la tem sérias dificuldades para se adaptar na escola, no relacionamento com os colegas, no respeito a regras de convívio social. Além disso, crescem com auto estima baixa, em geral encoberta por uma grande insegurança disfarçada de carência ou arrogância. Conforme ela cresce, outras pessoas passam a sofrer também as consequências da baixa auto estima que tem uma criança que só aprendeu a esperar que alguém a sirva. Professores, colegas de sala, os próprios pais, avós e cuidador/babá: todos envolvidos em um tsunami de emoções e habilidades que não encontram uma base sólida na qual possam se equilibrar. Ao longo deste texto, vamos falar sobre a diferença entre “cuidar” e “servir” a partir de rotinas que fazem parte do cotidiano de uma família. E vamos juntos fazer o máximo para que seu filho seja muito bem cuidado e que jamais dependa de alguém para servi-lo com a felicidade que só ele mesmo poderá construir!

Seu filho só come se alguém andar com o prato atrás dele/a ou com uma pessoa dando comida boca? Pense friamente: ele foi capaz de estipular essa regra, mas não é capaz de comer sozinho?

A base para o desenvolvimento das tão comentadas e fundamentais habilidades socioemocionais está aí, na hora da comida. “Ah, ela só come se eu der na boca e for andando com o prato por onde ela for!”. Será mesmo? Como uma criança que o responsável diz não ser capaz de sentar e comer a própria comida definiu que ela só vai comer se um adulto ficar correndo com um prato atrás dela? Onde ela aprendeu que essa era uma opção? A resposta é simples: um adulto ensinou a ela. Além de fazer isso, na prática, pense em quantas vezes você contou isso para alguém, com seu filho perto, ouvindo você afirmar que ele só come se alguém for atrás dele com o prato. Essa criança é muito inteligente, esperta e fortíssima candidata a ter sérios problemas de foco, concentração, paciência. A consequência vai eclodir na escola, desde a Educação Infantil e se agravar cada vez até a fase de alfabetização. Cuidar de uma criança é dar a ela oportunidade para desenvolver as habilidades que serão necessárias para vencer desafios da vida real. É demonstrar que acredita na capacidade que ela tem para aprender. É ser persistente até que ela tenha aprendido a comer sentada, à mesa,  segurando a colher com as próprias mãos. Deixar que ela coma enquanto anda, corre, brinca é servir. Dar comida na boca de uma criança que passou dos dois anos de idade é servir. Arrumar as desculpas para fazer as duas anteriores (ele tá chatinho porque tá com virose; temos horário para sair; ela gosta que eu dê na boca…)  é servir. Uma criança que é servida, ao invés de ser cuidada no momento das refeições, não desenvolve habilidades sociomocionais. Além disso, tem menor coordenação motora fina, independência e autonomia – todas estas habilidades essenciais para um relacionamento positivo com a escola, com o processo de aprendizagem e com as pessoas com as quais convive!

Ao se vestir sozinha a criança melhora o nível de auto estima, coordenação motora, paciência, atenção estendida, comunicação oral e consciência de tempo e espaço. Seu filho teve oportunidade hoje para desenvolver essas habilidades?

Ensinar seu filho a se vestir sozinho talvez seja um dos melhores presentes que você pode dar a ele. Seguimos no piloto automático, ou nós mesmos, os pais, vestindo a criança quando que ela já está pronta para fazer isso, ou colocando essa atividade como parte das funções de quem confiamos para cuidar de nosso filho. O resultado é uma criança dependente e insegura. A médio prazo, momentos de estresse na hora da tarefa, da escrita e da leitura que poderiam ser evitados. Sim, isso tem uma relação direta com habilidades que não foram desenvolvidas em rotinas simples como a de aprender a se vestir. Comece deixando que seu filho/a tire a própria roupa com sua ajuda e vá se tornando espectador o quanto antes. Para ensinar seu filho a vestir a roupa, comece devagar, sempre com o final do processo primeiro e aos poucos vá acrescentando os passos anteriores. No caso da calça ou shorts, por exemplo, você coloca até o joelho e ele puxa até a cintura. Aos dois anos a criança já é capaz de fazer isso tranquilamente. Assim que esse passo estiver assimilado, você arruma a calça sobre um tapete, no chão, seu filho “entra” na roupa e sobe até a cintura. Quando tiver dominado esse passo, você entrega para ele já com o lado certo para frente e ele veste sozinho. E finalmente, mostra como encontrar o lado correto para vestir a peça toda sozinho. Pronto para aprender a vestir outra peça do vestuário. Aos cinco anos uma criança é capaz de se vestir sozinha e necessita de pouca ajuda para os processos mais sofisticados como fechar um zíper, abotoar, amarrar um cadarço. Comece sempre nos finais de semana, quando há mais tempo disponível. Nada pode ser mais importante do que educar para que ele sinta orgulho de si mesmo e tenha recursos para enfrentar outros desafios que levarão à autonomia e independência. O papel do adulto não é vestir a criança, mas sim ensinar com paciência e reconhecer o esforço!

