Ordem de nascimento dos filhos e a relação com os estudos!

Um pequeno ajuste pode fazer toda a diferença, dependendo da ordem de nascimento do seu filho. Como pais, o natural é tentar dar oportunidades iguais para todos os filhos. Na ânsia de garantir que todos sintam-se amados e estimulados na mesma proporção, acabamos por cair na armadilha de buscar atender de forma semelhante a necessidades que são, em geral, diferentes. Quem de nós nunca ouviu a própria mãe dizendo que criou todos os filhos da mesma maneira e, ainda assim, cada qual se tornou um adulto tão diferente dos outros irmãos? Há algumas características específicas que, quando conhecidas, podem ajudar na decisão de que estímulos oferecer a cada filho para que a relação com os estudos seja beneficiada. Esta semana vamos oferecer dicas para ajudar seu filho a melhorar a relação com a aprendizagem considerando a ordem de seu nascimento. O foco não é a personalidade de cada filho, mas as estratégias que cada um usa para se relacionar com o meio em que vive, a partir de impactos que sentem, dependendo da ordem em que nasceram. Há poucos estudos no Brasil, mas, felizmente, muitas pesquisas ao redor do mundo que confirmam aspectos semelhantes entre os filhos que nasceram em determinada ordem. Muitas vezes, o segredo está na dose, outras na estratégia que os pais podem usar para se comunicar com cada filho. O fundamental é que todos eles encontrem nos estudos uma longa parceria de prazer e descobertas para a vida toda!

 

A expectativa pelos primeiros sorrisos, primeiros passos, primeiras palavras, primeiras letras marcam para sempre o primogênito. Diante do receio em decepcionar, buscam conseguir aprovação de outras pessoas em tudo o que fazem. Assim, a imagem que formam sobre si mesmos depende muito do retorno que recebem de outras pessoas. O desafio em ajudar seu filho mais velho na relação com os estudos está na busca do equilíbrio entre dar a independência da qual ele precisa e oferecer o reconhecimento de que necessita como combustível. O primogênito, ao mesmo tempo que se orgulha e deseja a liberdade para fazer suas próprias escolhas, teme não corresponder às expectativas dos adultos que o cercam. A consequência é um nível de auto estima mais baixo e dificuldade em expressar sentimentos de medo e necessidade de ajuda. Muitas vezes, prefere responder às situações com escolhas que agradem aos pais ou outros adultos, colocando seu real desejo em segundo plano, garantindo assim o posto de “orgulho da família”. Para ajudar seu filho mais velho a explorar todo seu potencial nos estudos, ofereça sempre duas opções ao invés de estipular as regras do que ele deve fazer. Por exemplo, pergunte se ele prefere fazer os deveres de casa antes ou depois do lanche. Assim ele mantém a sensação de responsabilidade pela decisão, ao mesmo tempo que exercita fazer suas próprias escolhas. Na hora da tarefa, foque no resultado final, deixando o passo a passo por conta dele. Demonstre claramente reconhecimento pelo esforço e pelo resultado. Nunca compare o desempenho dele com o dos irmãos. Para ajudar a manter a auto estima em nível suficiente para uma boa relação com os estudos, elogie mesmo os pequenos gestos. O filho mais velho se auto avalia a partir da forma como outros adultos o enxergam. A admiração demonstrada por pais ou professores será a base para a construção da auto estima do filho mais velho.

 

