Mudança de hábito: eis que o material escolar chega antes do presente de Natal!

Enquanto o comércio investe toda sua energia na venda de produtos e presentes de Natal, os pais surpreendem sinalizando uma possível mudança de hábito. Na tentativa de evitar corredores de papelaria superlotados e com o intuito de escapar do aumento de preços gerado pela velha lei da Oferta e da Demanda, muitos pais estão indo à compra do material escolar dos seus filhos. Pensando em termos de educação financeira, esse movimento é um ótimo exemplo para os filhos. Nada como sair do determinismo que o próprio brasileiro se impõe quando deixam para última hora compras que poderiam ser antecipadas. Por outro lado, se a compra de material escolar se tornar mais uma tarefa a estressar pais na reta final do ano, em que o acúmulo de trabalho se junta à ansiedade com os preparativos de Natal e chegada das férias escolares, é hora de repensar os prós e contras.

Precisamos desacelerar, ser o exemplo para nossos filhos de que é possível assumir o controle de nossa vida e manter o equilíbrio, mesmo em épocas corridas como o final de ano. Se, ao antecipar a compra do material escolar, sua vida se torna um caos ainda maior, todo aprendizado que essa economia poderia gerar para a família, vai por água abaixo. Fica ainda a chance de que nossos filhos relacionem o material escolar, em consequência a escola e o processo de aprendizagem formal, como geradores de estresse mesmo quando já estão de férias. O material escolar é um dos melhores recursos para criar uma expectativa positiva em relação ao novo período escolar que virá. Não podemos correr o risco de que a lista de material se torne um símbolo negativo que vai marcar o encerramento de um ano letivo. Seria então a única saída manter a correria do mês de janeiro, com papelarias lotadas exatamente nos dias mais quentes do ano?

Eis que a tecnologia mostra mais uma de suas facetas que podem ajudar a melhorar nossa vida, quando bem aproveitada! É possível comprar o material escolar do seu filho sem sair de casa, aproveitando o melhor dos dois mundos: antecipar a compra e manter a sensação positiva que o novo material escolar gera nos alunos. Muitos pais evitam a compra online pelo estresse de terem que fazer buscas intermináveis para cada item da lista de material. E para cada palavra inserida, lá vem tanta opção de preço e variedade de produto que acabam por desistir e partir para um só lugar onde possam comprar tudo e seguir para os próximos desafios de final de ano. Essa busca item a item em diferentes sites já é parte do passado, pais. Hoje existem aplicativos que, para nossa alegria, concentram todos os itens, inclusive a lista de material completa de grande parte das escolas no caso de grandes centros, como São Paulo, por exemplo. E, caso a escola do seu filho não tenha a lista cadastrada no site, é possível fazer isso, não importa a cidade onde você esteja. Que tal aproveitar esse benefício que a tecnologia tem a nos oferecer e curtir a doce sensação de aumentar o bem mais precioso que temos, porém mais escasso atualmente:  o tempo! Entre os sites que  analisamos, Eskolare se mostrou uma excelente opção, por concentrar não somente material escolar, mas serviços e diversos produtos relacionados à educação de nossos filhos. Para tornar essa experiência completa, não se esqueça de envolver seu filho nesse processo. Desde a compra do material até o recebimento quando a encomenda chegar, o processo é altamente enriquecedor em diversos aspectos, especialmente no desenvolvimento de habilidades como senso de responsabilidade e auto estima, as quais são fundamentais para um bom relacionamento com os estudos! Corre lá pegar seu laptop e marque como cumprida essa tarefa!

            

A postura do seu filho em relação aos estudos é sempre de protesto?

“A postura do meu filho em relação aos estudos é sempre de protesto. Os argumentos sobre a falta de utilidade das matérias que ele tem que estudar são muito bons”.

A dinâmica de vida que essa geração vive a torna mais descrente em relação aos benefícios que o conhecimento pode trazer e um tanto mais resistente ao esforço que cada um precisa colocar para desenvolver todo seu potencial. Sim, a escola pode e precisa tornar os conteúdos mais atraentes para o aluno.

É esse o maior desafio que precisa ser vencido do lado de quem se propõe a ensinar. Mas só a escola não tem a chave para realmente mudar a postura do seu filho em relação aos estudos. E nós, pais, não podemos cair na tentação de misturar a admiração pela capacidade de argumentar que nossos filhos têm quando não querem estudar  com a responsabilidade que temos em educá-los.

A forma de socorrer seu filho dessa armadilha disfarçada de “ótima capacidade de argumentação” é pensar que diante da enorme velocidade de mudanças que vivemos, realmente não sabemos do que eles precisarão no futuro. A única certeza que podemos ter é de que nosso filho está sendo (ou não está sendo) preparado para o incerto, o novo, o faça-você-mesmo. E a pergunta é: quais são as ferramentas que ele precisa ter em sua caixa de recursos para se garantir, poder se realizar e ser feliz pessoal e profissionalmente. Não sabemos exatamente do que ele precisará. Mas há uma certeza. Se ele estiver equipado de habilidades de convívio social e auto conhecimento, tudo o que ele levar para o futuro de conhecimento formal será útil. Não se abale diante dos ótimos argumentos.

Organize a rotina de estudos, não seja flexível quanto aos combinados de horário de tarefa e responsabilidades que são do aluno e do filho. Caso dê aquela necessidade enorme de ter a resposta, simplesmente admita que os argumentos dele são ótimos, mas que você não faz a mínima ideia de como ele vai aplicar tudo isso. E diga que você tem uma única certeza, a de que ele só vai poder contar com aquilo que tiver de fato aprendido para então poder construir o que sonhar para a vida dele!

            

Até que ponto a birra é “normal” para a idade dos filhos?

