5 habilidades essenciais para um bom desempenho nos estudos!

Não existe aprendizagem formal  sem frustração. É exatamente na fase da alfabetização que a criança descobre que os pais não poderão fazer tudo por ela . Que nenhuma babá ou equipamento eletrônico poderá fazer as conexões cerebrais necessárias para que ela aprenda a ler e escrever. Eis a primeira pista do porquê as crianças começam a não gostar tanto da escola como antes. O esforço necessário à aprendizagem não pode ser terceirizado. Toda ajuda é bem vinda, mas a responsabilidade pela aprendizagem é do aluno. Mais que isso, aprender a escrever e ler envolve tentar, não conseguir, comparar com a letra da professora ou do livro e perceber que não chega nem perto. Ou seja, é um constante exercício de se frustrar, tentar de novo até conseguir.
Para que essa fase deixe boas lembranças e uma relação mais saudável com os estudos que se refletirá pelo resto da vida será preciso deixar que seu filho se frustre em algumas situações que não estejam relacionadas com o aprendizado formal! Uma dica simples para que seu filho desenvolva essas habilidades é incluir na rotina, desde muito cedo, quebra-cabeças e jogos de tabuleiro. Tenha momentos em casa em que todos os eletrônicos estejam desligados e monte com ele os brinquedos. Algumas vezes, termine primeiro. Brinque de jogo da memória. Vença algumas vezes. Se você tem um filho só, faça questão de dividir a bolacha, a maçã, o tempo do brinquedo. Uma criança que aprende a lidar com a frustração tem melhor relacionamento social na escola e o desempenho escolar refletirá de forma positiva todo esse aprendizado!

 

As vantagens que a tecnologia trouxe para a vida moderna têm também um aspecto que pode se tornar negativo na relação dos alunos com a aprendizagem. Cabe a nós pais criar oportunidades para que nossos filhos vivenciem experiências reais, para as quais a tecnologia não trará solução. No processo de aprendizagem formal não há uma tecla que possa ser pressionada para que tudo seja automaticamente configurado ao gosto e desejo do aluno. A menos que os pais ensinem a criança a lidar com essa realidade, a relação com a aprendizagem será sempre negativa, prejudicando o resultado ao longo da vida do estudante. Uma dica simples para que seu filho desenvolva a habilidade da Persistência é incluir na rotina, desde muito cedo, brinquedos de encaixe e materiais de pintura e desenho. Para os brinquedos de encaixar, você pode deixar somente duas peças e acrescentar as outras somente depois que a criança tenha dominado o encaixe das duas primeiras. Ao ter um número grande de peças e várias opções de encaixe, a criança acaba desistindo em meio a tantas opções. Para os desenhos e pintura, guarde o que seu filho fizer, em papel mesmo ou registre em fotos que você vai armazenando em uma pasta. Depois de alguns meses, compare os desenhos e pinturas mais antigos com os atuais e mostre a ele como está pintando ou desenhando melhor. Não se esqueça de elogiar o esforço e dedicação, independentemente do resultado final! No caso de adolescentes, um esporte coletivo e jogos como baralho e dominó trazem excelentes resultados no desenvolvimento da Persistência e, como bônus, ajudam a melhorar a habilidade de foco e concentração! A capacidade de enfrentar os desafios da aprendizagem será fortalecida e as memórias em relação aos melhores resultados serão naturalmente vinculadas à capacidade de persistir ao invés de evitar os desafios!

 

Aproveite a Copa do Mundo de Futebol para ajudar seu filho a desenvolver habilidades que fazem toda a diferença para uma boa  relação com os estudos: Empatia! Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e olhar a situação pela perspectiva da outra pessoa. A primeira oportunidade vem com o impacto gerado pela Copa na vida das famílias. Os horários de aula serão impactados. O horário de trabalho será afetado, seja você fã de futebol ou não! É este o primeiro desafio para ensinar Empatia: vocês pais, demonstrando ter essa habilidade e respeitando o desafio que a escola tem de ajustar o calendário e horários enquanto lida com tantos interesses, crenças, gostos e necessidades diferentes. Não há certo ou errado quando você se coloca no lugar do outro. Alguns pais querem que a escola mantenha o dia letivo por não ter com quem deixar os filhos, já que terão o horário de trabalho mantido. Outros serão dispensados e teriam dificuldade para voltar buscar os filhos na escola, que fica próxima ao local de trabalho. Não é uma questão de julgamento sobre certo e errado. É oportunidade para ensinar a Empatia. No mínimo, para entender e respeitar os desafios que a situação ideal para você representa para outras família. Não tenha reações extremas, nem estimule ou aceite esse tipo de reação de seus filhos, caso a escola decida de uma forma que o desagrade. Encontre, junto com a criança ou adolescente, maneiras de curtir esse momento apesar dos contratempos e divergências que surgirão. Num piscar de olhos lá se vai um mês de jogos e seu filho será uma pessoa totalmente diferente – mais flexível e capaz de se colocar no lugar do outro. Além dos benefícios para a aprendizagem, o amadurecimento emocional será enorme!