Com a redução do tamanho das famílias, será cada vez mais raro o privilégio de conviver com o filho mais tranquilo, relaxado e com altíssimo senso de justiça: o filho do meio! Sem a pressão de corresponder às expectativas dos pais, sofrida pelo mais velho, e livre do excesso de atenção dedicado ao caçula, o filho do meio desenvolve várias características que ajudam a enfrentar melhor adversidades e desafios. Acostumado a navegar entre a necessidade de controle do irmão mais velho e o desejo de atenção do mais novo, o filho do meio se torna uma pessoa mais flexível. Perfeito diplomata e dotado de grande dose de resiliência, é um aluno que não se destaca pelas melhores notas, mas consegue manter média suficiente para seguir em frente sem maiores problemas. A melhor maneira para ajudar seu filho do meio a manter o foco e interesse nos estudos é oferecer oportunidade para que desenvolva, em paralelo, outros talentos. O filho do meio precisa encontrar uma área em que se realize e se destaque. O desafio dos pais é mostrar claramente que estão presentes e acompanhando cada passo da evolução e aprimoramento de seus talentos. Ao invés de trazer soluções prontas para dificuldades que o filho do meio possa estar enfrentando, converse e peça que ele ajude a encontrar soluções. A confiança demonstrada pelos pais e professores funciona como combustível para que o filho do meio consiga se dedicar mais às matérias com que menos se identifica. Tendo crescido no desafio em atrair a atenção dos pais, que um dia foi totalmente voltada ao mais velho e agora recai sobre as necessidades do caçula, ele precisa de ajuda para focar e levar a sério situações de risco. Ainda assim, o filho do meio será sempre o diplomata da casa, o pacificador na escola e o melhor amigo do grupo!

 

O filho caçula tem o privilégio de já nascer cercado por um número maior de pessoas com quem aprende a se relacionar desde muito cedo. Um de seus pontos fortes, por isso, será a habilidade para se relacionar socialmente. Na relação com os estudos essa é uma grande vantagem! Estudos recentes confirmam que o relacionamento social que o aluno desenvolve com os colegas na escola impacta de forma positiva a aprendizagem. O desafio dos pais é lidar com o paradoxo de incentivar um aluno que será ao mesmo tempo seguro, porém, dependente. A segurança vem do fato de ser sempre amparado e protegido por algum dos irmãos ou por um dos adultos da família. Em contrapartida, a permissividade de todos em relação a atitudes que não seriam aceitas se viessem dos irmãos mais velhos, acaba por gerar uma criança dependente. Em casa, todos dividem o papel de garantir que o caçula seja sempre cuidado e servido. O reflexo vem na escola, quando ele não é “o caçula”, mas sim um dos alunos da turma. Vem o desafio de ser independente, sem que tenha enfrentado situação semelhante em casa. O esforço necessário para que a aprendizagem aconteça não poderá jamais ser terceirizado – e assim nasce a relação negativa com os estudos. A dica para os pais é mudar em casa o padrão em que todos estão sempre dispostos a servir o caçula. Organize uma rotina em que as responsabilidades sejam compartilhadas entre todos os irmãos. A cada dia um deles coloca a mesa das refeições, o outro ajuda no preparo da comida e outro tira a mesa. Deixe que cada um sirva seu próprio prato e mostre a todos eles a mesma expectativa em relação à capacidade de organizar seus próprios pertences. Isso vai ajudar para que o caçula transfira a independência conquistada em casa para dentro da sala de aula e na relação com os estudos ao longo da vida.

 

Pesquisas recentes derrubaram o mito de que o filho único tem grandes chances de ser uma criança problema. Características como flexibilidade, bom relacionamento social com colegas da escola, riqueza de vocabulário e facilidade de comunicação são comuns em filhos únicos. Ao contrário do que se acreditava, a típica criança mimada e pouco flexível não é o perfil natural do filho único, mas um desvio gerado por insegurança ou carência dos próprios pais. São crianças que se ajustam também socialmente sem maior dificuldade, já que podem aproveitar o melhor dos mundos: dividir tempo com colegas na escola e ter o sossego da exclusividade dentro de casa no dia a dia. O desafio dos pais fica por conta de ensinar a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Não tendo “o outro” no dia a dia da família, o filho único cresce sem a percepção do que afeta outras pessoas de forma negativa. Ler para seu filho e assistir desenhos animados, contos de fadas e séries/novelas com tema infanto-juvenil, comentando sobre as reações dos personagens são maneiras para ensinar o filho único a perceber e respeitar sentimentos alheios. Para evitar problemas com os estudos, os pais precisam ajudar o filho único a desenvolver a capacidade de lidar com a frustração. Além de viver em uma rotina ajustada para suas necessidades, ele cresce com a constante possibilidade da personalização: de telas, canais prediletos, horário e velocidade. Seu filho único aprende a lidar com a frustração quando não consegue ganhar uma partida de jogo, quando tem que ir para a cama no horário combinado ou quando um “não” vem no momento necessário. Ao conseguir lidar com a frustração dentro de casa, a convivência com outras crianças e os desafios da aprendizagem correrão de forma tranquila e com bons resultados.

