Uma dica para as férias que ajuda na preparação para o volta às aulas!

A novela “das oito” começa cada vez mais tarde. Videogames, jogos e redes sociais são cada vez mais envolventes e mais difíceis de serem abandonados na hora do descanso. Seja por falta de limites dos pais, por ficarem conectados ou pela rotina cada vez mais intensa da vida moderna, jovens e crianças dormem cada vez menos. Dormir tarde e acordar cedo é a realidade da geração zumbi que está cada vez maior nos dias de hoje.

Recebemos muitas dúvidas do tipo: “meu filho passa a noite inteira jogando no computador, o que devo fazer?” Começamos nossa resposta frisando que se o filho passasse a noite inteira estudando física, a preocupação deveria ser a mesma: a criança e o adolescente precisam passar a noite inteira dormindo.

Você sabia que, enquanto estamos acordados, nosso cérebro produz um fluído tóxico que vai se acumulando entre as células?  Quando você dorme, as células do cérebro encolhem e abrem espaço para que o fluído tóxico seja liberado.

Passar a noite acordado, estudando antes de uma prova, ou jogando videogame na noite anterior da aula, resulta em um cérebro cheio de fluído tóxico circulando pelas suas células. Isso causa a sensação de não conseguir pensar com muita clareza e de não conseguir entender a matéria. Tentar pensar com o cérebro cheio de fluído tóxico é como se você tentasse dirigir um carro abastecido de gasolina misturada com açúcar. Não vai funcionar direito.

Além de limpar as toxinas do cérebro, dormir também faz parte do processo de aprendizado e memorização. Durante o sono, o cérebro reforça novos aprendizados e revisa processos nos quais você tenha tido dificuldade durante o dia.

Na verdade, apesar de parecer uma perda de tempo para alguns jovens, dormir é uma maneira do cérebro se manter limpo, saudável e de fortalecer todo o aprendizado do dia.

Qual a nossa solução para que seu filho durma mais? Simples, porém não fácil de ser aplicada:

Colocar limites. Você pode sim estabelecer uma hora para ele ir dormir.

Se ele não consegue dormir cedo, nossa sugestão é deixar que ele leia um livro deitado até que o sono venha. Jogos, redes sociais e programas de televisão são feitos para prender a atenção do usuário, portanto se estiverem ligados, normalmente vão vencer a batalha contra o sono.

Deitar no horário estabelecido e combinado e esperar que o sono venha. Há grandes chances de que seu filho reclame da falta de sono nesse horário nos primeiros dois ou três dias. A partir de então, dormir nesse horário se tornará um hábito saudável do qual todos se beneficiarão. No vídeos abaixo, damos uma dica extra, que pode ser feita nas férias para garantir um ano letivo com noites de sono bem aproveitadas e cérebro pronto para as aulas do dia seguinte!

Um desafio de férias para os filhos que não saem do celular, muitos benefícios para a aprendizagem!

Um problema gerado pelo excesso de tempo que nossas crianças passam de frente a uma tela – seja TV, laptop, tablete ou celular – é a dificuldade de concentração no momento dos estudos.

Ao invés de tentar cortar o acesso à tecnologia, sugerimos que você passe a usá-la como inspiração para que seu filho possa exercitar todos os sentidos e desenvolver a coordenação motora necessária para aprender a escrever, fazer cálculos, resolver problemas.

É comum encontrar jogos infantis no celular ou tablete de pais ou responsáveis por crianças. Geralmente este é o recurso que mantém as crianças distraídas e quietas em situações de espera ou quando os pais precisam de silêncio. Até aí, nada prejudicial.

O grande problema é que muitas crianças passam tempo demais brincando somente no mundo virtual. Experimente perguntar a uma criança do que ela mais gosta de brincar. A resposta da maioria envolverá as palavras celular, joguinho, computador. De novo, sem problema, desde que esta seja um opção e não a única forma que a criança experimenta como opção para brincar.

Alguns pais dizem que não adianta, porque o filho prefere mesmo os joguinhos. O problema é que a criança está perdendo oportunidade para desenvolver coordenação motora fina, quando usa somente um ou dois dedos para completar seus desafios. Além disso, nos jogos eletrônicos, o desafio dela é sempre arrastar ou selecionar. O restante o software está programado para fazer sozinho. E aí está a fonte que gera falta de concentração, de persistência, de tentativa e erro para aprender.

A dica é deixar que seu filho use tais joguinhos em momentos nos quais realmente você e ele precisam de algum tempo para se concentrar separadamente em alguma tarefa, porém com tempo determinado.

Passado esse tempo, já em casa, quando seu filho pedir para jogar novamente, você diz que ele poderá ter mais algum tempo com seu celular depois que ele tiver recriado a brincadeira com materiais que você deixar disponíveis.

Como exemplo, se o joguinho favorito de sua filha for um daqueles em que ela escolhe a roupa e veste a boneca, ofereça papel, canetinha, lápis de cor e tesoura sem ponta para que ela crie as roupas que poderão vestir uma boneca que ela já tenha ou você poderá ajudá-la a criar também a boneca, com papelão ou usando o fundo de uma caixa de sapatos.
Agora ficará o desafio de como fazer a roupa ficar na boneca. Ela pode sugerir usar fita dupla face ou você pode ajudar, mostrando como deixar abas que possam ser dobradas para prender a roupa no corpo da boneca pelos ombros e pernas.

Ao criar a mesma brincadeira no mundo real, com objetos concretos, seu filho desenvolverá coordenação motora, concentração, foco, criatividade, habilidades para lidar com a frustração, aprenderá com a tentativa e erro. Todas essas habilidades tornarão sua vida de estudante muito mais prazerosa e suave. Vocês terão assim, chances de aproveitar o melhor dos dois mundos: o real e o virtual.