 

Resiliência é uma força interior para lidar com adversidades. E não há como evitar que nossos filhos passem por situações de pressão, estresse e decepção durante todas as fases de sua vida. Crianças resilientes são capazes de enfrentar momentos desagradáveis, que envolvem alta dose de estresse e desafios emocionais, pois possuem auto confiança suficiente para lidar com a situação inesperada ou de estresse recorrente. De maneira alguma isso significa que a criança ou adolescente terá que lidar sozinha com a situação. Ao contrário, quando têm uma boa dose de resiliência, saberão em que momentos devem recorrer a adultos para pedir ajuda, sem sentir que estão sendo fracos ou infantis por isso. A dica para ajudar seu filho a desenvolver a Resiliência é controlar sua ansiedade como responsável e não tentar evitar que seu filho enfrente situações de estresse, risco e decepção do dia a dia, que virão inicialmente em níveis leves e controlados. Deixe que seu filho resolva as questões com os colegas da classe. Acompanhe, mas não interfira. Aconselhe, mas não faça por ele. Ajude para que ele sinta-se capaz e não o coloque na posição de vítima das situações. Situações em que você não tem o total controle dos acontecimentos também ajudam seu filho a desenvolver a auto confiança e auto estima. Dormir na casa de um parente ou amigo, fazer passeios em lugares diferentes do usual e explorar o espaço sem que os pais antecipem cada momento são exemplos simples de atividades que ajudam seu filho a desenvolver a Resiliência. Além disso, deixar que ele chore ou sinta-se frustrado quando algo não ocorrer da forma como ele gostaria só traz benefícios para que cresça mais forte emocionalmente. Alunos resilientes lidam melhor com matérias que não sejam suas favoritas ou para as quais necessitem de maior esforço na aprendizagem. E você, pai ou mãe: é resiliente o suficiente para deixar seu filho enfrentar alguns desafios sem sua presença ou intervenção imediata?

 

Com toda a correria da vida moderna e o tempo que passamos conectados, acabamos por aumentar ainda mais a culpa que já naturalmente faz parte da vida dos pais. A representação mais visível desse estilo de vida tão atribulado é a dificuldade que os responsáveis têm em estabelecer limites para seus filhos. Na tentativa de “ser legal” ou de não magoar os filhos, as famílias estão falhando neste que é um de seus principais papéis para garantir que os alunos possam se relacionar com a aprendizagem e com os estudos de maneira saudável e produtiva. Crianças e adolescentes sem limites tornam-se pessoas inseguras e ansiosas. Ao não encontrarem a segurança que precisam nos adultos com os quais convivem no dia a dia da família. Passam a testar a reação de outros adultos e crianças também, gerando situações tensas e de constante conflito nas relações sociais. O impacto na aprendizagem é imediato e devastador. Assim forma-se o ciclo vicioso falta de limites-ansiedade-conflitos-baixa auto estima, que se fecha com o baixo rendimento escolar. Infelizmente todos acabam focando no baixo rendimento escolar, sendo ele a ponta do iceberg e a única pista concreta e visível aos olhos. Escola e pais se esforçam com aulas de reforço e diversas ações que não trazem resultado por estarem focadas no sintoma e não na real causa do problema. Para evitar tudo isso, deixe de lado a culpa e o medo de não ser amado. Seu filho amará você incondicionalmente e sentir que pode confiar em alguém que estabelece os limites que ele precisa ter para crescer confiante e emocionalmente saudável só tornará o respeito por você ainda maior. Não existe um receita pronta, mas há um ingrediente que você pode usar sem culpa: um “não” firme e seguro é tudo o que seu filho precisa na maioria das vezes. A consistência nas atitudes, fazendo-se respeitar e não cedendo para choros, manhas ou portas batidas com força. Um filho que sabe dos seus limites explora sem medo as oportunidades de aprendizagem que a escola oferece!