 

 

Dentro do caos que é o dia a dia das famílias modernas, compreender um pouquinho melhor as motivações, emoções e reações de nossas crianças traz benefícios a todos. Nosso melhor sonho para os filhos deveria ser o de que eles consigam se encontrar, enxergando suas qualidades e defeitos como possibilidades de crescimento. É importante que a independência seja ensinada a qualquer criança, seja qual for a ordem de seu nascimento. E o maior presente que um filho pode receber dos pais: a expectativa positiva em relação à capacidade de enfrentar os desafios de cada fase do crescimento! Nas atitudes mais simples, os pais transmitem essa expectativa. Um pai que se desespera com pequenos tombos que fazem parte do aprender a caminhar, demonstra expectativa de que o filho não é capaz de se levantar e recomeçar. Uma mãe que evita a interação do filho com outras crianças, demonstra expectativa de que o filho não será capaz de se relacionar com os colegas. Suas crenças em relação ao seu filho não são transmitidas por afirmações repetidas de forma automática, mas sim por suas atitudes e posturas no dia a dia. Demonstre que acredita na capacidade de seu filho e ele conseguirá enfrentar os desafios da aprendizagem, seja qual for a ordem de nascimento dentro da família. Ofereça oportunidade de interação com outras crianças ao seu filho único. Reserve momentos para atenção exclusiva a cada um dos seus filhos. Ele sentirá assim a real importância que tem na sua vida e o quanto é único para você, não importa quantos irmãos ele tenha! Peça ajuda, compartilhe suas angústias e preocupações e mantenha sua saúde mental e emocional bem cuidada: pais felizes criam filhos seguros e emocionalmente equilibrados, capazes de se relacionar com os estudos de forma positiva e prazerosa!

               

 

Ajudar os filhos na lição de casa vai muito além de saber a matéria!

Muitas vezes os pais ficam desesperados ou frustrados por não saberem como ajudar no conteúdo que o filho tem dúvida na hora da tarefa. Respire e alivie essa culpa. O papel do responsável na hora da tarefa não é o de professor. Seu filho precisa de você no momento do dever de casa assim como você participa nas competições esportivas. Você dá o estímulo, garante que ele participe das aulas, ajusta a rotina para que ele dê o melhor de si, dormindo o suficiente, tendo uma boa alimentação e participando ativamente das aulas. Você não treina no lugar dele ou junto com ele! Quem faz os exercícios, nada, joga, é ele mesmo. E quando tem dúvida, o professor é quem ajuda. Da mesma forma, na hora da tarefa, você é quem ajuda a garantir que ele esteja sempre em um espaço organizado para este momento. Tv e todos os outros equipamentos de tecnologia devem estar desligados. Assim como você incentiva e torce por ele no esporte, você faz na hora da lição de casa, mas quem faz as atividades é ele. Tem dúvida no conteúdo? Basta procurar na apostila, no livro, consultar um amigo ou deixar somente aquela atividade e pedir ajuda para a professora no dia seguinte. Quando você foca no conteúdo, falta espaço e tempo para fazer o papel que ninguém pode ter no seu lugar – o de responsável pelo filho e incentivador da dedicação e aprendizagem ao longo da vida!

 

Junto com seu filho, defina qual o melhor horário para fazer o dever de casa. Analise a rotina da família e o horário das atividades extras para estabelecer qual o momento em que todos os dias seu filho está em casa. Definido o horário, combine que será fixo em todos os dias da semana. Os benefícios serão enormes, tanto na assimilação do conteúdo da tarefa quanto no clima de tranquilidade e paz, que é essencial para a aprendizagem. Assim como nosso estômago se acostuma com o horário em que estamos habituados a almoçar, o cérebro também assimila o hábito de se concentrar para os estudos ou dever de casa quando o aluno faz isso todos os dias no mesmo horário. Combinado o horário da tarefa, desde o começo evite ficar chamando seu filho quando já estiver no horário combinado. Ao invés disso, poucos minutos antes, pergunte se não está na hora que combinaram. Isso será somente um alerta para que ele fique atento e possa sozinho muito em breve assumir a responsabilidade até mesmo de sentar para estudar no horário combinado. Os resultados virão em forma de clima mais tranquilo dentro de casa e no desempenho na escola.