Será que esse comportamento é normal para a idade ou uma demonstração de que seu filho precisa de ajuda?

Birra, choro para não compartilhar o brinquedo, recusa em se desconectar, discussões na hora de cumprir combinados ou brigas para fazer a lição de casa são comportamentos que fazem parte do dia a dia em muitas casas. A forma como os responsáveis lidam com comportamentos negativos ou inadequados tem muito mais impacto na vida de seus filhos do que se pode imaginar.

A abordagem dos pais será determinante para o desenvolvimento das ferramentas que essa criança ou adolescente terá para enfrentar seus próprios desafios. Além das consequências para auto estima, segurança e auto confiança, a consistência dos pais na educação de seus filhos é refletida na relação que a criança ou adolescente tem com os estudos.

Ao acompanhar um aluno em sala de aula é possível identificar como diversos aspectos da vivência em família se refletem na relação com os colegas e com  o processo de aprendizagem. E o inverso também é verdadeiro: ao observar como uma criança reage à frustração e à estipulação de limite é possível antecipar que tipo de dificuldades ou vantagens ela terá como aluna. Porém, para os pais, que estão no olho do furacão da vida moderna, tentando equilibrar tantos pratos ao mesmo tempo, nem sempre é possível identificar que comportamentos são “da idade” ou o que precisa ser ajustado, para o bem do filho. Ou que atitudes são simples pedido de socorro, de limite, de tempo sem pressa, de um olhar de amor, daqueles capazes de enxergar lá no fundo da alma de um filho.

Que tal começar a semana investindo na comunicação com seu filho através do olhar? Se isso não for suficiente, acompanhe os próximos posts por aqui com dicas sobre comportamentos que são pedidos de socorro, disfarçados de rebeldia, seja em casa ou na escola!

            

 

Crianças pequenas deveriam ter que cumprir horários na escola?

“Todos os dias é um estresse na hora de acordar para a escola. Eu prefiro não apressar meu filho, ele vai ter muito tempo para cumprir horário quando crescer.”

É normal que uma criança ou adolescente reclame por ter que acordar cedo. O desafio é evitar que esse protesto chegue a gerar um caos já no início do dia de toda a família. Como fazer isso? Primeiro, combine um limite de horário para que a casa toda entre no modo “desacelerar”. A partir desse horário, ninguém online ou em brincadeiras agitadas. Banho e leitura são as melhores opções. Um bom desenho mais tranquilo ou um programa de TV mais calmo são algumas opções bem realistas também. A rotina é essencial para que nossos filhos possam tornar o “dormir mais cedo” um hábito que vai ter alto impacto positivo não somente nos estudos, mas no dia de toda a família. O segundo aspecto é não demonstrar pena do seu filho por ter que cumprir o horário da escola. Você pode estar se perguntando se não é cedo demais para fazer com que eles comecem a ser apressados, a ter uma rotina estressante desde tão pequenos. Sim, para isso é. E para evitar essa judiação, é preciso acordar alguns minutos mais cedo. Se a manhã começar tranquila, com cada um assumindo sua responsabilidade, não haverá estresse, nem necessidade de apressar seu filho.

Chegar atrasado na escola com a desculpa de que ele ainda é uma criança só prejudica seu filho. Se você o matriculou naquela escola, é preciso cumprir as regras de horário para entrada e saída. Há um enorme aprendizado para a vida toda nisso. E os prejuízos em termos de socialização e aprendizagem para um aluno que chega sempre atrasado são enormes. Seu filho não vai aprender a respeitar regras e horários quando crescer. Ele vai aprender isso com vocês, pais e responsáveis, a partir do exemplo que passam no dia a dia. Esse aprendizado fica para sempre e torna-se a base para outras habilidades que ele desenvolverá durante seu desenvolvimento!

            

Quando o filho não quer mais ir para a escola

Meu filho quer ser sempre o primeiro da fila, o ajudante da sala, o escolhido para tudo. Quando isso não acontece, perde o interesse em ir para a escola.

Querer ser o primeiro da fila, o ajudante da sala ou escolhido para uma atividade não é problema. Então tudo bem seu filho não gostar mais da escola se esses desejos não se realizarem? Não! Aí é que mora o perigo.

Muitas vezes os pais vão pedir que o professor atenda aos anseios daquele aluno para que ele continue interessado em ir para a escola. Entra aqui a importância da parceria entre escola e família. Muito mais do que as letras, números ou outros conteúdos, é esse tipo de aprendizado que a escola vai trazer para seu filho: habilidades de convívio social.

Mas a escola sozinha não vai poder ajudar a criança se a família entrar em confronto com a professora ou com outros pais toda vez que o filho for contrariado. Quando seu filho chegar contando que não pode ser o primeiro da fila, entenda como um pedido de ajuda: “mãe, você pode me ajudar a conviver em grupo?”.

Quando ele disser que não quer ir para a escola porque a professora não o escolheu para uma determinada atividade, ele está pedindo: “pai, você pode me ajudar a ter segurança e auto estima o suficiente para não precisar ser o foco da atenção o tempo todo?”. E como você pode fazer isso? Trazendo jogos de tabuleiro para o dia a dia e reservando tempo com a criança, sem outras distrações. Nos jogos, você ganha algumas vezes. Ele ganha outras vezes. Mas não dê tanta importância para a vitória. Demonstre estar feliz só pelo tempo que brincaram juntos. Não deixe a casa toda preparada para seu filho. Peça ajuda. Ele não precisa ser o primeiro a ser servido sempre. Invertam os papeis dentro da família de vez em quando. Participar e estar envolvido ao invés de ser sempre servido são os melhores caminhos para responder ao pedido de socorro que seu filho está mandando em forma de protesto!