             

Filhos do divórcio e o baixo desempenho na escola: é possível mudar essa realidade!

Cada vez mais encontramos na realidade de alunos com problemas na escola um ponto em comum: são filhos de pais separados.

Nos inúmeros pedidos de socorro que recebemos, seja por parte da escola que nos contrata ou por parte de pais desesperados, um dos dois – escola ou pais – já adianta a provável causa do baixo desempenho ou dos problemas de comportamento: o divórcio na família.

Ambos estão parcialmente corretos. Porque é muito bom para uma criança ou adolescente ter pai e mãe convivendo bem dentro de casa, em clima de harmonia. Isso pode sim afetar o processo de aprendizagem. Mas não é o fato de ter os dois na mesma casa que realmente faz diferença. É ter os dois, pai e mãe, falando a mesma língua em relação à educação dos filhos. É compartilharem de fato a responsabilidade por educar essa criança. É abrirem mão de questões de ego para garantir que aquele adolescente conviva com práticas coerentes de ambos os responsáveis.

E não é necessário que os pais continuem casados para fazer isso. A missão de educar um filho é maior, muito maior do que a relação de um casal. O amor entre o casal pode acabar, mas a responsabilidade ainda é dos pais de mostrar aos frutos daquele relacionamento o quanto são importantes. Cabe aos responsáveis usar todas as suas forças e estratégias necessárias para mostrar aos filhos que eles são capazes de superar junto com os pais a dor do rompimento do casal.

O que afeta o envolvimento e o desempenho na escola não é a separação em si. É como os pais, apesar de muitas vezes estarem abalados pela situação, usam a energia que resta para se colocarem ainda como parceiros e  responsáveis por ajudar o filho a entender que ele vai conseguir enfrentar a mudança na vida de toda a família. E que continua sendo parte de uma família.

Muitas vezes a guerra de egos ou o desejo de curtir a nova vida acaba se tornando o foco de um dos responsáveis. E tem ainda o desejo de vingar aquela traição ou de se mostrar menos abalado do que o ex que se foi. Assim os filhos se tornam ou “o problema” que um tem que “enfrentar” sozinho ou “a arma” com alto poder de impactar o outro. Encontramos também o caso de pais que acabam por colocar o filho na posição de grande vítima da situação. E assim passam para eles todo o peso de um caos que está muito acima da capacidade que teriam de absorver. Essas posturas sem dúvida impactam de forma tremendamente negativa a relação com os estudos e o desempenho escolar.

Não é a separação em si que gera os maiores problemas na relação com a escola. Acredite, isso seu filho consegue aceitar e criará estratégias para se adaptar, se os pais não jogarem na criança a parte que a eles cabe do luto.

A rotina escolar pode ser a fonte de alívio e segurança, se pais e escola unirem forças no período de adaptação à nova vida. Afinal, ali está um oásis onde tudo se mantém estável e conhecido.

Conversar com a coordenação da escola, pedir ajuda e atenção redobrada na fase de adaptação deste aluno a uma nova rotina, isso sim ajuda. Antecipar para o filho a expectativa de que o desempenho escolar seja afetado e ter as conversas com a escola na presença do aluno só atrapalha, seja qual for a idade.

Um grande desafio, sem dúvida. Manter os filhos imunes à dor da separação é impossível, mas conseguir que eles sintam-se seguros e amparados o suficiente para colocar energia nos estudos, isso sim é não só possível como também necessário. A receita: não tente fazer isso sozinho!

            

O Impacto das Relações Sociais na aprendizagem – Veja 5 dicas

Pesquisas recentes confirmam que as relações sociais que os alunos desenvolvem dentro da sala de aula e na escola afetam a capacidade de aprendizagem. Quanto mais seu filho sentir que está socialmente integrado e acolhido pelos colegas, maiores suas chances de um bom desempenho. Os pais podem ajudar incentivando as crianças e adolescentes a se relacionarem com colegas de forma positiva, ainda que tenham culturas e valores diversos. Em sala de aula o professor pode ajudar criando oportunidades para que os alunos se conheçam e possam descobrir seus pontos em comum. Ou pontos divergentes que se completam. Um aluno que gosta mais de matemática pode descobrir no colega que adora língua portuguesa um apoio e oferecer ajuda na matéria em que tem mais facilidade. Mesmo que tenham algum tipo de conflito dentro de sala de aula, cabe aos pais procurar a coordenação da escola sem que os filhos saibam e na conversa com o filho incentivar para que sejam amigos. Passeios nos finais de semana envolvendo outra famílias são também uma forma para ajudar que os filhos se aproximem e sintam-se acolhidos e amparados um pelo outro depois na escola. Que tal usar o grupo de mães do WhatsApp para organizar um passeio incluindo outras famílias para o próximo final de semana? Isso pode ser exatamente o que está faltando para que o envolvimento de seu filho com os estudos melhore!