 

Tudo o que você precisa é de um cronômetro – que pode ser um timer de cozinha mesmo. Explique para seu filho que na hora da tarefa ele vai colocar 30 minutos no cronômetro e nesse tempo ficar totalmente concentrado em fazer as atividades. Quando soar o cronômetro, ele coloca 5 minutos de tempo e nesse intervalo tem que se levantar e fazer o que quiser, desde que envolva movimento. Pode ir beber água, ir ao banheiro ou até conferir mensagens no celular, no caso de filho mais velhos – desde que faça isso caminhando. Os resultados positivos aparecem rapidamente. O estresse diminui porque sabendo que terá um intervalo, fica mais fácil focar por algum tempo. Além disso, o intervalo com movimento ajuda para que o cérebro seja reabastecido com oxigênio, o que gera energia suficiente para mais trinta minutos de concentração total. O benefício vem nos momentos mais calmos dentro de casa e na aprendizagem! Na lojinha do nosso site temos à disposição um timer especial para os estudos 🙂

 

O dever de casa tem um papel muito importante no aprendizado. Retomar o conteúdo que foi apresentado durante a aula é a forma de sinalizar para o cérebro que aquilo deve ser armazenado e organizado na memória nas próximas noites de sono. Isso explica o porquê seu filho é capaz de reproduzir a propaganda da TV, mas não guarda aquele conteúdo simples que teve na escola no dia anterior. Ele vê a mesma propaganda diversas vezes. O cérebro entende que aquilo deve ser armazenado. A dica é retomar a matéria estudada na escola todos os dias, mesmo que não tenha tarefa para entregar. Quando os pais demonstram ter pena do filho porque ele tem tarefa, além de não assumir a responsabilidade pelo aprendizado, os conteúdos vistos em sala de aula serão eliminados durante as próximas noites de sono, ao invés de armazenados.

 

 

Um dos motivos que geram a resistência na hora de fazer o tema para casa é a sensação que os alunos têm de que estão perdendo tempo de fazer algo divertido. Por outro lado, nada é mais gratificante para um filho do que ter a atenção total do pais, ainda que por um período curto de tempo. Quando você combina com seu filho de fazer junto com ele algo divertido depois que a tarefa estiver toda pronta e feita com capricho, em pouco tempo a predisposição para se concentrar muda. Ao invés da sensação de perda de tempo, o cérebro passa a relacionar o momento da tarefa com o sentimento de prazer e alegria que ficam registrados ao fazer algo divertido com você, pai ou mãe. Lembre-se de que presentes que podem ser comprados não fazem o efeito desejado. É a sensação deixada por momentos que envolvem carinho e prazer que gera uma nova relação com o momento da tarefa. Em pouco tempo a tarefa passa a ser uma atividade que seu filho faz com tranquilidade, mesmo quando não estiver esperando que você faça algo com ele na sequência.

 

 

              

Grupos de mães e pais no whatsapp: amar ou odiar?

O grupo de Pais no WhatsApp se transformou em um dos principais geradores de conflito na relação entre pais de uma mesma turma e também na relação da família com a escola.  Na ânsia de proteger a criança, os pais acabam aproveitando o grupo para falar sobre questões que os próprios filhos deveriam resolver.

Fisicamente os pais já não se reúnem tanto na porta da escola como faziam tempos atrás. Por outro lado, não há mais limite de dia, hora ou local onde possam falar sobre seus filhos e questões relacionadas à vida escolar. Entre os benefícios da vida moderna, ganhamos o dom da onipresença.

A mais nova febre entre pais de alunos de todas as idades é formar o Grupo de Pais da Turma dos Filhos no WhatsApp. Conforme a ideia foi se transformando em “febre”, perdeu-se também a mão em relação ao que pode ou deve ser
discutido ou compartilhado nesses grupos. Rapidamente o grupo de pais no Whatsapp se transformou em um dos principais geradores de conflito na relação entre pais e uma mesma turma, e, também, na relação da família com a escola.