Uma criança que não aprende em casa a guardar e organizar seus próprios brinquedos não vai assumir suas responsabilidades como aluno mais tarde! 

 Se é tão mais rápido e menos estressante determinar que alguém vai guardar os brinquedos, porque deixar que seu filho faça isso? Simplesmente porque não é justo com a criança deixar que ela cresça sem desenvolver o senso de responsabilidade. Isso é um exemplo dos mais clássicos sobre como ensinamos a nossas crianças que elas devem esperar que alguém esteja disponível para servi-las. Com a desculpa que damos a nós mesmas de facilitar e agilizar o dia a dia, vamos tirando de nossos filhos a base necessária para que eles amadureçam e tenham um desenvolvimento saudável em todos os aspectos. Ter dó de uma criança que faz manha para não cumprir uma responsabilidade simples como essa é plantar um campo de dificuldades para ela colher sozinha em um futuro muito próximo. Baixa auto estima, baixa capacidade de concentração, baixa tolerância a situações de estresse, baixa criatividade e nenhuma auto confiança. São esses os resultados pelo tempo economizado quando um adulto assume pela criança a responsabilidade de guardar os brinquedos. Mas nunca é tarde para reverter esse quadro. Peça ajuda para seu filho e organize os brinquedos em caixas etiquetadas de acordo com o que ela deve conter. Para crianças ainda não alfabetizadas, a etiqueta pode mostrar a imagem do que vai naquela caixa. As caixas podem ficar em prateleiras baixas, ao alcance da criança ou empilhadas no chão, em algum canto do quarto, em pilhas baixas. Comece guardando junto com seu filho. Vá saindo de cena aos poucos, sem dar tanta importância para reclamações e manhas. Só reconheça o sentimento, “sim, é cansativo mesmo!” ou “é mesmo, às vezes dá uma preguiça”, mas mantenha a responsabilidade sendo da criança. Reconheça com muita energia o esforço colocado assim que seu filho terminar. Isso sim é cuidar, educar, formar um cidadão capaz de construir a vida que sonhar para ele, desde muito, muito cedo!

Se ninguém consegue cumprir as atividades normais do dia a dia enquanto a criança não dorme, está na hora de rever essa rotina. 

Por mais que a intenção seja a melhor, não é justo criar um filho em um mundo irreal e depois querer que ele se ajuste ao mundo real. Dar a uma criança uma vida de rei significa deixar que ela colha depois os frutos dessa educação. Um rei tem pouquíssimos ou nenhum amigo. Um rei tem súditos que o servem por medo e não por respeito. Seu filho vai assumir o papel que os adultos que o cercam derem a ele. Mas só vai encontrar felicidade se for capaz de construir relacionamentos saudáveis, auto estima em bom nível, segurança na própria capacidade de resolver problemas e enfrentar desafios. Como ensinar tudo isso a uma criança? Dando a ela oportunidades de enfrentar desafios menores, dentro da segurança do lar, acompanhada de pessoas que deveriam ser responsáveis por cuidar dela. E não dá para fazer as duas coisas: ou você serve ou você cuida. No amor pela criança é, você encontra a força para o limite que precisa ser estabelecido. Você encontra energia para esconder o sentimento de culpa ou de pena diante de uma situação desafiadora da criança: uma injeção necessária, o remédio que tem gosto ruim, mas cura. Assim são os momentos em que a criança brinca ou cumpre suas responsabilidades enquanto o adulto responsável cumpre as dele. Em alguns momentos, você deve sim deixar a limpeza ou o trabalho de lado por algumas horas para brincar de casinha ou de esconde-esconde. Em outros, seu filho precisa aprender autonomia e independência, com você por perto. Toda criança precisa de um adulto responsável e carinhoso. Nenhuma criança merece súditos que fazem por ela aquilo que ela já está pronta para fazer! Ensinar seu filho a esperar, a respeitar o tempo que você precisa para descansar e fazer suas atividades em casa também é um sinal de amor!

Todo o contexto no qual vivemos nos leva ao imediatismo. Os diversos recursos da tecnologia nos fazem cada vez mais acreditar que tudo pode ser resolvido com um clique. O botão de avançar está presente em tantos momentos da vida que as crianças crescem sem oportunidades para desenvolver a paciência.