 

O impacto das relações sociais na aprendizagem é enorme. Um aluno que se percebe acolhido pelos colegas em sala de aula terá maiores chances de um bom desempenho nos estudos. Muitas vezes é difícil para os pais entenderem que a tecnologia e as relação dos jovens com seus amigos são totalmente interdependentes. É através de redes sociais e aplicativos que eles “conversam” e sentem-se incluídos em seus grupos ou tribos. Por isso tirar a tecnologia como castigo tem efeito negativo no caso de adolescentes e jovens. Ao ficar sem contato, a relação fica abalada ou o jovem acaba sentindo que está distante das conversas, decisões ou discussões. Grandes são as chances de que ele mesmo se afaste e tenha a sensação de que o grupo o deixou de lado. Forma-se um ciclo viciosos difícil de ser quebrado, que culmina com baixo desempenho escolar por conta da auto estima abalada e da falta da convivência em grupo. Vale combinar limite de tempo e horários para estar online e fazer o trato ser cumprido. Só não tire o acesso por longos períodos de tempo!

 

O grande desafio para os pais quando não aprovam as amizades do filho é convencer o adolescente ou jovem de se afastar do amigo. E este é também o caminho mais difícil a ser seguido. Não impor que a amizade termine é a forma mais difícil, porém mais eficaz de ajudar seu filho a enxergar que tem algo prejudicial naquela relação. Ao tentar ser racional ou usar sua autoridade de responsável, há um enorme risco de que eles se transformem em Romeu e Julieta: serão os dois (ou o grupo) contra o mundo. Não diga p seu filho q não gosta do melhor amigo dele. Isso só vai fazer com que seu filho evite falar sobre o amigo e coloque toda sua energia em evitar que vocês se encontrem. Ao invés disso, aproxime-se!  Faça programas de que seu filho goste e dívida com ele responsabilidades como às compras do supermercado, preparo das refeições e também atividades de lazer como academia, cinema, passeios. Em algumas oportunidades sugira que ele convide o amigo. Somente três finais, todos felizes, poderão resultar dessa abordagem. 1 – você perceberá que o amigo tem muitas qualidades e seu coração fica em paz. 2 – seu filho terá, por si mesmo, a consciência de que o colega não é tão legal assim durante as interações que vocês tiverem juntos. 3 – o amigo se afasta por não se integrar nas relações familiares. Aos poucos seu filho aprende a enxergar que companhias acrescentam e o ajudam a crescer pessoalmente e nos estudos. Você só consegue ensinar essa lição fazendo. Se tentar fazer isso explicando o quanto você é mais experiente, empurrará seu filho para mais e mais longe de você e dos valores que deseja ensinar!

 

É comum a coordenação das escolas receberem pedidos de pais para que seus filhos sejam mantidos distantes de alguns colegas da sala. Muitas vezes o pedido da mãe vem a partir de uma motivação que parece dar sentido à solicitação de afastamento. Um aluno que bateu, não quis dividir um brinquedo ou material escolar ou ofendeu verbalmente o colega. Embora o intuito da mãe seja proteger o filho, os resultados não serão bons para a criança. Para nenhuma delas! Especialmente para aquela que a mãe está tentando proteger. A sugestão é o caminho inverso: aproximar essas crianças pode trazer benefícios para ambas. Além de não terceirizar para a escola a responsabilidade de resolver sozinha, você pode ensinar grandes e duradouras lições para seu filho. Juntas, ambas as mães podem ajudar para que as crianças se aproximem e se ajudem. As chances são enormes de que uma linda amizade brote dessa situação. O impacto na aprendizagem será altamente positivo!