É possível aproveitar esse recurso para o bem geral da nação – alunos e pais podem ganhar se utilizarem os grupos do whatsApp da escola da melhor forma. Três dicas para manter o foco nos benefícios que a tecnologia trouxe para a
interação entre os pais: O grupo não é um tribunal. Os pais não são advogados dos filhos  na ânsia de proteger a criança, os pais acabam aproveitando o grupo para falar sobre questões que os próprios  filhos deveriam resolver na escola.

Assim, contratempos que fazem parte da convivência escolar acabam por se transformar em enormes tempestades. E a escola, muitas vezes, acaba sendo cobrada quando o assunto já virou briga envolvendo famílias que deveriam dar aos _ lhos o exemplo de relações sociais saudáveis. Além disso, saber qual a tarefa do dia, que matéria vai cair na prova é responsabilidade do _ lho, não dos pais. A escola não é um condomínio. Ouvimos com frequência reclamações dos pais sobre como assuntos que deveriam ser privados acabam se tornando públicos.

A escola é acionada depois que um contratempo já se transformou em um enorme problema. O papel da escola é maior do que atender gostos pessoais ou mudar regras de acordo com a necessidade de cada família. Assuntos pessoais devem ser resolvidos com a coordenação da escola e não em discussões no grupo de WhatsApp.

Esteja presente – sair do grupo ou se recusar a participar não é a melhor opção. Estar presente, ainda que virtualmente, em um ambiente onde se pode conversar com outros pais que vivem dilemas muito parecidos com os seus pode ajudar muito no dia a dia. Além disso, está comprovado que as relações sociais impactam diretamente a capacidade de aprendizagem do aluno.
Que tal usar o WhatsApp para marcar encontros divertidos entre famílias que têm tanto em comum?

                 

Como ajudar seu filho a estabelecer metas para o segundo semestre!

A melhor maneira de ajudar seu filho a ter um semestre mais tranquilo nos estudos é conseguir que ele planeje o que deseja para os próximos meses de aula. A dica é ter um tempo com seu filho hoje e pedir que ele faça uma tabela contendo cinco colunas. Na primeira, ele lista as matérias da escola. As outras colunas serão identificadas como 1o, 2o, 3o e 4o bimestre ou com os períodos em que a escola divide o ano letivo. Primeiro seu filho preenche os dois primeiros bimestres com a média que teve em cada matéria, usando caneta. E para os períodos que virão, ele usa um lápis para escrever as notas que propõe como meta. A única regra é que ele não pode ter notas abaixo da média como meta. Caso seu filho tenha sido alfabetizado há pouco tempo, ajude no preenchimento. Mas deixe que ele estabeleça as metas.

Depois do tempo que combinaram, seu filho apresenta para vocês o plano que fez. Vocês precisam ajudar para que a meta seja factível. Se ele teve nota 7,0 e 7,5 em determinada matéria, colocar 10 como meta para o próximo período é criar uma pressão desnecessária. Ajude seu filho a entender que subir alguns pontos já é o suficiente. A próxima missão é listar pelo menos três coisas que ele vai fazer para atingir as metas que se propôs a alcançar. E tem que ser por escrito. Por exemplo, dormir mais cedo, fazer a tarefa com atenção, estudar com antecedência. Assim que terminar, ele apresenta para vocês o plano de ação. Ajude nos ajustes necessários para que também seja factível e diga o quanto tem orgulho do trabalho que ele acabou de concluir. Definam juntos um lugar onde essa folha possa ficar visível ao longo do semestre. Façam algo divertido juntos em seguida. E preparem-se para um semestre mais tranquilo, com seu filho pronto a assumir uma responsabilidade que ele mesmo se colocou! Gravamos o vídeo abaixo para você compartilhar com seu filho essa estratégia de estabelecer metas para o segundo semestre, é só clicar no play:

 

 

               

Última semana de férias ou primeira semana de um semestre letivo de sucesso?

A tendência dos filhos é querer aproveitar a última semana de férias como se não houvesse amanhã. Os dias que antecedem o volta às aulas, porém, precisam ser vistos de outra forma pelos pais e responsáveis. Esta semana é a oportunidade para ajustar a rotina de forma que o retorno à escola seja tranquilo. Mais que isso, a última semana de férias pode ser o diferencial que vai garantir um final de ano sem estresse e desespero. Se a família toda começar os ajustes aos poucos, cada dia desta semana pode se transformar no diferencial cujos resultados serão sentidos ao longo dos próximos meses. São pequenas mudanças que podem também evitar que os estudos e a escola pareçam vilões a partir da próxima semana.