Uma criança não nasce paciente. Ela desenvolve essa habilidade ao longo da infância e na adolescência, desde que as condições estejam presentes. Quando éramos crianças, o próprio ritmo de vida e estrutura familiar geravam oportunidades na rotina da família para que a paciência fosse desenvolvida. Tínhamos mais irmãos e menos eletrônicos dentro de casa. Era preciso esperar o irmão sair do banheiro para que pudéssemos tomar banho ou escovar os dentes. O programa de tv favorito, passava uma vez por semana. Depois era esperar até a semana seguinte. Se queríamos ouvir nossa música favorita, tínhamos que esperar tocar no rádio. Outra opção era comprar um disco de vinil ou fita cassete.

Em ambos os casos, dava um trabalho para ouvir somente as músicas que você mais gostava: era preciso virar o disco ou avançar a fita, sempre errando o ponto de início da música. O mesmo valia para assistir a um filme: ir na locadora, esperar alguém devolver a fita que você queria ver, rebobinar a fita para não pagar multa. Eram tantas as situações em que desenvolvíamos naturalmente a paciência que nem era preciso que nossos pais planejassem nos ensinar a esperar.

Sem essa habilidade, seu filho terá uma vida ainda mais desafiadora. A relação com os estudos depende de paciência. Aprender requer paciência. A relação com outras pessoas requer paciência. Mas como ensinar paciência em um mundo cuja pressão para vencer o tempo está sempre presente?

  1. Crie situações em que seu filho tenha que esperar a vez dele. Paciência se desenvolve na prática. E a rotina da família é seu principal aliado.

Vivendo em famílias menores e acostumadas desde muito pequenas a terem seus desejos atendidos de imediato, nossas crianças acabam crescendo sem saber esperar. A Paciência é uma habilidade essencial para que o processo de aprendizagem formal aconteça de forma tranquila. Além disso, a convivência com pessoas a quem amamos e com aquelas que passarão por nossas vidas em diferentes circunstâncias requer uma boa dose de paciência. Para amar e ser amado, precisamos aprender a respeitar o tempo do outro. Ser capaz de focar em metas de médio e longo prazo, desenvolver habilidades que nos ajudem a levar uma vida mais saudável e feliz, tudo isso requer paciência. Entender que algumas vezes é preciso recomeçar do zero, reconstruir a própria vida, as crenças, a capacidade de amar a si mesma, requer paciência. Apesar de ser tão importante, não existe uma teoria para ensinar essa habilidade. Ela é uma construção que jamais estará terminada, mas que torna seu filho mais forte e preparado para a vida a cada tijolinho acrescentado a essa obra. A dica de hoje é que você se coloque como uma pessoa com a qual seu filho tenha que dividir a vez. Mesmo em atividades que ele mais gosta, algumas vezes você começa, outras ele é o primeiro. Até a tecnologia pode ser usada para ajudar seu filho a desenvolver paciência. Jogue com ele os games que ele mais gosta, intercalando sua vez e a dele. No carro, coloque uma playlist com músicas escolhidas por cada um de vocês, porém que sejam intercaladas. E faça comentários para que tenham consciência de quem escolheu aquela música que estiver tocando no momento: “agora é a música que a mamãe escolheu…”. Simples assim, em pequenas doses, no dia a dia da família, a paciência vai sendo construída de forma sólida e com memórias agradáveis, que ficarão para sempre!

2. Aproveite aquele brinquedo, viagem ou presente tão desejado para ajudar seu filho a desenvolver a paciência.

Aquele “mãe compra” ou “pai, eu quero” pode ser a ferramenta que você precisa para ensinar seu filho a ter paciência. Ao invés de um “não” com maior ou menor intensidade ou do “sim” cheio de culpa e remorso, que tal responder com um “você mesmo pode comprar!”. Aproveite o sonho de consumo que seu filho tem neste momento e transforme em uma oportunidade que vai render frutos pelo resto da vida. Combine que ele vai poder comprar aquele objeto de desejo assim que ele juntar dinheiro suficiente para isso. Se ele já tem uma mesada, vai ter que poupar o tempo suficiente para juntar o valor total necessário. E aqui está um ponto importante. Sabe aquela tentação de completar o valor quando falta bem pouco? Pois é, não vale. Para ajudar no desenvolvimento da habilidade de paciência, os pais precisam ser os primeiros a aplicar a paciência. Quando você completa o que falta, quebra o ciclo que gera vários impactos positivos, entre eles a auto estima e a capacidade de esperar até que um sonho possa ser realizado com o próprio esforço. É exatamente na reta final que vem aquela ansiedade e que conseguir controlar o impulso vai gerar mais memórias positivas. Vale também repensar alguns momentos do final de semana ou férias: vamos passear na praça aqui perto de casa ou no shopping? Se formos na praça você pode guardar o dinheiro que gastaríamos com brinquedos no parquinho do shopping e ficar mais próximo do valor que precisa juntar. Se nesse momento passou um “ah, tadinho” na sua cabeça, está na hora de refletir sobre o quanto você está preparando seu filho para os desafios que ele vai enfrentar desde muito cedo. Uma convivência saudável e harmoniosa com os colegas de escola muda para melhor a vida dele como aluno em todos os aspectos. Sem paciência, mesmo os pequenos desafios se tornam uma barreira para a convivência social e o aprendizado!