Excursões organizadas pela escola representam bem mais do que um simples passeios. Com frequência ouvimos pais reclamarem que seus filhos estão perdendo aula enquanto deveriam estar em classe aprendendo. Isso não é verdade. Quando saem da escola com seus colegas de turma, os alunos têm uma oportunidade única para desenvolver diversas habilidades essenciais para o aprendizado. As excursões ajudam também a estreitar os laços entre os próprios alunos. Geralmente são crianças e adolescentes que sempre têm um adulto para tomar as decisões por eles e se veem na situação de terem que fazer opções, ficar em alerta, enfrentar o inesperado. Nessa hora o rosto familiar e o apoio do colega de classe faz toda a diferença. Eles se aproximam em busca de segurança e a relação que se intensifica tem um enorme impacto positivo na capacidade de aprendizagem. Incentive seu filho a participar dos passeios e visitas que a escola oferece. Demonstre que está segura de que ele vai saber enfrentar os desafios que vierem e que tem orgulho da participação dele nesses momentos especiais. Depois, deixe que seu filho convide os amigos para uma tarde descontraída em sua casa. Assim você estará ajudando para que o efeito da excursão seja duradouro e positivo ao longo da vida de estudante que seu filho terá!
             

Dia letivo ou dia de jogo do Brasil?

A escola do seu filho vai dispensar os alunos ou vai manter as aulas, com intervalo para que eles assistam juntos os jogos? Seja qual for a decisão tomada pela escola, os pais precisam respeitar e também aproveitar para deixar lições importantes para seus filhos. Esse momento vai ficar marcado na vida deles para sempre. E a maneira como você reage à decisão da escola faz parte do que seu filho vai assimilar.

 A primeira lição é respeito. Regras precisam ser seguidas para que toda uma sociedade possa viver melhor. Mesmo algumas com as quais não concordamos! Algumas vezes temos que abrir mão do que faríamos se estivéssemos sozinhos para viver em uma sociedade justa e harmônica. A decisão da escola não é fácil. Não tem como vencer essa “partida”. Alguns pais querem levar seus filhos para assistir aos jogos em casa e outros não vêm motivo ou não têm como buscar seus filhos mais cedo na escola nos dias de jogo do Brasil. Seja qual for a decisão da direção, você pai, mesmo insatisfeito, pode aproveitar para ensinar a seu filho mais uma valiosa lição : viver em sociedade é abrir mão do que seria bom para você e fazer o que é melhor para todos.

Não tem problema explicar para seu filho que essa não seria sua escolha ou não é a melhor opção para sua família, mas que, como parte dessa comunidade, vocês serão flexíveis e seguirão a regra que a escola estabeleceu. Vale colocar que a regra não prejudica ninguém. No máximo desagrada alguns – inclusive vocês, talvez. Mas como vocês confiam na escola, vão todos curtir os jogos sem gerar estresse e sem colocar seu filho contra a escola. Os benefícios virão ao longo da vida. A consciência cidadã talvez seja a habilidade mais importante para uma sociedade melhor e a que menos temos desenvolvida em nosso país.  Aí está uma oportunidade única! E então, prontos para abrir mão do que é melhor para você em benefício da educação de seu filho?

            

5 dicas para a Semana de Prova

1. Seu filho fica nervoso e ansioso antes de fazer uma prova na escola? Sem dúvida o estado emocional em que ele se encontra impacta de forma muito forte o resultado que ele terá. Na maioria das vezes o nervoso que toma conta do aluno está relacionado ao medo de causar decepção para os pais, caso a nota seja baixa.  E esse medo tem origem na baixa auto estima. Tudo o que seu filho precisa é de oportunidade para perceber que é capaz de causar orgulho em você em situações que não estejam relacionadas com os estudos e a escola. Peça ajuda para ir ao supermercado, para guardar as compras, colocar e tirar a mesa das refeições. E não se esqueça do principal: agradeça a ajuda e elogie. Além de dar um tempo para que o cérebro organize a matéria que ele estudou, ao fazer outras atividades e perceber que gerou sensação de bem estar nos pais, a prova da escola deixa de ser a única possibilidade de gerar orgulho em você

 

2. Fazer uma atividade física frequente é uma das bases para que a relação com o aprendizado seja tranquila e traga bons resultados. Em muitos casos os pais acabam deixando que, durante a semana de provas, seus filhos faltem nas aulas de Educação Física ou academia onde praticam algum esporte. Embora a intenção seja boa, o resultado é prejudicial para o aluno. A atividade física ajuda na produção de novos neurônios e representa também um momento em que seu filho pode relaxar em relação à pressão pela nota que deseja ou precisa tirar na prova. Para garantir que ele tenha o tempo necessário para a atividade física e para estudar a matéria da prova, basta que a rotina de estudos seja estabelecida com antecedência. Estudar um pouquinho da matéria todos os dias faz com que o dia da prova seja usado para revisão dos conteúdos em que ainda há dúvida ou insegurança.  Lembre-se de que uma caminhada, andar de bicicleta e outras atividades que envolvem movimento, sem custo envolvido, trazem os benefícios necessários para melhores resultados nas provas da escola.