Se os filhos conseguirem começar o semestre tendo uma relação saudável com os estudos, os desafios serão vencidos mais facilmente. Estudar não é um problema, é a solução para diversas situações que nossos filhos enfrentarão ao longo da vida. Se a rotina permanecer inalterada essa semana, duas consequências negativas certamente virão: 1 – a impressão de que a escola é responsável por quebrar o período livre de responsabilidades a cumprir e 2 – dificuldade em conseguir entrar no ritmo necessário para que a aprendizagem ocorra de forma tranquila. Nosso organismo precisa de um tempo para se adaptar novamente a uma rotina que favoreça o aprendizado. É possível se preparar para que o cérebro e corpo estejam predispostos e prontos a prestar atenção, aumentar a capacidade de concentração e esforço necessários para que a aprendizagem ocorra. Confira:

 

1. O momento do sono é mais importante para a aprendizagem do que se imaginava. Durante a noite de sono nosso cérebro armazena e organiza tudo aquilo que estudamos. Isso significa que, mesmo que seu filho preste atenção na aula e faça o dever de casa, ele completará o processo de assimilação do conteúdo durante as próximas noites de sono. É também durante a noite que o cérebro faz uma auto lavagem, eliminando o excesso de informações e abrindo espaço para novos e aprendizados. Para que tudo isso ocorra, nossos filhos precisam dormir uma noite completa, tranquila, garantindo que todo o ciclo de sono possa ser cumprido. Um aluno que dorme as horas de sono necessárias chega na escola com maior capacidade de foco e concentração, maior estabilidade emocional e pronto para lidar de forma mais tranquila com desafios e resolução de problemas. Segundo a organização National Sleep Foundation (https://sleepfoundation.org), uma criança em idade escolar precisa ter de 9 a 11 horas de sono e para adolescentes, o recomendado é entre 8 e 10 horas. Nosso organismo precisa de algumas noites para criar uma rotina de sono com o mínimo de horas recomendadas. São seis noites de hoje até o retorno às aulas. Tempo suficiente para criar o hábito saudável necessário. Faça junto com seu filho o cálculo. Se ele tem que se levantar às 6:30 a partir da próxima semana, ele teria que ir dormir às 21:30 para ter 9 horas de sono. Combine que a cada dia, a partir de hoje, ele vai para a cama 15 minutos ou meia hora mais cedo, dependendo do horário em que está indo dormir durante as férias. O segredo é ir para a cama mesmo sem sono e intercalar a cada dia alguma atividade relaxante. Ler um livro, ouvir música suave ou mesmo assistir a um filme ou desenho repetido. Celular e tablet desligados deve ser uma regra. Boa noite, família!

 

2. Praticar uma atividade física é fundamental para que seu filho consiga se relacionar de maneira positiva com os estudos. Além dos benefícios para manter o corpo saudável, a atividade física é comprovadamente uma aliada indispensável para que a aprendizagem ocorra de forma tranquila e eficaz. Pense na vida que levava quando tinha a idade do seu filho e vai perceber o quanto você era mais ativo fisicamente. Caminhar para a escola, brincar na rua, andar de bicicleta, de skate e jogar bola na rua eram atividades rotineiras que não representavam perigo algum. Essas atividades se tornaram um evento esporádico, quando acontecem! Além da mudança na rotina das famílias e na vida em sociedade, cada vez mais a tecnologia acaba por envolver crianças e adolescentes e, sem que se deem conta, passam grande parte do dia sentados diante de uma telinha, levando uma vida mais sedentária. A dica é aproveitar esses últimos dias de férias para escolher, junto com seu filho, qual será a atividade física que ele vai praticar ao longo do próximo semestre. Seja qual for o esporte ou atividade escolhida, ela deve fazer parte da rotina semanal da criança ou adolescente. É fundamental que seu filho tenha tempo para a prática de um esporte, mas que também tenha tempo para ficar em casa, seja para brincar, para descansar ou fazer nada. Além da disciplina, capacidade de lidar com a frustração, trabalho em equipe, uma atividade física frequente ajuda também no desenvolvimento de novos neurônios. Não importa a série ou idade de seu filho, a atividade física pode ser o ponto de equilíbrio necessário para manter a força e energia na reta de chegada ao objetivo final. Partiu retomar ou definir a atividade que seu filho vai ter como aliada para garantir um bom desempenho na escola ao longo do segundo semestre!