3. Personagens, jogos e influenciadores que atraem a atenção do seu filho no mundo digital podem ajudar a desenvolver a paciência no mundo real.

A recompensa imediata que a tecnologia permite gera uma grande dificuldade em desenvolver a paciência para lidar com o mundo analógico. O tempo de resposta do mundo digital é cada vez mais curto. Encontrar uma resposta, personalizar uma página, pular aquilo que não desejamos ver ou ouvir são ações de execução tão simples e de retorno tão imediato que vamos ficando cada vez mais impacientes na hora de lidar com o mundo real. Encontra o equilíbrio no tempo de uso da tecnologia é um caminho para os adultos e uma necessidade primordial para as crianças. Porém, há também maneiras de usar aquilo que mais atrai seu filho no mundo digital para ajudar a desenvolver a paciência na vida real. Para as crianças, é possível imprimir desenhos, personagens e atividades para serem feitas no concreto, usando papel, caneta, lápis de cor. Recortar personagens, colorir e montar os cenários que fazem parte do programa que assistem online é uma excelente forma de praticar a paciência enquanto desenvolvem diversas outras habilidades como coordenação motora e criatividade. Aproveite as férias escolares para reunir mais crianças mantendo uma só opção de cada recurso. Por exemplo, três crianças têm uma só tesoura sem ponta, uma caixa de lápis de cor, uma cola. Ao ter que compartilhar os recursos disponíveis, têm também oportunidade para desenvolver a paciência. No caso de filhos mais velhos, sugira que criem juntos vídeos sobre assuntos que gostem, dividindo a responsabilidade por definir o tema dos vídeos, organizar o espaço, escrever o texto que servirá de base para a fala, editar o vídeo. Os vídeos produzidos ser assistidos por toda a família, quando se reunirem em casa depois do trabalho. Eventualmente, com a aprovação dos pais, podem também se tornar um canal do Youtube. Ao contrário do que imaginam os filhos, há muito trabalho e paciência por trás de um canal de sucesso!

4. A dica mais simples que você vai receber para ajudar seu filho a desenvolver a Paciência. E também a mais difícil de ser colocada em prática.

Juro que nós duas amamos a tecnologia. Confesso que não vivo sem uma boa conexão de internet e um celular. E juro também que seu filho precisa conhecer e dominar esse mundo hightech, ou será um ET aqui na Terra. Um dos pontos que mais prendem a atenção dos pais em nossas palestras com o tema “Tecnologia” é nossa fala sobre o quanto é prejudicial para os filhos ter a tecnologia tirada do dia a dia como forma de castigo. E defendemos a tecnologia como um dos caminhos para a tão necessária personalização do ensino. Eu poderia ir até o final deste post só contando minha experiência de amor, aprendizagem e paixão pela tecnologia, especialmente quando integrada à educação. Tudo isso para mostrar que nada contra a tecnologia, nada! Então lá vai a dica de hoje: pelo amor que você tem a esse filho/a, elimine qualquer telinha e fone de ouvido do seu carro. Aqui não é aquele “faça um combinado” que nós adoramos sugerir. Agora é “proíba terminantemente” vídeos e fones de ouvido durante o trajeto de carro seja de onde for, para onde for. A tecnologia como distração dentro do carro é como um zumbi que você deixa ali, pronto para roubar a habilidade de paciência que seu filho precisa desenvolver. Todo trajeto fica curto quando estamos distraídos olhando para uma telinha. E vazio também. E sem vida também. “E se tiver trânsito parado?” Conversem. Cantem. Contem histórias. Aproveite também para conhecer quem é seu filho quando fica entediado e descubra se a professora dele é tãooo impaciente quanto você pensava.

Pratiquem juntos a arte de tornarem-se criativos a partir do tédio compartilhado. E lembre-se desses momentos quando seu filho colher os frutos da paciência que você ajudou a desenvolver. Eles virão nos relacionamentos pessoais, nos estudos, na vida profissional, na educação dos seus netos e nos cuidados com você, quando os papéis se inverterem!

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