 

3.  Nossas crianças e adolescentes estão dormindo pelo menos duas horas a menos do que nós, pais, dormíamos quando crianças. Os estímulos são diversos para mantê-los acordados por mais tempo, além da rotina de vida mais corrida que as famílias têm hoje. Embora pareça normal que as crianças tenham se adaptado a esse ritmo tão corrida da vida, os prejuízos são enormes e podem ser vistos nos resultados da aprendizagem na escola. A semana de provas acaba por agravar a situação, já que muitos alunos e pais se veem ansiosos e tensos, gerando ainda mais estímulos para que a hora de ir para a cama seja adiada ainda mais. Não adianta dormir menos porque estava estudando. O resultado será frustração e a culpa geralmente é transferida para a escola ou para a matéria que parece difícil demais. Para que a semana de provas corra de forma tranquila e seu filho possa estar preparado para colocar em prática tudo aquilo que estudou, uma noite tranquila de sono é essencial. É durante o período do sono que os conteúdos que ele aprendeu serão organizados na memória. E para isso é essencial uma noite completa, com todos os ciclos do sono. A dica é começar a dormir mais cedo antes da semana de provas, para que ele já esteja adaptado aos horário e tempo de sono quando as provas chegarem!

 

4. Ao listar as matérias e as notas que ele tirou no primeiro período, fica mais fácil visualizar a situação e estabelecer metas para as provas que virão. Seu papel é incentivar para que ele mantenha os bons resultados e planeje notas mais altas para as matérias em que os resultados foram abaixo da média nas provas anteriores. Não demonstre reações extremas de alegria ou decepção com as metas dele. Só ajude para que ele consiga se desafiar na medida certa, sem criar expectativas que não condizem com a realidade. Por exemplo, se a última nota em uma matéria foi 5,0,  não faz sentido estabelecer 9,0 como meta. De meio a um ponto acima da média da escola já é um bom número para a prova seguinte. Para que o resultado apareça, você pode guiar, mas ele tem que estabelecer o número final. Se estiver difícil para ele no começo, você pode ajudar perguntando: “colocamos 7,0 ou 7,5 em matemática?”. E ele fala o número que vai ali. Terminada a tabela, você pede para ele explicar o que vai fazer para atingir as metas que colocou. Pronto, o fato de ter assumido a responsabilidade em definir as notas que deseja e o que fará para conseguir chegar lá já ajuda para que ele tenha uma rotina altamente favorável para conseguir. Prepare-se para resultados melhores do que o previsto na tabela. E não se esqueça de elogiar o esforço todo envolvido m cada um desses passos!

 

5. Um dos maiores problemas que nossos filhos enfrentam nos dias atuais é a dificuldade de concentração. A rotina tão movimentada e com diversos recursos simultâneos acaba por gerar no cérebro de nossos pequenos a constante necessidade de estímulos variados. É papel dos pais ajudar para que crianças e adolescentes desenvolvam a capacidade de concentração, uma habilidade essencial nos momentos de prova na escola e da aprendizagem formal. A dica é reduzir a quantidade de estímulos simultâneos que geralmente fazem parte da rotina dos filhos desde bebês. Deixe a TV ligada somente quando seu filho estiver concentrado no desenho ou programa favorito. No momento das brincadeiras, desligue outros aparelhos. Durante as refeições, aproveite para conversar sobre diversos assuntos e não inclua a tecnologia. No caminho para a escola, proponha desafios relacionados a tudo que podem enxergar nas ruas. No caso de filho adolescentes, aproveite para conversar sobre músicas, séries, canais de Youtube que ele gosta. A capacidade de foco e concentração será assim desenvolvida e seu filho será capaz de utilizar esse recurso no momento da prova na escola. Os resultados virão em curto espaço de tempo.