 

3. Quer ajudar seu filho a tomar melhores decisões e lidar com os desafios da aprendizagem com mais tranquilidade? Aproveite os últimos dias de férias para organizarem juntos o quarto e os ambientes da casa em que vocês mais convivem diariamente. As crianças, hoje em dia, têm mais roupas, calçados e brinquedos do que nós possuíamos. Seja qual for sua classe social, você tem mais utensílios do que seus antepassados possuíam dentro de casa. Nosso cérebro está sobrecarregado com a quantidade enorme de informações e pertences aos quais temos acesso o tempo todo. Esquecer compromissos e perder objetos de uso pessoal são mais comuns do que eram no passado, exatamente pela dificuldade que é para nossa mente lidar com tanto estímulo simultaneamente. Um ambiente organizado agiliza a tomada de decisão, ajuda na concentração e deixa nossa memória operacional com mais espaço livre. Como nossos filhos nasceram e crescem no meio dessa avalanche que é a vida moderna, isso se reflete cada vez mais na relação que eles desenvolvem com os estudos. A falta de paciência e baixíssima capacidade de concentração podem ser amenizadas com uma nova organização dentro de casa. Uma quantidade menor objetos que não são utilizados à vista ajuda a manter o cérebro focado e pronto para se concentrar. Roupas e material escolar organizados geram menos necessidade de gasto de energia e deixam a capacidade da memória operacional livre para ser usada nos estudos. É este o momento para tirar tudo o que não é utilizado do campo de visão diária dos filhos. Aproveite para reorganizar uniforme e peças íntimas, garantindo que fiquem em gavetas ou prateleiras que estejam ao alcance mesmo para seus filhos menores. Assim cada um pode se arrumar sozinho para a escola a partir de segunda feira e começar bem a caminhada para um final de ano letivo pleno de sucesso!

 

4. Com maior flexibilidade de horários durante o período de férias, é normal que os filhos tenham passado muito tempo fazendo suas atividades prediletas. Certamente houve uma dose extra de horas na frente de uma telinha. Ou intercalando atividades, sem preocupação em relação ao tempo dedicado a cada uma. As horas de sono diminuíram, já que ir dormir tarde não era problema, ou se tornaram irregulares, já que acordar tarde é um dos benefícios das férias. Tudo bem, enquanto durou. O desafio agora é conseguir retomar a capacidade de foco e concentração necessária ao aprendizado formal, na escola. Não importa o quanto os professores do seu filho estejam preparados para receber os alunos de volta para o segundo semestre. Eles não conseguirão fazer com que seu filho atinja o potencial que tem sem sua ajuda. Alunos que retornam para a escola ainda no ritmo das férias acabam por acumular uma série de dificuldades que vão eclodir nos últimos meses de aula. Evitar isso agora é simples. Pequenas ações sugeridas nos posts ao longo dessa semana fazem toda diferença para um semestre tranquilo. Para este final de semana, a dica é aproveitar juntos o tempo. Sair de casa. Fazer um ou alguns passeios em família. Ir a um parque, ao cinema ou só caminhar e conversar, sem interferências. Vale assistir a um filme juntos na Tv, desde que todos desliguem seus celulares. Pode também fazer um almoço a quatro ou seis mãos. O objetivo é conseguir que seu filho tenha que se concentrar em uma atividade até que ela esteja completa. Outra ideia, que complementa todas as anteriores, é jogar em família. Pode ser baralho, dominó, jogos de tabuleiro. Tudo isso ajuda, e muito, a colocar o cérebro em forma novamente, para que seu filho consiga se concentrar na aula a partir da próxima semana. Desafio aceito? Um ótimo segundo semestre aguarda seu filho na escola!